CHÁ DE ALFAZEMA – INDICAÇÕES E BENEFÍCIOS DESTA INFUSÃO

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Quando ouvimos a palavra “alfazema”, logo lembramos do perfume tão popular há muito tempo. Mas poucas pessoas sabem que a alfazema é a mesma coisa que a lavanda! Esta planta medicinal é um arbusto de flores azul-violeta lindíssimas, mede de 30 a 80 centímetros e possui um cheiro penetrante e bem aromático – principal característica da alfazema. É conhecida há tanto tempo que até os gregos e romanos a utilizavam em seus banhos, e também teve um importante papel (o principal, na verdade) na expansão e desenvolvimento da arte da perfumaria e cosmética na Europa; mais tarde, viria a ser usada durante a II Guerra Mundial, para limpar os ferimentos dos soldados.

Possuindo uma característica tão forte como o seu aroma, a alfazema acaba passando um pouco despercebida quando o assunto são os chás. O chá de alfazema é cheio de benefícios que merecem mais reconhecimento.

Propriedades do chá de alfazema

  • Analgésica.
  • Antisséptica.
  • Antiemética.
  • Antiespasmódica.
  • Anti-inflamatória.
  • Antiperspirante.
  • Aromática.
  • Calmante.
  • Carminativa.
  • Cicatrizante.
  • Desodorante.
  • Tônica.

Benefícios

  • Alivia dores de cabeça e as temidas enxaquecas.
  • Auxilia no tratamento para gota e depressão.
  • Ajuda quem está com flatulências.
  • Alivia náuseas, congestão linfática, tosses, dores reumáticas, problemas digestivos e problemas menstruais (neste caso, regula a menstruação).
  • Problemas respiratórios como asma e bronquite têm os seus sintomas aliviados e/ou evitados.
  • Problemas circulatórios podem ser aliviados ou combatidos com o chá.
  • Possui um efeito calmante, ótimo para quem sofre de tensão nervosa.

Mas, como toda planta medicinal, a alfazema possui contraindicações e efeitos colaterais. Quanto às contraindicações, deve apenas ser evitado por aquelas pessoas que possuem úlcera. E quanto aos efeitos colaterais, o principal é a sonolência, que ocorre apenas quando são tomadas muitas doses desse chá. O outro efeito colateral é a irritação no estômago, que nem sempre ocorre.

Como fazer o chá de alfazema e dosagem

Você irá precisar de duas colheres de chá de folhas frescas da alfazema e um litro de água mineral:

– Ferva a água pura.

– Quando levantar fervura, despeje sobre as folhas de alfazema.

– Deixe tampado por mais ou menos 10 minutos.

– Coe o chá e beba.

A dosagem recomendada deste chá é de 3 a 4 vezes ao dia, porém, se você possuir tendência para a sonolência, tome menos xícaras (2 a 3 xícaras durante o dia serão suficientes).

Por: Camila Albuquerque

Revisão: Cibele Santos – Nutricionista, Taróloga e Terapeuta Xamânica

ÁGUA DE BERINJELA – JÁ TOMOU SUA DOSE HOJE?

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Você já ouviu falar da água de berinjela? Além de ajudar a emagrecer, ela diminui o nível do colesterol ruim no sangue. A berinjela é rica em fibras e quando imersa na água, ela libera uma substância chamada saponina, que é responsável por eliminar a gordura do organismo.

Muitas mulheres estão tomando água de berinjela para combater a celulite. Agora anote a receita da água de berinjela! Corte 1 berinjela em rodelas, deixe de molho em meio litro de água durante toda a noite. Assim que você acordar, tome 1 copo desta água em jejum e o restante você vai tomando ao longo do dia. Não precisa coar.

É recomendado você trocar as berinjelas todos os dias. Mas não jogue fora, faça uma sopa ou uma lasanha, por exemplo.

Os especialistas recomendam tomar a água de berinjela por duas semanas, fazer um intervalo de uma semana e voltar a consumir. Descubra o poder dos alimentos e cuide da sua saúde e da sua beleza!

Por: Universo Jatobá

Revisão: Cibele Santos – Nutricionista, Tarologa e Terapeuta Xamânica

ESCALDA-PÉS – FUNCIONA OU NÃO?

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O hábito de fazer escalda-pés em determinados momentos do ano é um costume milenar em várias tradições e civilizações. Há 6 mil anos atrás já há relatos da prática de lava-pés, que tinha a finalidade de relaxamento e limpeza. Há inclusive uma passagem bíblica que envolve esta prática: No Cenáculo, durante a Ceia Pascal, Jesus como Mestre e Senhor, despoja-se do manto, pega uma bacia e põe-se a lavar os pés dos discípulos. Na tradição judaica, oferecer água para lavar os pés era sinal de hospitalidade e acolhida, um ato geralmente realizado por escravos, empregados ou pessoas que cometiam delitos. Jesus com este gesto reverencia seus convidados e deixa uma mensagem de humildade. Em várias tradições orientais oferecer água para lavar os pés também mostrava um sinal de respeito e acolhimento por parte do anfitrião. Na medicina tradicional chinesa, o escalda-pés é usado amplamente em diversas situações clínicas. O escalda-pés muitas vezes nos foi apresentado por nossas avós, um conhecimento tradicional que está disponível, que é fácil de ser realizado e é efetivo.

A grande indicação – evitar resfriados e gripes!

Talvez uma das mais milagrosas indicações do escalda-pés é naquele momento em que percebemos que estamos iniciando um resfriado ou uma gripe. Isso acontece geralmente quando ficamos muito expostos ao vento, ao frio e à umidade. Todos esses fatores patogênicos sensibilizam nossos receptores na pele facilitando a entrada de vírus e bactérias. O fato é que começamos a sentir uma baixa de energia, cansaço, tosse, espirros, frio em todo corpo, tremores, coriza, dentre outros sintomas. Nesse momento realizar o escalda-pés à noite com um chá quente e logo após ir dormir bem enrolado num cobertor pode ser melhor do que qualquer outra medicação.

Outra importante indicação – deficiência de Yang!

A grande maioria de nós tem deficiência de Yang Qi (energia vital), seja aguda ou cronicamente. Muitos de nós vivemos com nossas extremidades frias, vivemos desanimados, sem energia e ficamos doentes com facilidade. Nossa memória, nossa cognição e nossos insights não acontecem de maneira fácil. Temos noites de sono péssimas, respiramos mal e nos alimentamos mal. O resultado a médio e longo prazo é um esgotamento geral de energia, disposição e calor no corpo. Quando nos percebemos nesse tipo de situação o escalda-pés é uma terapêutica importante a ser realizada, não isoladamente, mas complementar a outros tratamentos.

Mesmo que você não se encontre com todos os sintomas relacionados, fazer escalda-pés jamais será ruim, a menos que a pessoa tenha alguma úlcera na perna, diabetes avançado, neuropatias periféricas, cardiopatia isquêmica, ai sim seria contraindicado. Ao fazê-lo, você estará reparando suas energias e fortalecendo o seu corpo ao fazer escalda-pés uma ou duas vezes por semana.

A técnica

1)    Escolha um recipiente alto e largo, que possa acomodar seus pés e que possa conter água até metade de sua perna/canela (não adianta fazer escalda-pés com a água apenas na sola dos pés, o efeito será pequeno);

 2)    Coloque água morna do chuveiro até ¾ do recipiente;

 3)    Esquente uma chaleira grande com água;

 4)    Pegue toalha para secar os pés logo depois de tirá-los da água;

 5)    Pegue meias e calça de agasalho para se aquecer e não pegar frio logo depois (pegar frio depois pode piorar o quadro de resfriado e gripe, você está exposto, deve se proteger rapidamente);

 6)    Coloque as pernas na água, vá colocando aos poucos a água da chaleira, mantendo a temperatura elevada (cuidado para não se queimar!);

 7)    Faça escalda-pés por no mínimo 25 minutos. O ideal é interromper logo que perceba estar suando na testa.

 8)    Querendo aumentar o efeito do calor, pode se cobrir e colocar uma touca na cabeça.

 9)    Nos spas são utilizadas várias fragrâncias, chás, sal grosso, perfumes. Isso tudo é secundário, mas deixa um clima agradável para seu tratamento. Você pode criar a vontade no que se refere a essa questão.

 10) Quando terminar, enxugue rapidamente os pés, coloque meias, calçados e vai direto para a cama com várias cobertas. Se suar durante a noite, troque as roupas para evitar o contato com a umidade.

Você ainda questiona a efetividade do escalda-pés?

Então experimente nos momentos mencionados.

Faça a técnica corretamente.

No outro dia estará com uma nova disposição!

 

Fonte: Caminhos de Cura

Revisão: Cibele Santos – Nutricionista, Taróloga e Terapeuta Xamânica

ALECRIM – A ERVA DA MENTE

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Há dias em que se tem a impressão de se estar dentro de um espesso nevoeiro. Tudo parece monótono e difícil e o coração fica triste. É a noite escura da alma. Era meu aniversário e justamente um destes dias estranhos, quando pensei: “Vou tomar um chá de alecrim!”Fui ao jardim e lá encontrei um viçoso pé de alecrim. Interessante é que quase todos que visitam nossos jardins demonstram afeição e respeito pelo alecrim. Confesso que nunca liguei muito para ele. Mas, naquele dia, com toda reverência, colhi alguns ramos, preparei um chá e me servi em uma linda xícara. O aroma era muito agradável e, a cada gole que bebia, senti a mente ir clareando. Uma sensação de bem-estar e alegria foi se espalhando pelo corpo e senti a sensação de enorme felicidade. Fiquei muito impressionada com a capacidade dessa planta transmitir alegria. Aliás, o nome alecrim já lembra alegria. Resolvi pesquisar a respeito e veja só que maravilha.O alecrim – Rosmarinos officinalis, planta nativa da região mediterrânea – foi muito apreciada na Idade Média e no Renascimento, aparecendo em várias fórmulas, inclusive a ‘Água da Rainha da Hungria’, famosa solução rejuvenescedora. Elizabeth da Hungria recebeu, aos 72 anos, a receita de um anjo (um monge?) quando estava paralítica e sofria de gota. Com o uso do preparado, recobrou a saúde, a beleza e a alegria. O rei da Polônia chegou a pedi-la em casamento!Madame de Sévigné recomendava água de alecrim contra a tristeza, para recuperar a alegria. Rudolf Steiner afirmava que o alecrim é, acima de tudo, uma planta calorífera que fortalece o centro vital e age em todo o organismo. Além disso, equilibra a temperatura do sangue e, através dele, de todo o corpo. Por isso é recomendado contra anemia, menstruação insuficiente e problemas de irrigação sanguínea. Também atua no fígado. E uma melhor irrigação dos órgãos estimula o metabolismo.

Um ex-viciado em drogas revelou que tivera uma visão divina que o tornou capaz de livrar-se do vício. Foi-lhe indicado que tomasse chá de alecrim para regenerar e limpar as células do corpo, pois o alecrim continha todas as cores do arco-íris. O alecrim é digestivo e sudorífero. Ajuda a assimilação do açúcar (no diabetes) e é indicado para recompor o sistema nervoso após uma longa atividade intelectual. É recomendado para a queda de cabelo, caspa, cuidados com a pele, lesões e queimaduras; para curar resfriados e bronquites, para cansaço mental e estafa e, ainda, para perda de memória, aumentando a capacidade de aprendizado.

Existe uma graciosa lenda a respeito do alecrim: quando Maria fugiu para o Egito, levando no colo o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava por elas. O lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio abriu seu cálice. O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar o menino. Cansada, Maria parou à beira do Rio e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas. Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las. ‘O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais’. Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e as sustentou ao Sol durante toda a manhã. “Obrigada, gentil alecrim! disse Maria. Daqui por diante, ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos. Eu abençoo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanarão alegria.”

…e assim foi! BOM CHÁ PARA VOCÊ !!!

Fonte: NUWA Spa

Revisão: Cibele Santos – Nutricionista, Tarologa e  Xamanista

VERBENA – A FLOR MÁGICA

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O que é:

Verbena de nome científico Verbena officinalis L. é uma planta medicinal também conhecida como urgebão, gervão, erva-de-ferro e planta-da-sorte.

O efeito calmante é considerado a principal caracteristica da verbena, auxiliando no combate a ansiedade e ao stress. Esta planta medicinal também ajuda em várias outras doenças como o cálculo biliar e o câncer.

Propriedades da verbena

Febrífugo, calmante, sedante, anti-reumática, antiinflamatório, aperiente, analgésica, adstringente, afrodisíaco, depurativa, digestiva, estimulante, anti-coagulante, anti-cancerígena e tônica.

Para que serve a verbena

Cálculo biliar, câncer de baço, câncer no escroto, ansiedade, stress, insônia, inquietação, acnes, infecções no fígado, asma, bronquite, cálculos renais, distúrbios digestivos, dismenorréias,dispepsia, falta de apetite, úlcera, taquicardia, reumatismo, queimadura, conjuntivite, faringite e estomatite.

Como usar a verbena

Para fins medicinais são utilizadas as folhas, as raízes e as flores.

  •  Chá: Adicionar 50g de folhas de verbena em1 litro de água fervente. Tampar o recipiente durante 10 minutos. Beber várias vezes ao longo do dia. O chá auxilia no tratamento de distúrbios do sono e diminui a ansiedade e stress.
  •  Lavagens: Adicionar 2g de folhas de verbena em 200 ml de água, e enxaguar os olhos em caso de conjuntivite.
  •  Cataplasma: Cozinhar as folhas e flores de verbena, e após esfriar colocar a solução sobre um tecido e aplicá-la sobre articulações doloridas.

Contraindicações da verbena

Não deve ser utilizada durante a gravidez.

Efeitos colaterais da verbena

Pode provocar vômitos e bloquear a ação do hormônio estimulante da tireóide (TSH).

Fonte: Tua Saúde

 

CHAMBÁ – O ANADOR NATURAL

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Nome Científico: Justicia pectoralis Jacq..
Uso popular: Planta muito utilizada para problemas respiratórios como inflamações pulmonares, tosse, como expectorante, sudorífica (Lorenzi & Matos, 2002) e útil em crises de asma, bronquite e chiado no peito (Matos, 2000). Usada, principalmente em Cuba, como sedante (sendo seu uso mais comum neste país). No ano de 1990 a planta foi incluída em uma Resolução Oficial do Ministério da Saúde Pública de Cuba que autoriza seu uso como sedante do sistema nervoso nas Unidades de Saúde. No Haiti, as folhas são usadas para dores no estômago, e na Costa Rica é utilizada para tirar o catarro do pulmão (Gupta, 1995), enquanto em outras regiões do Caribe a planta inteira, macerada, é aplicada sobre ferimentos e torsões (Alonso, 2004). Na região Amazônica, as folhas do chambá são utilizadas em rituais pelos indígenas como um aditivo e aromatizante de misturas alucinógenas usadas em rapés. Empregada também como medicação contra reumatismo, cefaléia, febre, cólicas abdominais, como afrodisíaca (Lorenzi & Matos, 2002) e contra coqueluche (Drescher, 2001).

Partes usadas: Folhas e flores.

Nomes populares: chambá, chachambá, anador, trevo-do-pará, trevo-cumaru; tilo, carpintero, té criollo (Cuba), Origem ou Habitat: Nativa da região tropical da América (Alonso, 2004; Gupta, 1995).Características botânicas: herbácea perene, suberecta, ascendente, com até 60 cm de altura, com ramos delgados, caule com pêlos curtos e engrossamento na região dos nós. Folhas inteiras, simples, opostas, lanceoladas ou ovado-lanceoladas, de 3 a 10 cm de comprimento, sem pêlos, acuminadas, com a base estreita e obtusa, com 0,7 a 2 cm de largura. Flores irregulares, com corola violácea, disposta em panículas terminais. Possui cápsula comprimida e estipitada. Multiplica-se por estaquia ou replantando-se pequenos ramos já enraizados (Matos, 2000).

Ações farmacológicas: Em um estudo clínico duplo cego, que utilizou cápsulas do extrato aquoso liofilizado da planta em um grupo de pacientes e cápsulas de diazepam no grupo controle, comprovou-se o efeito sedante da planta e não se observou efeitos secundários nos pacientes tratados. Foram também reportadas atividades antibacteriana, relaxante da musculatura lisa, antagonista de serotonina e redutora de atividade espontânea (Gupta, 1995). Tanto a decocção das partes aéreas da planta em estado fresco como a infusão das partes aéreas em estado seco demonstraram atividade sedante em humanos adultos. Tendo em conta o emprego popular como alucinógeno, constatou-se em 10 pessoas normais, tratadas com a decocção das partes aéreas, modificações eletroencefalográficas significativas e sugestivas de atividade neurotrópica (Alonso, 2004). O extrato da planta possui ação broncodilatadora, analgésica e anti-inflamatória comprovada experimentalmente, justificando seu uso popular nos tratamentos de crises de asma, tosse, bronquite e chiado no peito (Matos, 2000). A cumarina extraída da planta tem atividade anti-inflamatória e cicatrizante comprovada (Gupta, 1995). A planta possui ação inseticida sobre o mosquito Aedes aegypti (Chariandy, et al., 1999).

Interações medicamentosas: Não deve ser usada conjuntamente com anticoagulantes ou em pacientes com transtornos circulatórios.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Doses altas testadas em modelos animais não demonstraram sinais de toxicidade. Pode causar sonolência, dor de cabeça e enjoos.
O emprego medicamentoso desta planta deve ser feito com cuidado de evitar o uso das folhas secas quando mal conservadas pelo risco de haver modificação química da cumarina, promovida por fungos, que podem transformá-la em dicumarol, substância que causa grave hemorragia por impedir a coagulação do sangue, usada inclusive em veneno para ratos (Lorenzi & Matos, 2002). 

Contra-indicações: Pela falta de informações sobre a inocuidade da planta em situações como gravidez e lactação, não se recomenda o uso desta planta nestas situações (Alonso, 2004).
Não consumir por mais de 30 dias consecutivos.

Posologia e modo de uso: Utiliza-se a infusão das folhas frescas ou secas, 1 xícara (150ml) de 1 a 3 vezes por dia (Alonso, 2004; Drescher, 2001) ou na forma de xarope, feito só com o chambá ou em associação com malvariço (Plectranthus amboinicus) (Matos, 2000).
Externamente, as folhas são maceradas e aplicadas localmente (Alonso, 2004). Pode ser utilizado o seu extrato hidroalcoólico, mediante percolação em uma solução água-etanol (70:30) (Alonso, 2004).

Fonte: Horto Didático de Plantas Medicinais do HU – Universidade Federal de Santa Catarina

Revisão: Cibele Santos – Nutricionista, Taróloga e Terapeuta Xamânica

VALERIANA – UM CALMANTE NATURAL

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Planta medicinal com efeito sonífero e calmante. É encontrada mais comumente sob forma de chá (infusão) ou comprimidos.

Nomes

Nomes em português:  Valeriana, erva-dos-gatos

Nome latim: Valeriana officinalis

Nom inglês: valerian

Nome francês: valériane

Nome alemão: Baldrian

Nome italiano: valeriana

Constituintes

Óleo essencial, valepotriate, ácido valerênico.

Partes utilizadas

Raiz, rizoma.

Efeitos

Sedativo, levo efeito calmante, antiespasmódicas, sonífero (redução do tempo que a pessoa leva para adormecer e aumento da duração do sono), relaxante, anticonvulsionante.

Indicações

A planta é indicada para quem sofre de problemas relacionados ao sono: insônia (pode ajudar a adormecer e também poder melhorar a qualidade do sono), ansiedade, estresse, epilepsia, e para quem está parando de fumar.

Efeitos secundários

Tontura, indisposição gastrintestinal, alegias de contato, dor de cabeça, midríase (dilatação da pupila).

Uso prolongado: dores de cabeça, sono, cansaço, insônia, midríase, desordens cardíacas.

Leia a bula: na compra de um medicamento, sempre leia a bula e peça conselhos a um especialista.

Contra-indicações

Hipersensibilidade (alergia) ao extrato de Valeriana officinalis. Leia a bula: na compra de um medicamento, sempre leia a bula e peça conselhos a um especialista.

Interações

Leia a bula: na compra de um medicamento, sempre leia a bula e peça conselhos a um especialista.

Preparações

– Chá de valeriana (infusão de valeriana)

– Decocção de valeriana (mais forte que o chá de valeriana)

– Comprimidos de valeriana (por exemplo no Brasil: Sominex, Valerimed)

– Cápsulas de valeriana

– Tintura de valeriana (a tomar sob forma de gotas)

Observações

– A raiz da valeriana é uma das únicas plantas medicinais comprovadas por numerosos estudos, como possuidora de um efeito sonífero real em inúmeras pessoas (cerca de 40% reagem a esta planta e conseguem um efeito sedativo). Esse número é idêntico à maioria dos soníferos químicos (de síntese). No entanto, a vantagem da valeriana é que ela tem menos efeitos colaterais que outros medicamentos soníferos de síntese, tais como benzodiazepinas (que geram forte dependência).

– A valeriana é reconhecida pela OMS devido às suas virtudes contra a ansiedade. É necessário informar também que a valeriana não possui a mesma rapidez de resultado que os soníferos de origem química, isto é, o efeito sonífero da valeriana, leva um tempo para agir. Finalmente, ressaltemos que a valeriana pode exercer um efeito excitante ou de euforia em gatos, por isso, o nome popular “erva-dos-gatos” (sinônimo da valeriana). Portanto, evite deixar a planta próxima a um gato, do contrário, ele pode vir a “enlouquecer”. A valeriana pode ser utilizada em associação (em geral, em comprimidos ou cápsulas) com o lúpulo para facilitar o adormecimento.

Fonte:  Cria Saúde

Revisão: Cibele Santos – Nutricionista, Taróloga e Terapeuta Xamânica

ERVA CIDREIRA – UM SANTO REMÉDIO

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A erva-cidreira é uma planta medicinal de fácil cultivo, que pode ser utilizada na preparação de remédios caseiros para acalmar e para melhorar a digestão.

A erva-cidreira também é conhecida popularmente como cidreira, citronete e melissa. Seu nome científico é Melissa oficinalis.

Para que serve a erva-cidreira

Acalmar, desinfetar, má digestão, prevenir doenças cardíacas, controlar a pressão, dor de cabeça, pé de atleta, insônia perda do apetite.

Propriedades da  erva-cidreira

Ação anti-espasmódica; sudorífica; calmante; anti-inflamatória e antibiótica.

Modo de uso da  erva-cidreira

Para fins medicinais em fitoterapia são utilizadas apenas as folhas frescas ou secas.

  • Chá de erva-cidreira: Adicione 3 colheres (de sopa) de folhas da erva-cidreira para cada xícara de água fervente e beba ao longo do dia.
  • Aromaterapia: Para relaxar utilize um chá ligeiramente mais forte e misture um litro de chá na água da banheira. Proporção da preparação: 8 colheres de chá de erva para um litro de água.
  • Culinária: A erva-cidreira é principalmente utilizada como toque final no preparo de saladas, por exemplo.

Efeitos colaterais da erva-cidreira

Diminuição da frequência cardíaca, sonolência.

Contra indicações da erva-cidreira

Em caso de alergia à erva-cidreira, doenças da tireoide.

Por: Cibele Santos – Nutricionista, Taróloga e Terapeuta Xamânica

CHÁ DE HIBISCO – O MELHOR ALIADO NA PERDA DE PESO E COMBATE Á DOENÇAS

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Depois do sucesso do chá verde, o chá de hibisco, que é antioxidante, digestivo, diurético e anti-inflamatório, vem despontando como o queridinho do momento tanto para conservar a saúde quanto para ajudar nos processos de eliminação e manutenção do peso.

Mas não é só, pois ele ajuda, ainda,  a amenizar os sinais de envelhecimento, evitar o inchaço, desintoxicar o organismo e até combater inflamações.

Há estudos que sugerem que ele atue, inclusive, na redução da formação de novas células de gordura, o que ajuda – e muito – na perda de peso. No mais, é diurético, o que combate a retenção de líquidos e a celulite, acelera o metabolismo, é termogênico e facilita a queima da gordura.

Como elimina as toxinas, é importante no emagrecimento, já que estas substâncias dificultam bastante a eliminação do peso extra e ajudam a reter líquidos, deixando a pessoa ainda mais inchada.

Outros estudos demonstram que o consumo diário do chá de hibisco reduz a pressão arterial, o que é ótimo para pessoas com problemas relacionados á pressão arterial.

Ele é rico em antocianinas, um antioxidante potente, que combate os radicais livres e combate o envelhecimento precoce, além de reduzir o risco de inúmeras doenças e de aumentar as defesas do organismo, turbinando o sistema imunológico.

Mais Benefícios:

  • Reduz as taxas de colesterol e triglicérides no sangue
  • Reduz as taxas de glicose no sangue
  • Possui propriedades hipotensoras
  • Retarda o envelhecimento da pele
  • Auxilia em casos de constipação intestinal
  • É rico em minerais como magnésio, ferro e cálcio
  • Contém fibras solúveis (mucilagens)
  • É rico em vitamina C
  • Tem efeito preventivo contra o câncer
  • Protege o organismo das doenças cardiovasculares
  • Fortalece os ossos
  • É fonte de aminoácidos

As folhas secas do hibisco são facilmente encontradas em lojas de produtos naturais, mas podem ainda ser comercializadas na forma de cápsulas ou em pó.

As folhas secas são utilizadas em chás, que são feitas em infusão em água quente. Aqui vale lembrar que nenhum chá deve ser “requentado” , sob a pena de perder os seus benefícios. No caso dos chás o ideal é consumir de 500 ml a 1 litro/dia.

A versão em pó pode ser misturada a shakes, sucos , vitaminas, iogurtes ou mesmo com água quente ou fria.

O ideal é consumir a bebida entre as refeições, de preferência quatro vezes ao dia, para “enganar”  a fome.  Contudo, convém lembrar que, apesar de ser um importante aliado na redução do peso excedente, ele é apenas um coadjuvante, o que significa que não faz milagres e não age sozinho. É preciso, para que faça o efeito desejado,  que seja acompanhado por uma dieta equilibrada.

Quanto às contra indicações e os possíveis efeitos colaterais, não existem relatos na literatura médica, mas o correto é que seu consumo seja sempre indicado e acompanhado por um Nutricionista, sobretudo em caso de gestantes e lactantes.

Para potencializar ainda mais o efeito do chá de hibisco o mesmo pode ser preparado com a adição de chá de cavalinha, que também atua como um potente antioxidante e contribui para a redução do peso corporal.

Por:  Cibele Santos  –  Nutricionista, Tarologa e Terapeuta Xamânica

RAPÉ – SEGREDOS DA CULTURA XAMÂNICA

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O rapé é um pó feito geralmente de tabaco e outras ervas e cinzas de árvores que são moídos e transformados em um pó fino e aromático que é aspirado ou soprado pelas narinas. Seu uso é ancestral e já esteve bem presente em diversos lugares e épocas. Porém seu aspecto mais interessante é o uso pelas tribos indígenas e pelos caboclos da floresta, que o utilizam para diversos fins, entre eles medicinais e cerimoniais. Tomei contato com rapé através de amigos de jornada que me apresentaram em momentos especiais, onde pude receber e perceber no rapé um aliado de valor, que assim como outras substâncias dos reinos vegetal, mineral e animal que existem nas florestas, estão ai para auxiliar e ensinar aqueles que puderem compreender que onde há vida, existe uma ciência, um ensinamento divino, que pode nos auxiliar em muitos aspectos, inclusive físicos, mentais e espirituais.

Acredito na importância da valorização dessa cultura e das medicinas naturais tradicionais e ancestrais existentes e na importância do resgate histórico e preservação desses conhecimentos que correm o risco de desaparecer em meio a atual banalização de valores e de tudo que é simples e natural, que vivemos hoje.

O tabaco aqui citado, não é industrializado, e sim o Tabaco Xamânico,uma planta ancestral. O Tabaco sempre foi considerado pelos índios como uma Planta de Poder, porém caiu em mau uso pelos brancos, perdendo sua força original e seu poder, sendo usado de forma viciante, responsável por terríveis males no organismo.

O tabaco selvagem é uma planta muito poderosa e curativa, em seu estado original e na forma correta de sua utilização. O tabaco é considerado uma das plantas mais sagradas do xamanismo. Ele fumado no Cachimbo Ritualístico, carrega as preces para o Universo.

É usado para fazer oferenda aos guardiões, ao Grande Mistério, etc. Fumar tabaco ( em ritual ) é evocar o Plano Espiritual.

Desde a aparição da Mulher Búfalo Branco para os nativos norte-americanos, o tabaco é considerado uma planta que traz claridade. Ele é o totem vegetal da Direção Leste, do Elemento Fogo. E, como tudo que é fogo, é ambíguo. Pode elevar, transmutar ou pode destruir. Quando o tabaco é utilizado espiritualmente, traz purificação, centramento, transforma energias negativas em positivas, serve de mensageiro. Quando utilizado como vício pode matar. É utilizado no Xamanismo Universal. No Perúu é fumado em rituais na Pipa ( cachimbo ) e na forma de cigarro. Os ayahuasqueiros chegam a dizer que “Sin tabaco! Sin la Ayahuasca!” Geralmente o fumo não é tragado ( tragar é coisa do vício ).

No Peru também extraem o mel de tabaco, um poderoso alterador de consciência.Podemos ver nos rituais afro ( candomblé, umbanda, etc) a utilização do tabaco pela entidades, fazendo purificações, passes, exorcismos, oferecer charutos em despachos,etc.

No Chanumpa (EUA), para cada pitada de tabaco, convida-se um espírito para participar do ritual. Ele também é ofertado para os espíritos, para o fogo, utilizado para abrir portais da mata, honrar a Criação, confeccionar bolsas medicinais, pacote de preces, etc.

O tabaco é uma planta de grande ajuda. Utilizada para defumação ou no Cachimbo Sagrado, ele pode, trazer novos começos para quem quer que o esteja usando ou para quaisquer projetos ou lugares para o qual ele é queimado.

O tabaco é considerado uma das plantas mais sagradas, por muitos povos nativos. Para os nativos norte americanos, quando fumado no Cachimbo Sagrado, ele carrega as preces para os espíritos. Com frequência, é usado para se fazer oferendas para os Espíritos Guardiões. Fumar tabaco é chamar o plano espiritual para ajudar. Segundo Sun Bear, se alguém fuma por diversão, estará continuamente chamando Espírito para si com um falso alarme. A maior parte do tabaco comprado em lojas é misturado com material químico, nocivo a saúde.

Existem estudos que dizem que o rapé tem o poder de ativar o sistema límbico do cérebro. Entre os mateiros brasileiros, eles utilizam-se do rapé, para se harmonizarem com os seres da floresta. Lembrando que o tabaco utilizado é sabiamente escolhido pelos mestres do rapé. O tabaco, que é chamado na região de Porronca, tem várias origens, ao longo do Rio Juruá, e obviamente, alguns se destacam pela qualidade e pela pureza, entretanto, são todos orgânicos, ou seja não levam venenos, pesticidas, herbicidas, defensivos ou outro produto de infame sinônimo na sua produção.

Como podemos perceber o Tabaco é e sempre será um valioso instrumento de Poder e Cura para os males que assombram os seres humanos. Porém, é preciso cuidado e sabedoria em seu uso, para não cairmos nas correntes do vício.

O RAPÉ INDÍGENA

O rapé é uma tradição cultural e espiritual dos povos Katukina, Yawanawá e de outras tribos da região. Ele é usado como consagração depois do trabalho, para desabafar, relaxar, esfriar a memória. Ele pode ser usado a qualquer hora e tira o enfado físico mental e espiritual, quando nasce um novo pensamento, uma idéia nova. O rapé é preparado com muito carinho, usando-se tabaco e cinzas de outras árvores, dentre elas o Tsunu.

Dentro da tradição indígena , não se “aspira” o rapé. Ele é sempre “soprado” por outra pessoa ou por quem vai tomar o rapé. Soprado para dentro das narinas através de um instrumento tipo um bambu oco, o Tipí, e aplicado por um pajé ou por outra pessoa e provoca uma forte reação nos mais inexperientes. Seu efeito é rápido e após isso sente-se um grande bem estar e disposição, fora a limpeza das vias aéreas, que ele proporciona. Relatam que o rapé se usa para esfriar o corpo, pois quando se trabalha muito debaixo do sol, ao ir tomar banho de água fria das cacimbas, pode-se pegar um resfriado, e é bom cheirar rapé antes. Além de estimulante, portanto, o rapé também faz baixar a pressão. O rapé também é usado para caçar e para tirar a “panema” (preguiça) e na hora da cerimônia do Uni (ayahuasca). As duas energias se unem e o Uni vem com mais luz, mais perfeito, mais profundo.

A pessoa que aplica deve saber o que faz, pois tanto o modo como ele pega o pó da mão com o tipi, a maneira que assopra, e o que pensa quando assopra, influenciam positivamente, ou negativamente o trabalho. Ou seja, o mesmo rapé aplicado por duas pessoas diferentes certamente não será o mesmo rapé e, assim, o efeito também não será o mesmo. Também pode ser aplicado pela própria pessoa com um auto aplicador, um tipi bem curto, denominado Kuripe. Ele é bem curto, e cabe no espaço entre a boca e o nariz, e é pessoal, como escova de dentes.

PorRafael Guimarães