A LENDA DAS 13 MATRIARCAS

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Conta-se que há milhares e milhares de anos a Terra era o próprio paraíso. Os humanos viviam em paz e equilíbrio com todos os outros seres da criação, havendo respeito entre homens e mulheres e entre os diferentes povos. Porém, mesmo vivendo em plena harmonia, surgiu, não se sabe de onde, uma pequena semente de ganância que se plantou nas mentes e corações dos seres humanos. Essa semente germinou à medida que os homens começaram a tirar o ouro do ventre da terra, pois eles acreditavam que fosse a própria luz do Pai Sol materializada e que quem possuísse mais dessa luz teria mais poder e reinaria sobre os outros.

O desejo de poder e de dominação apoderou-se dos humanos. Não mais havia harmonia entre as raças. Atos de violência começaram a proliferar, uns contra os outros e contra os animais. Queimavam-se florestas inteiras e envenenavam-se as águas, até que a Terra foi completamente destruída, consumida pelo fogo. Mas essa destruição trouxe também purificação e, para que uma nova humanidade pudesse renascer e recuperar o equilíbrio perdido, a Mãe Terra concedeu o amor, o perdão e a compaixão, resguardados nos corações das mulheres.

Assim, durante o ciclo de um ano, 13 aspectos da totalidade da sabedoria da Mãe Terra foram trazidos para o mundo visível com a ajuda da Avó Lua. A cada lua cheia, a luz prateada da Avó Lua tecia seus fios e materializava uma mulher, uma Mãe do Clã. Cada uma delas detinha um conhecimento particular, um ensinamento especial para ser transmitido aos filhos e filhas da Terra. Elas criaram uma irmandade que trabalhou com a mais pura dedicação para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo da compaixão. A Casa da Tartaruga, como foi chamado o conselho das Mães dos Clãs, compartilhava sua sabedoria para a cura da Terra, da alma das mulheres e para o restabelecimento do equilíbrio entre todos os seres.

O treze é o número da transformação e das lunações ao longo de um giro da Mãe Terra ao redor do Vovô Sol. Depois de cumprirem sua missão, elas voltaram para o ventre da Mãe Terra. Deixaram registrada toda sua sabedoria em 13 crânios de cristal de quartzo que foram guardados em locais sagrados de diversos pontos do mundo.

Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros (…) Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos.” (FAUR, 2015, p. 512)

1ª lunação:
Mãe da Natureza. Aquela que ensina a verdade e fala com todos os seres.
Guardiã das necessidades da Terra. Ela nos mostra o parentesco entre todos os seres da criação, nos ensina a respeitar o ritmo e o espaço sagrado de cada manifestação de vida e a ter cuidado conosco e com a Mãe Terra. Ela é a conexão entre todas as formas de vida.
Cor laranja, que representa eterna chama do amor existente em toda a criação.
Palavra-chave: pertencimento.

2ª lunação:
Mãe da Sabedoria. Aquela que honra a verdade e guarda os conhecimentos antigos.
Guardiã da Sabedoria. É protetora de todas as Tradições Sagradas e da Memória. Ela tem uma grande conexão como Povo das Pedras, pois esses têm registrado todas as experiências já vividas pela Mãe Terra. Ela nos ensina a honrar a Verdade em todos os Sagrados Pontos de Vista. Em sua sabedoria, compreende que existe verdade em todas as formas de vida.
Cor cinza, que representa imparcialidade, amizade e a aceitação da presença e verdade alheia, sem querer impor nossos próprios pontos de vista, valores e conceitos.
Palavra-chave: tolerância.

3ª lunação:
Mãe da Verdade. Aquela que avalia a verdade e ensina as leis divinas.
Guardiã da Justiça. Ensina os princípios da Lei Divina, o equilíbrio, a lei de ação e reação, a aceitação da verdade e o reconhecimento da nossa força e fraqueza, focalizando as qualidades e possibilidades para expandir a nossa essência.
Cor marrom, que representa o solo fértil da Mãe Terra e a conexão da Terra com as leis divinas.
Palavra-chave: compaixão.

4ª lunação:
Mãe das Visões. Aquela que vê a verdade em tudo e enxerga longe.
Guardiã das Profecias. É a que guia os espíritos durante os sonhos e as viagens astrais e ensina como compreender os símbolos das visões e os sinais que a vida apresenta. Ajuda o buscador a desenvolver a visão interna e avaliar as oportunidades e opções através da intuição. Embarcar na viagem interior, superar o medo pela confiança.
Cores pastéis, que representam a projeção da verdade em todos os matizes.
Palavra-chave: confiança na intuição.

5ª lunação:
Mãe da Quietude. Aquela que ouve a verdade e escuta as mensagens.
Guardiã do Silêncio. Ensina como silenciar para ouvir as mensagens da natureza, dos espíritos, dos Mestres, dos homens, dos nossos corações. Precisamos ouvir os pontos de vista de todos para aprender e progredir, discernindo a verdade das mentiras criadas como defesas.
Cor preta, que representa a busca de respostas e o silêncio necessário para encontrá-las.
Palavra-chave: silêncio.

6ª lunação:
Mãe da Fala. Aquela que fala a verdade e conta histórias que curam.
Contadora de Histórias. Ensina a falar sempre com o coração, dizer a verdade, mas com amor e sem incluir nossas projeções pessoais e os julgamentos a priori. Usar o humor para afastar os medos, equilibrar o sagrado com o profano, preservar a sabedoria dos ancestrais e a tradição oral.
Cor vermelha, a cor do sangue, que contém no DNA a sabedoria do legado ancestral.
Palavra-chave: poder da palavra.

7ª lunação:
Mãe do Amor. Aquela que ama a verdade em todas as manifestações da vida.
Guardiã do Amor Incondicional. Ensina a compaixão e o amor em todas as manifestações da vida (nosso corpo, nossos prazeres, respirar, comer, andar, brincar, trabalhar, amar, dançar).
Cor amarela (Avô Sol), que ama todos os filhos igualmente, sem julgar seus comportamentos e permitindo que eles passem pelas lições da vida arcando com as consequências dos seus erros ou escolhas prejudiciais.
Palavra-chave: desapego.

8ª lunação:
Mãe da Intuição. Aquela que serve à verdade e cura os filhos da Terra.
Protetora dos Mistérios da Vida e da Morte. Ensina as artes de curar e conhecimento sobre os ciclos da natureza, cura as feridas do corpo e da alma. Rege os momentos de passagem do nascimento à morte.
Cor azul, que representa intuição, verdade, harmonia, água e emoções.
Palavra-chave: auto-cura.

9ª lunação:
Mãe da Vontade. Aquela que ensina como viver a verdade.
Guardiã das Gerações Futuras e dos Sonhos. Rege a direção Oeste, lugar do princípio feminino. Ela ensina como olhar para dentro de si e encontrar a verdade pessoal, a encarar o futuro sem medo e manifestar os sonhos na Terra.
Cor verde, que representa a verdade.
Palavra-chave: futuro.

10ª lunação:
Mãe da Criatividade. Aquela que ensina como trabalhar com a verdade.
Guardiã da Força Criativa. Ela ensina como expressar nossa criatividade, desenvolver nossas habilidades e materializar nossos sonhos e idéias, destruindo as limitações e saindo da estagnação. Para materializar nossos sonhos devemos ter o desejo de criar, decidir fazê-lo e tomar as medidas necessárias para usar a força vital.
Cor de rosa.
Palavra-chave: autoexpressão.

11ª lunação:
Mãe da Beleza. Aquela que caminha com verdade, altivez e firmeza.
Guardiã da Liderança. Ensina a termos orgulho das nossas realizações, afirmar nossa auto-estima, criar nossa reputação pela nossa integridade e conhecimento. Traz novas idéias aos caminhos e verdades dos ancestrais. É a criadora da tradição da Tenda da Lua.
Cor branca, do uso adequado da vontade e autoridade e o lema é ‘pratique aquilo que fala’.
Palavra-chave: autoestima.

12ª lunação:
Mãe da Coragem. Aquela que louva a verdade e ensina a gratidão.
Guardiã da Abundância. Ela ensina a agradecer por tudo que recebemos da vida, abrindo espaço para a futura abundância. Através de testes e lições progredimos na nossa senda, não importa quais os desafios e as dificuldades, devemos agradecer por estas oportunidades que nos permitem desenvolver a nossa força interior. Ela nos mostra o valor do dar e receber e a celebrar a vida e louvar as bênçãos.
Cor púrpura.
Palavra-chave: gratidão.

13ª lunação:
Mãe da Transformação. Aquela que se torna a visão e ensina a mudança.
Guardiã dos Ciclos de Transformação. Ela é a síntese das qualidades das outras 12 Mães, mais do que a soma de todas elas, é aquela que realiza sua Orenda (missão espiritual) e cria um Sistema de Saber. Ela ensina como passar através das lições e mudanças para evoluir espiritualmente, sem nos deixar desviar pelas ilusões, buscando sempre a realização da essência do Ser.
Cor cristalina e luminosa, como os raios lunares e o brilho dos crânios de cristal.
Palavra-chave: realização.

Meditação para entrar em contato com as Matriarcas

Para entrar em contato com a Matriarca de qualquer lunação, sente-se confortavelmente, sozinha ou em grupo, e transporte-se mentalmente para uma planície longínqua. Ande devagar por entre os arbustos e diferente tipos de cactos, nascendo do chão pedregoso. O ar está calmo, o silêncio quebrado apenas pelo canto de alguns pássaros. Veja o Sol se pondo, colorindo o céu nos mais variados tons de dourado e púrpura. No meio dos arbustos, você enxerga uma construção rudimentar de adobe, meio enterrada no chão, lembrando o casco de uma tartaruga. Ao redor, há um círculo de treze índias, algumas idosas, outras jovens, vestidas com roupas e xales coloridos e enfeitadas com colares e pulseiras de prata, turquesa e coral. A mais idosa bate um tambor, as outras cantarolam uma canção que lhe parece familiar. Uma delas lhe faz sinal para que você se aproxime e você a segue respeitosamente.

Sabendo que chegou à Casa do Conselho, onde receberá apoio e orientação, você entra na estranha construção de teto, por uma abertura, descendo por uma escada rústica de madeira. Ao descer a escada, você se percebe dentro de uma Kiva, a câmara sagrada de iniciação dos povos nativos. As paredes estão decoradas com treze escudos, cada um ornado de maneira diferente, com penas, símbolos, conchas e fitas coloridas. O chão de terra batida está coberto de ervas cheirosas e algumas esteiras de palha trançada. No fundo da Kiva, você vê duas pequenas fogueiras, cuja fumaça sai por duas aberturas no teto. Esses fogos cerimoniais representam os dois mundos – o material e o espiritual – e as aberturas representam os canais ou “antenas ” que permitem a percepção dos planos sutis. A fumaça representa o caminho pelo qual os pedidos de auxílio e as preces são encaminhados para o Grande Espírito.

No centro, perto de um caldeirão, está sentada a Matriarca que você veio procurar. Ajoelhe-se e exponha-lhe seu problema. Ouça, então, sua orientação sábia ecoando em sua mente. Peça, em seguida, que ela toque seu peito, acendendo assim o terceiro fogo, a chama amorosa de seu próprio coração. Sinta o calor de sua benção curando antigas feridas e dissolvendo todas as dores, enquanto a chama lhe devolve a coragem, a força, a fé e a esperança. Agradeça à Matriarca pela dádiva que lhe devolveu seu dom inato e comprometa-se a restabelecer os vínculos com a Irmandade das mulheres, lembrando e revivendo a sabedoria ancestral. Despeça-se e volte pelo mesmo caminho, tendo adquirido uma nova consciência e a certeza de que jamais estará só, pois a Matriarca da Lunação de seu nascimento a apoiará e guiará sempre.

FAUR, M. O Anuário da Grande Mãe;
FAUR, M. Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas)

https://www.facebook.com/mirella.faur

SORORIDADE

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A palavra sororidade não existe nos dicionários. Mas existe em um lugar sagrado chamado força interna feminina. Sóror quer dizer irmã. Sororidade é a capacidade que as mulheres possuem em se reconhecerem como irmãs. Estamos em um momento em que o divino feminino está retornando, está derrubando toda a escuridão e voltando à honra. Isso está no ar. Tem uma luz acendendo nos corações das mulheres, o chamado. Muitas de nós ainda não querem aceitar essa luz acendendo, não se lembram do próprio empoderamento e o repudiam, vibrando ainda na energia da inveja, maledicência e rivalidade. E repudiam portanto as suas irmãs empoderadas pois estão se ‘protegendo’ através do modelo masculino que imitam para serem ‘ aceitas’, consciente e inconscientemente. Elas estão fracas, vibrando em sofrimento nas sombras do esquecimento. Vamos aproveitar a energia da palavra sagrada Sororidade e rezar por todas as mulheres que precisam se curar no mundo.
E se você é uma delas, das que estão ainda esquecidas mas conseguem enxergar isso, agradeça. Depois desconecte-se de toda culpa e se entregue a gratidão de ter olhos de ver. Peça luz às mães santíssimas e aceite a força de suas águas internas para amolecer e fazer nascer da terra seca. Transborde, beba. Olho d’água, lágrima, suor, rios, mares, oceanos, útero, casa, Coração. O amor é líquido.

E que a irmandade feminina se faça.

Autoria de Newen Fuerza

 

Via: Gloria Cristina Reis

https://www.facebook.com/gloriacristina.reis

DESVENDANDO O SAGRADO FEMININO

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Algumas mulheres em todo o mundo se orgulham tanto de sua condição que seguem uma filosofia de vida chamada “Sagrado Feminino”. Esse estilo de vida – que vem sendo adotado pelo público feminino há milênios – oferece ensinamentos sobre nosso corpo, nosso emocional e nossos ciclos femininos, e ainda orienta de que forma podemos harmonizá-los com a natureza.

Isso significa que quando as mulheres passam a se desligar um pouco do mundo tecnológico e rotineiro, ou seja, buscam descobrir mais sobre si próprias, se interiorizando, percebendo melhor seus instintos, suas vontades e seus ciclos femininos (como a menstruação e a gestação), elas relatam que o mundo a sua volta – e aquele que existe dentro delas – parece mudar. É como se uma nova consciência as abraçasse.

Esse despertar para uma nova consciência sobre si mesma pode ser interpretado como a saída da supremacia patriarcal – repressora e cheia de regras – para a entrada em um mundo mais maternal, afetivo e artístico, além de menos racional e mais sensível.

O conhecimento do Sagrado Feminino é adquirido através de livros, cursos e grupos de estudos chamados de “círculo de mulheres”. Nesta filosofia, as mulheres estudam um conceito diferente sobre si próprias, que engloba os aspectos emocionais guardados no corpo, a sintonia entre a menstruação e as fases da lua, a veneração das Deusas de todas as mitologias e a semelhança delas com cada mulher, assim como a influência que a natureza tem sobre nosso corpo e psique.

SAGRADO FEMININO ENSINA A TER MAIS AUTOESTIMA

No Sagrado Feminino, mulheres de todas as culturas, religiões e crenças aprendem a se desvincular de padrões de beleza e regras pré-estabelecidas pela sociedade. Elas descobrem como se amar exatamente como são e passam a se enxergar como verdadeiras “Deusas”. Afinal, o ato de gerar, parir, nutrir, amar e intuir pode ser considerado uma dádiva proporcionada às mulheres.

Nesta filosofia de vida, as mulheres passam a valorizar mais seus ciclos naturais, como a menstruação, a maturidade, a gestação, o parto e a amamentação. No entanto, não são induzidas a serem radicais ao viver esses períodos ou exercer determinadas funções. O valor está em aceitar a naturalidade das coisas, seu histórico de vida, vontades e capacidades. Aprendendo a se conhecer de forma mais profunda e a aceitar os acontecimentos da vida e a si mesma, as feridas começam a ser curadas e as mulheres passam a ser mais felizes, amáveis e únicas.

Você descobre, então, que ser mulher não significa ter um parto natural, amamentar ou se sentir bem na própria pele quando está grávida. Na verdade, o objetivo é entender como você traz seu amor e feminilidade para todas essas fases da vida.

COMO O SAGRADO FEMININO AJUDA NAS RELAÇÕES AMOROSAS?

O amor pode ser definido por cada pessoa de uma forma diferente. De todo modo, é importante lembrar que não pode haver plenitude e entrega sincera e verdadeira se não houver segurança. E isso é desenvolvido por meio do autoconhecimento. Afinal, quando você se conhece, se entende, sabe do que gosta e o que quer, tudo fica mais fácil.

As energias de atração da vida precisam saber exatamente o que você quer, para que caminhem em sua direção. Esse é o primeiro passo. Então reflita: qual tipo de pessoa parceira você quer pra si? Escreva em um papel todas as características que busca no outro ou até mesmo na cara metade. Você precisa saber o que quer!

Na filosofia do Sagrado Feminino, o segundo passo é viver a experiência de amar sem depender da pessoa para viver, afinal o amor próprio deve vir em primeiro lugar. É através da estima por si mesma que a paixão durará. A independência de cada um dentro da relação traz o desejo de ambos se dedicarem ao outro, favorecendo o relacionamento.

Por fim, o terceiro passo ensinado pelo Sagrado Feminino é descobrir sua Deusa Interior e trazer características dela para sua relação. A Deusa Interior é o simbolismo da essência mais pura que existe em você. Ou seja, são as suas virtudes, suas belezas mais primitivas, a sua guerreira que sabe o que quer e é determinada nessa busca, é a sua fera, a sua loba. É também não ter vergonha de ser você mesma, não se poupar por conta do que a sociedade pede que você seja. Afinal, a pessoa parceira, quando se atrai por você, quer o seu melhor.

SAGRADO FEMININO TAMBÉM BENEFICIA SEXUALIDADE

Problemas como falta de amor próprio ou de expressão criativa e dores e frustrações nos relacionamentos que foram reprimidos serão manifestados nos órgãos sexuais e também no comportamento na cama – o que explica, por exemplo, porque algumas mulheres sentem dificuldade durante o ato sexual.

A cura e a integração da mulher à energia da sua sexualidade dependerão especialmente do entendimento que ela possui sobre suas simbologias físicas, emocionais, mentais e espirituais. Mesmo que não se dê conta, toda sua experiência sexual e descoberta como mulher ficam registradas em sua mente. Suas crenças serão então reproduzidas na sua vida sexual, mesmo que você não perceba.

Por exemplo: uma mulher de origem familiar tradicional, com pais repressores, que puniam ou não incentivavam sua expressão sexual, geralmente irá reproduzir comportamentos de autopunição com o sexo, o que pode gerar dificuldade de chegar ao orgasmo, dores na relação, diminuição da libido e fuga do sexo.

Na filosofia do Sagrado Feminino, uma forma de autotratamento para dificuldades sexuais é feita por meio da expressão da criatividade. Ou seja, é através da dança, artesanato, desenho, escrita, maquiagem ou toda forma de autocuidado, que a mulher aprende a manifestar seu lado criativo. O ventre – que está intimamente ligado ao órgão sexual e ao sexo – é uma região que simboliza a criação. Portanto, ele recebe as energias curativas para essas dificuldades por meio da criatividade.

RELAÇÃO ENTRE SAGRADO FEMININO E VIDA PROFISSIONAL

Sua profissão é a expressão da sua função para o mundo. Não importa o que você faz, todo ofício é necessário. E mais importante que pensar “para que esse trabalho me serve?” – levando em consideração que seu emprego traz dinheiro e o próprio sustento – é lembrar que a maior importância da profissão está na reflexão sobre “o que ela oferece para minha identidade?”.

Para aumentar seu sucesso profissional, o seu prazer pela carreira e até mesmo os resultados do que produz, você precisa entender exatamente sua relação com a profissão. O que lhe faz gostar do trabalho? O que você espera com ele? Como ele lhe completa? Ele favorece a sua autoexpressão e suas virtudes?

Para lhe ajudar nestes questionamentos, você pode recorrer aos arquétipos das Deusas que mais se identifica e descobrir como tirar proveito desse conhecimento em sua carreira profissional.

DEUSAS REVELAM SEU PERFIL PROFISSIONAL

  • Afrodite: buscar o amor pela arte e pela beleza em seu trabalho lhe deixará mais feliz. A mulher Afrodite será aquela que procura interagir com os colegas de trabalho ou os clientes. Além disso, pode trabalhar com beleza e arte, ou simplesmente gostará de embelezar o escritório decorando a mesa em que trabalha, por exemplo. Essa é a mulher que mais necessita trabalhar com o que lhe causa paixão. Sempre está bem arrumada e com um detalhe sedutor e feminino.
  • Atena: para essa mulher, o trabalho já é um prazer por si só. Ela poderá buscar ainda mais totalidade em sua profissão através da comunicação com o público ou buscando estar sempre bem vestida no emprego, de preferência de acordo com a tendência de moda. Isso lhe trará mais bem-estar.
  • Deméter: essa mulher gosta de fazer o papel de mãezona no ambiente profissional, já que é protetora e zelosa com os colegas e as tarefas realizadas. Para se sentir bem no emprego, a Mulher Deméter pode tentar levar o ambiente de casa para o trabalho, colocando fotos da família em sua mesa ou levando a comida de casa para o escritório, ao invés de comer em algum restaurante. Dessa forma, a mulher Deméter se sentirá mais acolhida e tende a ter mais prazer no local de trabalho.
  • Ártemis: essa mulher gosta de ter liberdade no trabalho, não se sente à vontade cumprindo ordens e seguindo regras. Quanto mais liberdade de autoexpressão tiver, mais feliz com o emprego estará.
  • Perséfone: precisará que o trabalho lhe traga benefícios pessoais, como por exemplo: se trabalhar em uma livraria, desejará poder ler alguns livros comercializados no local. E quanto mais sozinha ela atuar, mais dinâmico será o seu desenvolvimento.
  • Hera: as mulheres que se identificam com o arquétipo dessa Deusa gostam de liderar no trabalho. Além disso, devem buscar fazer uso da criatividade e de sua facilidade em promover eventos. É nessas tarefas que encontrarão mais realização.

 

Via: Personare

Apoio e Divulgação: Cibele Santos – Nutricionista, Taróloga, Shamanic Healer e Facilitadora de Círculos do Sagrado Feminino