CUIDADO COM A OPINIÃO ALHEIA

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Muitas vezes buscamos conselhos e opiniões sobre outra pessoa. Outras vezes, somos bombardeados automaticamente com comentários de outras pessoas. Estes comentários podem ser positivos ou negativos, mas sejam como for, são opiniões que só valem para quem está proferindo, pois tem o filtro das crenças e valores internos de quem está falando, portanto, não valem como verdade para nós.

O que eu sinto em relação a alguém é a MINHA verdade.

O que você sente em relação a alguém é a SUA verdade.

Quando não conhecemos a pessoa bombardeada e alguém vem nos falar sobre ela, tendemos a acreditar no conceito que ela colocou para si mesma e repassou para nós.

Ficamos influenciados pelas palavras alheias, sem ao menos verificarmos se essa informação faz sentido para nós. Acreditamos no que falam sem questionar a veracidade da informação.

O fato é que temos que ter muito cuidado com a opinião alheia, pois ela pode causar grandes estragos, estragar relações, distorcer a realidade.

A melhor forma de avaliar se o comentário é bom e real para você, é ver com seus próprios olhos, com a sua percepção.

O que você sente em relação à pessoa comentada?

Como se sente ao lado da pessoa que foi criticada?

Você já conversou com essa pessoa?

Se nunca teve um contato ou não teve acesso a ela de forma nenhuma, você não pode acreditar e considerar críticas ou elogios vindo de outra pessoa.

Quando criticam alguém que você já conhece, você já fez sua análise interior, já estabeleceu um critério de avaliação próprio. Neste caso, pode alguém de fora falar o que for, pois você defende sua crença e a coloca em primeiro lugar, a menos que você seja facilmente influenciável…

Quando você não tem ideia da pessoa comentada e não tem valores formados interiormente, o outro vem e faz o valor para você, deixando o valor do outro entrar em sua mente e isso é muito complicado…

Porque não é o seu valor e opinião, é o valor com base em outra percepção e realidade, ou seja, não tem valor real para você e sim para o outro.

Quando fica influenciado, você fecha sua capacidade de ter a o própria opinião a respeito, você fecha a grande oportunidade de ver outra realidade, sendo positiva ou negativa.

É você quem deve fazer o julgamento e não os outros.

É você quem deve sentir, em sua alma, isso ou aquilo…

Por isso, quando alguém falar mal ou bem de outra pessoa para você, simplesmente escute com ouvidos sábios, ou seja “entra por um ouvido e sai pelo outro” para que não fique registrado um conceito que não veio de sua percepção, que não veio de sua alma.

Assim, você deixa livre esse espaço para conhecer de verdade uma pessoa com os olhos do seu coração!

Fonte: Morada da Alma

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VÁ EM BUSCA DE SI MESMO

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“Entre o sono e o sonho, entre mim e o que em mim é o quem eu me suponho, corre um rio sem fim.”

Fernando Pessoa, inspirado poeta, leitor sensível da alma humana, pode traduzir com sutileza o desafio de cada existência. Onde se dará nosso despertar de compreensão?

Vamos de crises em crises, aprendendo aos tropeços, sofrendo de ansiedade, estresse e cansaço. É preciso compreender que não é a crise que nos encontra, somos nós que a produzimos. Isso se dá porque não fluímos bem nos movimentos da mudança, nesse rio sem fim, que costumamos chamar de vida. 

A mudança é o ritmo no qual o mundo caminha e só há um jeito de se dar bem com ela, aprendendo a mudar também. O maior paradoxo, a contradição mais coerente da mudança é que é preciso mudar para ser quem se é. É preciso deixar de ser quem não somos, de fazer o que não queremos e viver o que não gostamos. Se olharmos atentamente nossa realidade, vamos perceber que muitas coisas em nosso dia a dia se encaixam nessa definição que é contrária à nossa natureza.

É urgente nos armarmos de coragem e irmos a busca de nós mesmos. É prioritário definir o que vamos fazer com o tempo que nos foi dado. É fundamental acordarmos do sono ilusório da realidade para vivermos na prática o sonho que nos comove. A crise é apenas um sinal na estrada dizendo que é hora de rever o caminho. Vá em busca de si mesmo e não tenha medo dos desafios e das incertezas, pois as asas só aparecem quando o chão desaparece.

 

Dulce Magalhães

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IMPERMANÊNCIA

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A vida é como um piquenique em uma tarde de domingo… ela não dura muito tempo. Só olhar o sol, sentir o perfume das flores ou respirar o ar puro já é uma alegria. Mas se tudo o que fazemos é ficar discutindo onde pôr a toalha, quem vai sentar em que canto, quem vai ficar com o peito ou a coxa do frango…, que desperdício! Mais cedo ou mais tarde o tempo fecha, a tarde cai e o piquenique acaba. E tudo o que fizemos foi ficar discutindo e implicando uns com os outros. Pense em tudo que se perdeu.

Você pode estar se perguntando: se tudo é impermanente, se nada dura, como pode alguém viver feliz? É verdade que não podemos, de fato, agarrar ou nos segurar às coisas, mas podemos usar esse conhecimento para olhar a vida de modo diferente, como uma oportunidade muito breve e rara. Se trouxermos à nossa vida a maturidade de saber que tudo é impermanente, vamos ver que nossas experiências serão mais ricas, nossos relacionamentos mais sinceros, e teremos maior apreciação por tudo aquilo que já desfrutamos.

Também seremos mais pacientes. Vamos compreender que, por pior que as coisas possam parecer no momento, as circunstâncias infelizes não podem durar. Teremos a sensação de que seremos capazes de suportá-las até que passem. E com maior paciência seremos mais delicados com as pessoas a nossa volta. Não é tão difícil manifestar um gesto amoroso quando nos damos conta de que talvez nunca mais estaremos com a nossa tia-avó. Por que não deixá-la feliz? Por que não dispor de tempo para ouvir todas aquelas histórias antigas?

Chegar à compreensão da impermanência e ao desejo autêntico de fazer os outros felizes nesta breve oportunidade que temos juntos, constitui o começo da verdadeira prática espiritual. É esse tipo de sinceridade que efetivamente catalisa a transformação em nossa mente e em nosso ser.

Não precisamos raspar a cabeça nem usar vestes especiais. Não precisamos sair de casa nem dormir em uma cama de pedras. A prática espiritual não requer condições austeras…. apenas um bom coração e a maturidade de compreender a impermanência.

Isso nos fará progredir.

Chagdud Tulku Rinpoche, em ” Portões da Prática Budista”

 

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O PODER DO ERRO

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Enquanto você reclama do erro, eu agradeço. Enquanto você se pergunta porquê ele aconteceu, eu me pergunto como seria se ele não tivesse acontecido. Enquanto você se lamenta, eu me levanto. E no final de tudo isso você fala que foi apenas mais um erro, e acaba de errar novamente.

Costumamos reclamar de todos os males ruins, acreditando que eles aconteceram com a gente para nos punir ou nos “ferrar”. Não é assim que funciona, o erro por exemplo, ele pode nos atrasar, magoar, ferir, machucar, empobrecer, irritar e derrubar, mas no final de tudo ele só pode fazer uma coisa, nos transformar.

A humanidade vive tentando remediar o erro, fazendo de tudo para que ele não aconteça, e perde tanto tempo com isso, que ele acaba se manisfestando sem perceber, e você não aprendendo nada. A transformação que ele causa em nossas vidas, as vezes é pouco notável, mas não imperceptível. Para cada 10 erros, tem no mínimo 50 aprendizados por trás dele. Só depois da primeira queda de bicicleta, você percebe que todo cuidado é pouco. Colocando a mão numa panela fervendo uma vez, é o suficiente para que você nunca mais faça isso. É depois de uma guerra, que percebemos que precisamos de um motivo maior para começar outra. É vendo seu filho passar fome, que faz aumentar o valor por cada refeição. É nessa crescente que percebemos a importância do erro, em uma vida que poucos erros acontecem, o despreparo é certo. O despreparo só acontece por dois motivos, ou por falta de conhecimento sobre o assunto, ou por oportunidades que o erro passou por sua vida, e você não o estudou. Esse estudo deve ser feito minunciosamente, detalhe por detalhe, até que no final se tire uma conclusão do que não se deve fazer da próxima vez

O erro mais inteligente é aquele que só você percebe que errou, e se corrige sozinho. Ninguém precisa saber de suas fraquezas, de seus erros, contudo eles não precisam ser omitidos se descobertos, afinal se você errou é porque uma coisa não faltou, coragem.

Tente, erre, acerte da próxima vez, você não é burro por errar nem sábio por cometer poucos erros, um grande guerreiro sabe que o erro só acontece com quem tenta, e quem não erra muito, acerta menos ainda. Só não estagne nele, faça dele uma transição, entre uma atitude errada a uma correta, se o seu erro um dia virar acerto é válido, se ele persistir errado, prepare-se para conviver com ele para o resto de sua vida.

Gaya Lux

MAGIA ELEMENTAL – A FORÇA QUE VEM DA ALMA

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Magia Elemental é o Sistema de Magia que se utiliza dos elementos como símbolos para a prática de rituais. Historicamente, o sistema ocidental de classificação dos elementos tem suas raízes na Grécia antiga, na tentativa de explicar o cosmo e o ser humano. Assim, o estudante pode tanto buscar a Magia Elemental para compreender o mundo ao seu redor quanto para de maneira subjetiva, entender a si mesmo.

Assim, aos elementos foram atribuídas algumas características principais:

Fogo é quente e seco

Água fria e úmida

Ar quente e úmido

Terra fria e seca

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Note-se que, dependendo da visão utilizada, os elementos podem ser apenas símbolos para um ritual como objetos que possuem o mesmo tipo de energia do que aquela que se busca durante determinado ritual.

Externamente, pode-se associar os sólidos à Terra, os líquidos à Água, os gases ao Ar e o Plasma ao Fogo.

Por fim, por influência Aristotélica, foi concebido um quinto elemento, o Espírito ou Éter, que seria uma espécie de coordenador dos outros quatro elementos.

Os elementos normalmente são representados pelas cores Vermelho para o Fogo, Azul para Água, Amarelo para o Ar, Verde para Terra e Preto para o Espírito.

Pode-se traçar um paralelo entre as concepções clássicas dos elementos e a Teoria dos Tipos Psicológicos de (Carl Gustav) Jung , mais especificamente quanto às Funções Psicológicas. Este estudioso dividiu em quatro funções fundamentais: Pensamento, Sentimento, Sensação e Intuição.

Possibilita-se assim uma visão subjetiva e interna da ação de quatro dos elementos sendo que as duas primeiras, Pensamento e Sentimento, seriam, para Jung, maneiras de tomar decisões, enquanto as duas últimas, Sensação e Intuição, seriam formas de apreender informações. E quando os elementos/funções estivessem em equilíbrio teriam as seguintes características.

O Elemento Ar pode ser comparado à Função Pensamento, caracterizado pela capacidade de tomar decisões objetivas, lógicas e coerentes. Assim, o predomínio deste elemento/função tende a levar o indivíduo à uma preferência por escolhas racionais, planejadas e eficazes.

O Elemento Água pode ser comparado à Função Sentimento, caracterizando subjetivamente um indivíduo que tem a preferência por sentimentos fortes, mesmo que tristes. A predominância deste elemento no indivíduo faz com que ele tenda a levar em conta valores ao tomar decisões.

O Elemento Terra pode ser comparado à Função Sensação, que seja a observação do concreto, do detalhe, do sólido. A experiência concreta, obtida por meio dos sentidos sempre prevalecerá. Subjetivamente este elemento faz com que a pessoa esteja sempre no presente, no agora, no momento atual, pronta para tomar decisões imediatas.

O Elemento Fogo pode ser comparado à Função Intuição, possuindo como característica a abstração, é uma forma de apreender informações que leva em conta o passado, o futuro e as implicações das escolhas. Trata-se de uma análise do efêmero permeada por processos inconscientes. Leva-se mais em conta a valoração dos objetos do que o objeto em si, relacionando-a com experiências passas ou informações inconscientes.

Existe ainda a relação que pode ser feita entre os elementos e os quatro elementos e o Tarô, primeiramente quanto aos naipes: Bastões [ou Paus], Copas [Corações ou Taças], Espadas e Discos [ou Pantáculos ou Ouros]. O Bastão é relacionado com o Elemento Fogo. Copas é relacionado com o Elemento Água. Espadas é relacionado com o Elemento Ar. Discos é relacionado com o ElementoTerra.

Outra relação possível entre os quatro elementos e o tarô é quanto às cartas da corte: Rei, Rainha, Príncipe e Princesa. O Rei representa o Fogo. A Rainha Representa a Água. O Príncipe representa oAr. A Princesa representa a Terra.

Assim, pode-se perceber que poderá haver no Tarô uma mescla entre os elementos, podendo se falar que um Rei de Espadas é a manifestação ígnea do Ar ou uma Rainha de Discos é a manifestação aquática da Terra, etc.

Astrologicamente, os quatro elementos são distribuídos da seguinte maneira pelos Signos. O Fogo é o elemento dos signos de Áries, Leão e Sagitário. A Água e o elemento dos signos Câncer, Escorpião e Peixes. O Ar é o elemento dos signos Gêmeos, Libra e Aquário. A Terra é o elemento dos signos Touro, Virgem e Capricórnio.

Na classificação cabalista relacionam-se os quatro elementos com letras do alfabeto hebraico, primeiramente com as três letras mães onde o Fogo é ש [Shin ou Sin], a Água é מ [Mem, quando é grifado no final da palavra: ם] e o Ar é א [Aleph ou Alef]. O elemento Terra corresponde a última letra do alfabeto, que seja, o ת [Tau ou Tav]. FogoÁgua e Ar seriam elementos estritamente espirituais, que se manifestariam de maneira sensível quando cristalizados no quarto elemento, aTerra.

Utilizando ainda os elementos para dividir Árvore da Vida [ou Otz Chiim] da seguinte maneira: ao Fogoatribui-se a Sephira de Kether, o número 1, à Água corresponderiam as Sephiroth [plural de Sephira] de Chokmah e Binah, os números 2 e 3, ao Ar corresponderiam as Sephiroth de Chesed, Geburah, Tiphareth, Chesed, Hod e Yesod, numeradas respectivamente por 9,8,7,6,5,4,3 e 2, por fim, a Terraseria correspondente a Sephira de Malkuth, 10.

Se utilizarmos a árvore da vida no Arranjo anterior para analisar o homem, o Fogo corresponderia à sua essência espiritual [Jechidah] , a Água representaria seus aspectos criativos e transmissivos [Chiah e Neschamah], o Ar representaria suas qualidades mentais e morais [Ruach], enquanto a Terrarepresentaria seu veículo físico [Nephesch].

Os quatro elementos também podem ser atribuídos a quatro Arcanjos, o Fogo seria o elemento de Micael, a Água de Gabriel, o Ar de Rafael e a Terra de Auriel [ou uriel].

A correspondência feita com as Armas mágicas seria a de relacionar o Fogo à baqueta, a Água à Taça, o Ar à Espada e a Terra ao Pentáculo, sendo que o magista representaria o quinto elemento, o Espírito.

Pode passar desapercebido ao leigo, mas em todas a culturas encontra-se a caracterização dos elementos através de mitos e lendas, nos sistemas mágicos podemos encontrar alguns seres que, conforme o entendimento do magista, podem de fato existir ou ter uma consideração meramente simbólica. Geralmente atribuí-se ao Fogo as Salamandras, à Água as Ondinas, ao Ar os Silfos e àTerra os Gnomos.

Porém, deve ser observada a influência da magia elemental em todas as culturas, por exemplo, no Brasil, têm-se no meio de lenda os Saci-Pererê, como uma representação dos Gnomos, o Boitatá como uma representação equivalente às Salamandras, a Iara ou a Alamoa como uma representação equivalente às Ondinas e os Silfos normalmente são representados por lendas envolvendo aves como a do Uirapuru e do Biguá. O mesmo ocorre em outros povos, como o mito do Thunderbird nos EUA, para os Silfos ou os Duendes na Irlanda para os Gnomos.

Por Frater Ire aka C.C.E.

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O MÍSTICO – UM ETERNO APRENDIZ

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Ser Místico é não dizer o que faz,
Nem o que vai fazer – é ser anônimo.
É superar os medos do eu pelo mergulho no Ser.
É não ter a necessidade de demonstrar o que sabe,
É falar pouco e escutar muito,
É passar por louco e ser inteligente,
Ser confiante e não dependente,
Justo e autêntico,
Manso e confidente.
Um bom Místico
Não caça o futuro com ansiedade,
Não leva rasteira do passado,
Não fica preso à memória:
Vive só por hoje.
Pisa no escuro do desconhecido,
Não foge de seu deserto,
Arrisca-se à incerteza,
Não troca o Pássaro do Ser pelos pássaros do ter.
Ser Místico é dizer “Aum”,
É ser diferente sem fazer uso de marcas registadas.
Ser Místico é Ser história.
É ter simplicidade e pureza,
Humildade e modéstia,
Coragem e bravura,
Fidelidade e esperança.
Ser Místico é ver Deus no nascer do sol
No brilho da lua e das estrelas ao anoitecer.
É ouvir a Voz de Deus
Na sinfonia dos pássaros em parceria com o vento,
E na voz do pedinte em meio ao mau tempo.
É sentar-se quieto e atento
No pulsar do Ser que o faz ser.
Ser Místico é descobrir através do silêncio.
Ser Místico é ser um Eterno Aprendiz…

E que assim Seja, pois assim É.

))O((

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PÉROLAS DA VIDA

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“Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.”
Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar.Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

O mesmo pode acontecer conosco. Se você já sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu o duro golpe do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produza uma pérola ! Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR.

Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.

Assim, na prática, o que vemos são muitas “Ostras Vazias”, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras!