A VONTADE DO CÉU

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Não basta conhecer os métodos que permitem que se tornem clarividentes, magos, alquimistas e etc. Deve-se questionar primeiro sobre o objetivo com o qual se trabalha, e saber que existem leis a serem respeitadas…

Quem pratica os métodos do Ocultismo apenas para o próprio interesse, infringe as leis da harmonia cósmica e, no final, será o próprio cosmos que colocará um veto, e ele fracassará lamentavelmente.
Muitos ocultistas ou pretensos espiritualistas, que trabalhavam para alcançarem determinadas realizações, sem se preocuparem em saber se trabalhavam em harmonia com os projetos da Inteligência cósmica, acabaram muito mal.
As obras sobre ciências ocultas propõem um grande número de técnicas, de ritos, dos quais muitos trazem riscos.
Mas nenhuma dessas práticas vale tanto quanto aquela de se colocar em harmonia com a ordem cósmica.
E as coisas vão mais além: para aquele que não se preocupa em conservar a harmonia e se deixa subjugar pelas próprias tendências anárquicas, até as práticas mais inofensivas se tornam perigosas e se voltam contra ele.(…)
Em que coisa os seres humanos se empenham todos os dias?
Em satisfazer os seus desejos e realizar as suas ambições.
Eles nunca se perguntaram sobre a natureza de todos esses cálculos, desses planos e desses arranjos?
Nunca pensaram em perguntar ao Céu: ´Oh, espíritos luminosos, estamos de acordo com os seus projetos?
Qual é a opinião de vocês?
Quais intenções vocês têm em relação a nós?
Onde e como devemos trabalhar para realizar a sua vontade?´.
Pouquíssimas pessoas se colocam essas perguntas. Porém, nada é mais importante para o homem do que suplicar às entidades invisíveis para que lhe dêem, finalmente, a possibilidade de realizar os projetos do Céu.
Nesse momento toda a sua vida muda, e ele pára de agir segundo os seus caprichos, as suas fraquezas, a sua cegueira.
Esforçando-se para conhecer a vontade do Céu, ele se coloca em outros trilhos, segue um rumo que corresponde aos projetos de Deus, e essa é a verdadeira vida!”


Por: Omraam Mikhaël Aïvanhov

Via: Gena Teresa – https://www.facebook.com/gena.teresa.3

COMO MUDAR NOSSAS VIDAS SEM NOS SABOTAR : REINICIE E SEJA FELIZ !

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Temos opiniões muito fortes a respeito de nós mesmos e as baseamos sempre em comparações com o mundo externo. Enquanto não vemos a mudança no externo, não acreditamos que ela tenha ocorrido. Sintonizamo-nos muito facilmente com a preocupação e ansiedade, esquecendo-nos de que em cada dimensão do nosso Ser, existe um tempo diferente. Por isso, sem paciência e determinação para deixarmos a mudança acontecer, reincidimos nas vibrações desalinhadas, sabotando assim a nossa cura ou realização. A maior dificuldade que enfrentamos em nossa cura é acreditar que ainda estamos doentes.

Somos muito mais do que este personagem que acreditamos ser e, para que as transformações que pedimos ocorram, precisamos em Fé e Humildade nos colocar em posição de recebê-las.

A Criação é completa e total, tudo existe nela simultaneamente. Resolver um medo dentro de si, por exemplo, não quer dizer que o medo tenha sido erradicado de você ou do universo, significa que não há mais motivo para permanecer nesta frequência. Nós somos como rádios, sintonizamos onde queremos. Todas as frequências estão disponíveis ao mesmo tempo. Mas ao sintonizar novamente numa frequência negativa que já vivenciamos, a mente automaticamente vai criando crenças e buscando memórias para fazer dessa de novo a nossa realidade.

A única realidade que existe é o momento presente. Os medos e outras emoções que carregamos são baseados em crenças em nossa memória de momentos que não existem mais em nossa realidade. Ao acreditar que as coisas sempre estão do mesmo jeito, estamos trazendo as velhas energias de volta para nosso momento presente.

Precisamos estar abertos para que a vida nos mostre quem nós verdadeiramente somos e é nos alinhando com a fonte do amor que existe dentro de nós mesmos que nos transformamos, não na luta sofrida para encontrar curas e satisfações no mesmo nível onde o problema e as carências estão.

Para tanto, devemos primeiramente assumir que apesar de sermos todos feitos dos mesmos ingredientes, não somos nem nunca seremos iguais a ninguém. Cada um de nós é um aspecto único do todo e, portanto, nossa paz e felicidade está em estarmos perfeitamente alinhados com a nossa própria Presença, não a conceitos da sociedade, ideias de outras pessoas ou mesmo ilusões sobre como seria a vida perfeita. Nossa meta agora é nos alinhar com nossa própria Presença.

Então, em alguma situação onde perceber o medo ou qualquer outra emoção velha incomodando, tome consciência de que aquilo não faz parte do seu presente e a abençoe, agradeça por ela tê-la servido como proteção no passado e deixe-a ir. Imediatamente, conecte-se com Deus e entregue esta situação velha a Ele para que Ele a transforme. Sinta como tudo já está fluindo diferente, como esta maneira nova de lidar com as coisas já está transformando seu momento presente e a sua vida.

Pronto! Este já é o novo Você muito mais próximo de sua essência, o passado já não existe mais. Isto se chama poder pessoal, é esta a maneira positiva de assumirmos o controle da nossa vida, sem julgar, sem reagir no mesmo nível do problema, sem nos apegarmos a crenças ou tentar controlar como se manifestará o resultado final da situação. Reforce sempre que possível esta nova sensação de poder e liberdade dentro de si mesmo, percebendo como já está se sentindo muito mais seguro e responsável por sua vida.

Assim, aos poucos vamos realizando este trabalho interno de conscientização das crenças e memórias tão solidificadas que nos mantêm neste estado de desalinhamento com nossa Presença. Percebendo-as e liberando-as, sem apego e sem tentativas de controle mental do mundo externo, tudo ocorre internamente.

Na medida em que vamos nos libertando das amarras que são as crenças negativas e vamos permitindo que a vida flua em Fé e atitude positivas, vamos entrando em um momento quando a verdadeira prosperidade começa a manifestar-se em nossa vida. A capacidade de nos sentirmos parte da natureza e, como ela, abundante. A natureza sempre dá um jeito de prosperar, através do amor que é seu combustível, leva vida e beleza para as regiões mais áridas, como flores que nascem em pedras ou oásis nos desertos.

Essa é a condição natural do Ser Crístico que há em nós. A não ser que façamos algo para impedir isso, é isto que manifestaremos aqui na Terra.

 

FONTE: Rodrigo Durante  – Terapeuta Multidimensional, mestre Reiki e praticante de Cura Eletrônica nível II.

Saiba mais: https://omundodegaya.wordpress.com/misttico/

O SIMBOLISMO DO DRAGÃO

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O Dragão é um dos tantos símbolos que são comuns a diversas culturas ao redor do mundo, aparecendo em mitos da China, Japão, Coréia, Europa, Oriente Médio e também na América pré-colombiana. O termo “dragão” provavelmente deu-se da derivação do verbo grego “drakein”, que significa “ver claramente” ou “aquele que enxerga longe” (relacionado à crença de que os dragões guardam diligentemente grandes tesouros).

No gnosticismo e em diversas outras correntes espiritualistas acredita-se que a universalidade deste mito é devido à sua existência destas criaturas em um tempo muito remoto, especificamente durante o período atlante. Com a catástrofe diluviana (que também é descrita amplamente em dezenas de culturas), seus sobreviventes transportaram para cada cultura os inúmeros mitos relacionados aos dragões, como criaturas cheias de poder e de sabedoria.

Geralmente retratados como grandes serpentes ou grandes lagartos com escamas e asas, têm na sua aparência alguns elementos míticos que personificam seus atributos mágicos. Na cultura grega, por exemplo, existe Ládon, o dragão que foi derrotado por Hércules para conseguir uma maçã de ouro (alguma semelhança com o Gênesis…?), ou o dragão derrotado por Jasão para conseguir o velocino de ouro.

Na cultura celta, o dragão está associado à força primordial da natureza e tornou-se praticamente o símbolo dessa religião de tal forma que os cristãos medievais, para combater o paganismo associaram o dragão ao diabo, que é derrotado pelo Arcanjo Miguel, símbolos que historicamente se verificam pela supremacia cristã sobre o paganismo celta, mas que em termos esotéricos também carregam um significado muito profundo.

Entre os astecas, maias e toltecas, Quetzalcóatl ou Kukulcán (termos que significam “serpente emplumada”) era a principal divindade, uma espécie de Deus-messias, criador da humanidade e também civilizador e legislador. Quetzalcóatl é a representação das forças naturais que ascendem e se fundem com as forças divinas, celestiais, daí o termo “serpente emplumada”, ou seja, um dragão.

Na cultura chinesa existe ampla referência ao dragão. Diferente das culturas ocidentais, o dragão não possui asas, porém possui igualmente o dom de voar. É representado por um animal que reúne diversas características de outros, como o corpo de serpente, as garras de águia, os chifres de corsa e bigodes de carpa. Simboliza a Sabedoria divina revestida do poder indomável da natureza, ou seja, a harmonia entre os atributos espirituais e naturais que formam todas as coisas. São tidos como criaturas celestiais, incrivelmente auspiciosos e que exercem o controle sobre as forças da natureza.

Dados os diferentes contextos, vamos analisar seus símbolos e evidenciar o ponto de convergência entre eles, para não cairmos no erro de acreditar que no ocidente e no oriente os dragões tem atributos opostos.

Em artigos anteriores falamos da organização da criação do ponto de vista gnóstico e dadivisão do universo em duas grandes partes: o sutil e o denso, ou seja, o espiritual e o natural, cada uma com o seu respectivo regente. Para reger o espiritual, o Logos, representante da Luz; para reger o natural, o Espírito Santo, representando o fogo, expresso muitas vezes nos textos apócrifos como o “Demiurgo”, o Deus do Velho Testamento, com suas leis e sua força coercitiva para conduzir o homem de volta à luz.

Na mitologia hindu é Shiva, sobre o qual já abordamos antes, o destruidor ou transformador.Associa-se ao dragão inclusive porque este pertence ao elemento fogo (como Shiva), que tem essa mesma característica de renovar todas as coisas, de transformá-las. Na mitologia celta, o dragão tem ainda mais um correspondente, sob um outro aspecto, que é o Deus Cernunnos, o “deus galhudo”, representado por um homem forte vestido com uma pele animal e com a cabeça de uma corsa, símbolo da natureza selvagem e pura. Assim, o dragão representa essa força poderosa da natureza que coloca tudo em transformação.

Em alguns contextos, seu sopro ígneo cura e em outros, destrói, mas é o mesmo sopro. E como força natural, a princípio é selvagem, desmedida, incontida. Por isso nos mitos europeus,geralmente se coloca o dragão como habitante de cavernas profundas, apesar de ter asas para voar. Ou seja, representa aquela força mais primitiva que reside em nosso subconsciente, mas que semelhante ao cão Cérberus, que habita os infernos, ao ser domado por Hércules foi o responsável por tirá-lo daquela região sombria.

Na mitologia chinesa, o dragão é o símbolo da sabedoria e se diz que esta criatura pode viver submersa na água (sua condição original, representado nos bigodes de carpa e no corpo escamoso), sobre a terra (representado nos chifres de corsa e no corpo de serpente) ou nos ares (representado nas garras de águia).  À medida que o iniciado vai conquistando o domínio de si mesmo, ele vai galgando as etapas do dragão, descritas no I Ching:

Primeiro estágio (inicial): Dragão oculto nas águas

O poder espiritual está oculto nas paixões, representadas pelas águas seminais e pelo inconsciente. Nesse estágio, a pessoa não sente o ímpeto de sair de seus vícios, pois está em completo esquecimento de sua verdadeira natureza.

Segundo estágio: Dragão no arrozal

O início do despertar espiritual. O dragão (nossa verdadeira essência) consegue colocar a cabeça para fora das águas, porém se movimenta ainda em meio ao lamaçal. Caminha com dificuldade, porém começa a perceber que existe um outro mundo de possibilidades, uma nova realidade, distinta do mundo aquático. No entanto, sua vida debaixo d’água continua se desenvolvendo normalmente e só às vezes põe a cabeça para fora.

Terceiro estágio: Dragão visível

É o momento em que o dragão começa a perceber que pode sair e se lança por alguns instantes para fora das águas, para logo voltar a elas. Porém, nesse ponto, a mesma água, que o segurava, agora é a que o permite planar e ele nada pela superfície, ao invés de permanecer nas profundezas aquáticas.

Quarto estágio: Dragão saltitante

O dragão descobre que existe terra firme e aprende a ficar sobre ela, fora das águas, em pé. Nesse ponto, o contraste entre a antiga realidade e o novo campo de possibilidades o colocam diante da necessidade de optar por viver fora da água ou retornar a ela, ou seja, abdicar da conquista interior ou abdicar de ser dominado pelos instintos. Por oscilar entre ambas se diz que o dragão pula de uma para outra. A sua realidade ainda não o permite voar e por isso o mais alto que chega é quando pula, para logo cair de novo na terra.

Quinto estágio: Dragão voador

Se o dragão decide desenvolver seu potencial criativo e encontrar sua verdadeira natureza, chega à etapa em que aprende a voar pelos céus, que significa o encontro com sua natureza espiritual, antes oculta. Porém nesse vôo, vez que outra sente a necessidade de retornar à terra firme, pois ainda não consegue sustentar-se nos ares por muito tempo.

Sexto estágio: Dragão planador

É a etapa em que o dragão aprendeu a sustentar o estado de lucidez contínua e por isso não cai de volta à terra. Isso significa que entrou em harmonia com a verdade e com a vida e agora é um sábio, que necessita baixar apenas para ajudar os demais nessa mesma trajetória.

Ainda comparando as diferentes culturas, o dragão representa essa força mágica que tem o poder de nos elevar, pois sua natureza é celestial; porém que nos desafia, nos impõe dificuldades, porque necessita aperfeiçoar-nos. Todos pensamos em triunfar na vida. Mas já refletimos que não existe triunfo sem superação?

Triunfo significa batalha e renúncias, apostar em uma atitude e não olhar para trás. Nesse sentido, todas as tradições que falam sobre dragões convergem, pois umas o colocam como uma força divina e outras o colocam como mal, mas principalmente no sentido de impedir que se conquiste algo que não somos merecedores. Os tesouros ocultos que as lendas medievais contam que os dragões guardam, nada mais são que essas jóias preciosas que existem em nosso interior e que só podem ser conquistadas à base de superação, pois não são dadas aos covardes.

Saiba mais: https://omundodegaya.wordpress.com/misttico/