ANGÉLICA – A ERVA DOS ANJOS

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É uma das plantas mais antigas do cristianismo. Simboliza as três pessoas da Santíssima Trindade. Era considerada a principal erva para combater a peste. Segundo a lenda, um anjo trouxe ao monge a planta medicinal.

Angélica serve como banho purificador nos rituais sagrados.

Tomar diariamente em infusão. Pode ser tomado como restaurador da fraqueza quando se está muito debilitado. Prepara-se na infusão do leite fervendo. Serve também como restaurador do apetite.

SINÓNIMOS: Angélica-da-Boémia; Erva-do-Espírito-Santo

PARTES USADAS: Só se utiliza a raiz. A raiz de angélica picada e seca contém quantidades apreciáveis de óleos essenciais, princípios amargos, taninos, furocumarinas, resinas, cera e pectiba.

EFEITOS MEDICINAIS: Os óleos essenciais interagem com os princípios amargos para aumentar o apetite e actuam como auxiliares da digestão e anticonvulsivo. Também estimulam a secreção da bilís. A angélica tem fama de ser um agente antitússico e também pode ser aplicado externamente nos casos de reumatismo.

APLICAÇÕES: Quando ingerido regularmente na forma de chá, antes das refeições, a angélica parece estimular o apetite. O chá de angélica dá alívio as dores abdominais e nas cãibras nas pernas. Beber a miúde chá de angélica parece reduzir os ataques de tosse e os banhos com angélica ou a aplicação de cremes e unguentos contendo o seu princípio activo alivia as dores reumáticas.

CHÁ:  Deite 1 colher de sopa de raiz de angélica seca, finamente picada, numa chávena de água. Deixe ficar em infusão 2 a 3 minutos e depois coe. Beba 3 chávenas ao longo do dia.

VINHO: Misture cerca de 55g de raiz de angélica seca, finamente picada, em 0,5 l de vinho branco. Deixe em infusão entre 5 a 7 dias e depois coe. Guarde numa garrafa que vede bem. Beba 1 copo de vinho do Porto como auxiliar em distúrbios digestivos.

BANHOS: Para um banho integral, ferva aproximadamente 120 g de raiz de angélica seca e pique em cerca de 0,5 l de água durante aproximadamente 15 minutos e depois coe. deite este chá na água do banho quente. Às pessoas que sofrem de reumático recomenda-se que tomem 2 banhos de angélica, de 15 minutos, 2 vezes por semana.

NOTA IMPORTANTE: As furocumarias contidas na angélica aumentam a sensibilidade da pele ao sol e podem, em combinação com a exposição às radiações ultravioletas, causar dermatites. Durante a utilização de preparados que contenham angélica é, portanto, aconselhável evitar uma prolongada exposição solar.

Fonte: Sua Saúde

Revisão: Cibele Santos – Nutricionista, Tarologa e Terapeuta Xamânica

AS ERVAS MEDICINAIS E A ESPIRITUALIDADE

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Em algumas tradições e crenças religiosas é o sangue vegetal que na forma de banhos nos purifica e consagra.

 

Quem for banhado por elas espanta os males físicos e espirituais.
As ervas possuem vasto uso, nos rituais são muito utilizadas em homenagens, invocando sua proteção para que os atos litúrgicos sejam bem encaminhados. Enfim, seu uso é primordial, pois nada acontece sem folhas.
Um dos grandes mistérios em quase todos os ramos da Magia em todo o mundo é a utilização das plantas, raízes e sementes das ervas mais variadas. São usadas tanto em forma de defumações para os Deuses quanto para banhos purificadores, protetores e de cura.
A seguir citaremos algumas das ervas mais usadas na Umbanda e o Orixá pertencente:

OXALÁ
Levante
Erva Cidreira
Alecrim, Hortelã
Boldo, – algodoeeiro
– colônia, – girassol
– funcho
– malva cheirosa
YEMANJÁ
 
Unha de vaca
fls de Lágrimas de Nossa Senhora
Mastruço, Chapéu de couro
Jasmim, anis
– erva de Santa Luzia
– pata de vaca, – hortelã
– alfazema, – lavanda
FALANGE DAS CRIANÇAS
 
Amoreira, Alfazema
– groselheira
– hortelã
– rosa branca
– alecrim, – laranjeira
– manjericão
– sálvia
OXUM
– alfavaca, – arnica
– calêndula,  camomila
– erva cidreira
– ipê amarelo, – gengibre, rosa branca e amarela
OXOSSI
– carapiá ou contra erva
– salgueiro chorão
– jurema, – eucalipto
-alecrim do campo
– guiné caboclo, – samambaia
– pariparoba, – alfavaca
YANSÃ
– amor agarradinho
– bambu, – dormideira
– romã, – espada de Iansã
– louro, – manjericão
pitangueira, – alfazema
XANGO
Café (Folhas)
Mangueira (Folhas)
Erva de São João
– alfavaca roxa
– flamboyant, – manjerona
– hortelã, – levante
– cipó mil-homens
– mentrasto, nega mina
OGUM
Flecha de Ogum,
Erva de Bicho (Folha de Jurupitã)
– vence tudo – abre caminho
-aroeira, -pinhão roxo
– carqueja, – pata de vaca
– agrião, -losna, -jatobá
– espada de São Jorge
PRETOS VELHOS
Guiné
Eucalipto
Arruda
– manjerona
– pinhão roxo
EXU
Mamona, carqueja,
picão preto, unha de gato, arruda, comigo ninguém pode, beladona, cactus, cana de açúcar, mangueira, pimenta da costa, urtiga
pinhão roxo,  chorão
OMULU OU OBALUAIÊ
– alfavaca roxa
– agapanto lilás
– babosa
– fruta de pomba
– mostarda, – mamona
– gervão, – velame
– canela de velho 
NANà
– alfavaca, – assa peixe
– erva cidreira
– cipreste, – avenca
– manacá, – quaresmeira
– pinhão roxo
– crisântemos roxos
– oriri

ERVAS MAIS USADAS NAS LIMPEZAS ESPIRITUAIS:

  • Alecrim  – Pertence a Oxalá. Entra em qualquer obrigação de cabeça dos filhos de qualquer orixá. Bastante emprego nos rituais de defumaçãobanho de descarrego. É parte indispensável do ‘abo’. Eficiente destruidor de larvas astrais. O Chá é empregado para combater tosses e bronquites com sucesso.
  • Arruda – Planta de odor bem forte que pertence a Oxóssi e Exu. Muita usada contra maus fluídos, inveja, olho-grande, e para benzimentos. A variedade do orixá Oxóssi, com folhas miúdas; aplica-se nos bori, lavagem de contas (guias), e banhos de limpeza ou descarrego. O uso medicinal é contra verminoses e reumatismo em chás, e o sumo aplica-se para reduzir feridas.
  • Bambú – Pertence a Yansã e Egun. Muito aplicada como enfeite nas casas de Egun nas festas. Poderoso defumador contra larvas astrais, fazendo mistura com palha ou bagaço de cana. Excelente banho contra perseguição de obsessores ou maus espíritos. Na medicina popular é utilizado nas diarréias e pertubações do estomago.
  • Camomila – Pertence a Oxalá e Oxum. Aplicação em banhos de descarrego e no “abo”. Na medicina popular tem larga utilização em chás reguladores dos intestinos; estimula o apetite.
  • Cana-de-Açucar – Pertence a Exú. Planta muito importante nos rituais. Seja o bagaço ou o produto, o açucar, são amplamente utilizadas em defumações para melhoria das condições financeiras, misturando com pó de café virgem, cravo-da-índia, e canela em pó.
  • Girassol – Pertence a Oxalá. Utiliza-se em qualquer obrigação de cabeça, no ‘abo’ e banhos de descarrego. Tem muito prestígio em defumações pois é poderoso anulador de fluidos negativos edestruidora de larvas astrais. Nasdefumações usa-se as folhas e nos banhos colocam-se também as pétalas colhidas antes do nascer do sol.
  • Romã – Erva Sagrada pertencente a Yansã. As folhas são utilizadas em banhos de descarrego. A medicina popular emprega o cozimento das cascas dos frutos para o combate de vermes e o mesmo cozimento para gargarejos nas inflamações de garganta e da boca.
 

 

ORIXÁS E SUAS ERVAS
Oxalá: Tapete de Oxalá (boldo), algodão, arnica da horta, alecrim, folhas e ramos de palmeiras, folhas de laranjeira, hortelã, erva cidreira, rama de leite, malva branca, saião branco, folha da costa, rosa branca, louro, manjerona, manacá, macaça, erva doce;
Oxossi: Alfavaca do campo, jureminha, caiçara, arruda, abre caminho, malva rosa, capeba, peregum, taioba, sabugueiro, jurema, capim limão, acácia, cipó caboclo, goiabeira, erva de passarinho, guaco, guiné, malva do campo, são gonçalinho, Louro, cabelo de milho, eucalipto, manjericão, samambaia;
Ogum: Espada de São Jorge, crista de galo, folhas de mangueira, Taioba, Cipó chumbo, Palmeira de dendezeiro (Mariwo), abre caminho, alfavaquinha, arnica, aroeira, capim limão, carqueja, dandá da costa, erva tostão, eucalipto, jaboticabeira, losna, pau rosa, peregum, porangaba, são gonçalinho, jatobá;
Xangô: Folha da costa, matamba, betis cheiroso, levante, folha de fogo, cerejeira, figueira branca, amoreira, ameixeira, espada de Santa Bárbara, Comigo ninguém pode, cipó mil homens, folhas de café, folha de manga, Guiné, arruda, limoeiro, umbaúba, vence demanda, urucum, pessegueira, pau pereira, para raio, noz moscada, nega mina, mutamba, mulungu, manjericão, malva cheirosa, jaqueira, folha da fortuna, folha da costa, fedegoso, erva tostão, erva de são João, cavalinha;
Iemanjá: Jarrinha, Rama de leite, cana do brejo, betis cheiroso, algas marinhas, alfavaquinha,flores branca de qualquer espécie, aguapé, camélia, folha da costa, jasmim, lagrima de nossa senhora, macaça, malva branca, taioba branca;
Oxum: Folha de vintém, folha da fortuna, malva, dracena, rama de leite, malva rosa, narciso, flores de tonalidade amarela, lírios de toda espécie, margaridas, flor de maio, amor perfeito, madressilva, quioco, oriri, mutamba, melissa, macaça, ipê amarelo, folha da costa, erva de santa Maria, erva de santa luzia, colônia, camomila, assa peixe, aguapé;
Iansã: Erva santa, umbaúba, folhas de bambu, folha de fogo, capeba, perientária, bredo sem espinho, malmequer branco, dormideira, espada de santa bárbara, flores amarelas ou coral, dracena, papoula, gerânio, erva de passarinho, erva tostão, guiné, jaborandi, louro, malva rosa, nega mina, peregum, pinhão roxo;
Nanã: Alfavaca roxa, assa peixe, avenca, cana do brejo, capeba, cedrinho, cipreste, erva de passarinho, jarrinha, manacá, Maria preta, mutamba, quaresmeira, rama de leite;
Omulu/Obaluaê: Zínia, folhas de laranja lima, folhas de milho, barba de velho, vassoura preta, velame, sete sangrias, sabugueiro, musgo, manjerona, mamona, espinheira santa, carobinha do campo, assa peixe;
Exu: Abranda fogo, mamona, carqueja, picão preto, unha de gato, arruda, comigo ninguém pode, arrebenta cavalo, azevinho, bardana, beladona, cactus, cana de açúcar, cansação, catingueira, corredeira, figueira preta, folha da fortuna, garra do diabo, mangueira, pau d’alho, pau santo, pimenta da costa, pinhão roxo, urtiga, chorão;
As 7 linha: Geralmente usam todas as ervas não existindo uma em especial.
 

 

CLASSIFICAÇÃO DAS ERVAS: 
 Ervas Calmas: Boldo, erva doce, erva cidreira, alecrim do campo, camomila, capim santo, malva branca, malva cheirosa, erva de santa Maria, erva de santa luzia, jasmim, colônia, macaça, aguapé, alfazema, melissa, capim cidrão, folha de maracujá, manjericão, etc…
Ervas fortes: Arruda, guiné, espada São Jorge, espada de Santa Bárbara, carqueja, aroeira, comigo ninguém pode, peregum, nega mina, umbaúba, mamona, picão branco, eucalipto, pinhão roxo, bambuzinho, taioba, lança de Ogum, espada de Ogum, folha de fumo, etc…
Ervas bravas: Barba maldita (cipó azougue), unha de gato, comigo ninguém pode, coroa de cristo, mamona, picão preto, urtiga, chorão, folha de limão, folha de seringueira, etc…
Obs.: A combinação das ervas, deve ser feita de acordo com a necessidade, não há mistério, desde que conheçamos as ervas e sua classificação e ainda os Orixás, por exemplo: banho de abre caminho deve-se usar ervas fortes combinadas com Orixás de abre caminho. Ervas bravas de preferência devem ser usadas apenas como bate folha (descarrego) na matéria ou em lugares.

 

BANHOS DE ERVAS 
Arnica – afasta a negatividade
Abre Caminho – novas forças
Alecrim – clareza mental
Arruda – proteção
Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
 
Fonte: Biblioteca Gnóstica

 

 

 

CHAMBÁ – O ANADOR NATURAL

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Nome Científico: Justicia pectoralis Jacq..
Uso popular: Planta muito utilizada para problemas respiratórios como inflamações pulmonares, tosse, como expectorante, sudorífica (Lorenzi & Matos, 2002) e útil em crises de asma, bronquite e chiado no peito (Matos, 2000). Usada, principalmente em Cuba, como sedante (sendo seu uso mais comum neste país). No ano de 1990 a planta foi incluída em uma Resolução Oficial do Ministério da Saúde Pública de Cuba que autoriza seu uso como sedante do sistema nervoso nas Unidades de Saúde. No Haiti, as folhas são usadas para dores no estômago, e na Costa Rica é utilizada para tirar o catarro do pulmão (Gupta, 1995), enquanto em outras regiões do Caribe a planta inteira, macerada, é aplicada sobre ferimentos e torsões (Alonso, 2004). Na região Amazônica, as folhas do chambá são utilizadas em rituais pelos indígenas como um aditivo e aromatizante de misturas alucinógenas usadas em rapés. Empregada também como medicação contra reumatismo, cefaléia, febre, cólicas abdominais, como afrodisíaca (Lorenzi & Matos, 2002) e contra coqueluche (Drescher, 2001).

Partes usadas: Folhas e flores.

Nomes populares: chambá, chachambá, anador, trevo-do-pará, trevo-cumaru; tilo, carpintero, té criollo (Cuba), Origem ou Habitat: Nativa da região tropical da América (Alonso, 2004; Gupta, 1995).Características botânicas: herbácea perene, suberecta, ascendente, com até 60 cm de altura, com ramos delgados, caule com pêlos curtos e engrossamento na região dos nós. Folhas inteiras, simples, opostas, lanceoladas ou ovado-lanceoladas, de 3 a 10 cm de comprimento, sem pêlos, acuminadas, com a base estreita e obtusa, com 0,7 a 2 cm de largura. Flores irregulares, com corola violácea, disposta em panículas terminais. Possui cápsula comprimida e estipitada. Multiplica-se por estaquia ou replantando-se pequenos ramos já enraizados (Matos, 2000).

Ações farmacológicas: Em um estudo clínico duplo cego, que utilizou cápsulas do extrato aquoso liofilizado da planta em um grupo de pacientes e cápsulas de diazepam no grupo controle, comprovou-se o efeito sedante da planta e não se observou efeitos secundários nos pacientes tratados. Foram também reportadas atividades antibacteriana, relaxante da musculatura lisa, antagonista de serotonina e redutora de atividade espontânea (Gupta, 1995). Tanto a decocção das partes aéreas da planta em estado fresco como a infusão das partes aéreas em estado seco demonstraram atividade sedante em humanos adultos. Tendo em conta o emprego popular como alucinógeno, constatou-se em 10 pessoas normais, tratadas com a decocção das partes aéreas, modificações eletroencefalográficas significativas e sugestivas de atividade neurotrópica (Alonso, 2004). O extrato da planta possui ação broncodilatadora, analgésica e anti-inflamatória comprovada experimentalmente, justificando seu uso popular nos tratamentos de crises de asma, tosse, bronquite e chiado no peito (Matos, 2000). A cumarina extraída da planta tem atividade anti-inflamatória e cicatrizante comprovada (Gupta, 1995). A planta possui ação inseticida sobre o mosquito Aedes aegypti (Chariandy, et al., 1999).

Interações medicamentosas: Não deve ser usada conjuntamente com anticoagulantes ou em pacientes com transtornos circulatórios.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Doses altas testadas em modelos animais não demonstraram sinais de toxicidade. Pode causar sonolência, dor de cabeça e enjoos.
O emprego medicamentoso desta planta deve ser feito com cuidado de evitar o uso das folhas secas quando mal conservadas pelo risco de haver modificação química da cumarina, promovida por fungos, que podem transformá-la em dicumarol, substância que causa grave hemorragia por impedir a coagulação do sangue, usada inclusive em veneno para ratos (Lorenzi & Matos, 2002). 

Contra-indicações: Pela falta de informações sobre a inocuidade da planta em situações como gravidez e lactação, não se recomenda o uso desta planta nestas situações (Alonso, 2004).
Não consumir por mais de 30 dias consecutivos.

Posologia e modo de uso: Utiliza-se a infusão das folhas frescas ou secas, 1 xícara (150ml) de 1 a 3 vezes por dia (Alonso, 2004; Drescher, 2001) ou na forma de xarope, feito só com o chambá ou em associação com malvariço (Plectranthus amboinicus) (Matos, 2000).
Externamente, as folhas são maceradas e aplicadas localmente (Alonso, 2004). Pode ser utilizado o seu extrato hidroalcoólico, mediante percolação em uma solução água-etanol (70:30) (Alonso, 2004).

Fonte: Horto Didático de Plantas Medicinais do HU – Universidade Federal de Santa Catarina

Revisão: Cibele Santos – Nutricionista, Taróloga e Terapeuta Xamânica

VALERIANA – UM CALMANTE NATURAL

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Planta medicinal com efeito sonífero e calmante. É encontrada mais comumente sob forma de chá (infusão) ou comprimidos.

Nomes

Nomes em português:  Valeriana, erva-dos-gatos

Nome latim: Valeriana officinalis

Nom inglês: valerian

Nome francês: valériane

Nome alemão: Baldrian

Nome italiano: valeriana

Constituintes

Óleo essencial, valepotriate, ácido valerênico.

Partes utilizadas

Raiz, rizoma.

Efeitos

Sedativo, levo efeito calmante, antiespasmódicas, sonífero (redução do tempo que a pessoa leva para adormecer e aumento da duração do sono), relaxante, anticonvulsionante.

Indicações

A planta é indicada para quem sofre de problemas relacionados ao sono: insônia (pode ajudar a adormecer e também poder melhorar a qualidade do sono), ansiedade, estresse, epilepsia, e para quem está parando de fumar.

Efeitos secundários

Tontura, indisposição gastrintestinal, alegias de contato, dor de cabeça, midríase (dilatação da pupila).

Uso prolongado: dores de cabeça, sono, cansaço, insônia, midríase, desordens cardíacas.

Leia a bula: na compra de um medicamento, sempre leia a bula e peça conselhos a um especialista.

Contra-indicações

Hipersensibilidade (alergia) ao extrato de Valeriana officinalis. Leia a bula: na compra de um medicamento, sempre leia a bula e peça conselhos a um especialista.

Interações

Leia a bula: na compra de um medicamento, sempre leia a bula e peça conselhos a um especialista.

Preparações

– Chá de valeriana (infusão de valeriana)

– Decocção de valeriana (mais forte que o chá de valeriana)

– Comprimidos de valeriana (por exemplo no Brasil: Sominex, Valerimed)

– Cápsulas de valeriana

– Tintura de valeriana (a tomar sob forma de gotas)

Observações

– A raiz da valeriana é uma das únicas plantas medicinais comprovadas por numerosos estudos, como possuidora de um efeito sonífero real em inúmeras pessoas (cerca de 40% reagem a esta planta e conseguem um efeito sedativo). Esse número é idêntico à maioria dos soníferos químicos (de síntese). No entanto, a vantagem da valeriana é que ela tem menos efeitos colaterais que outros medicamentos soníferos de síntese, tais como benzodiazepinas (que geram forte dependência).

– A valeriana é reconhecida pela OMS devido às suas virtudes contra a ansiedade. É necessário informar também que a valeriana não possui a mesma rapidez de resultado que os soníferos de origem química, isto é, o efeito sonífero da valeriana, leva um tempo para agir. Finalmente, ressaltemos que a valeriana pode exercer um efeito excitante ou de euforia em gatos, por isso, o nome popular “erva-dos-gatos” (sinônimo da valeriana). Portanto, evite deixar a planta próxima a um gato, do contrário, ele pode vir a “enlouquecer”. A valeriana pode ser utilizada em associação (em geral, em comprimidos ou cápsulas) com o lúpulo para facilitar o adormecimento.

Fonte:  Cria Saúde

Revisão: Cibele Santos – Nutricionista, Taróloga e Terapeuta Xamânica

ARRUDA – VERDADES E MITOS

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A arruda é considerada por muitos uma erva mágica e é fortemente usada para diversos tipos de situações, benzedeiras por exemplo a usam muito, e até alguns centros espíritas e outros locais  na parte de cima de portas e quem sabe você já viu alguém com arruda atrás da orelha dizendo que ela  protege contra mal olhados.
Mas ela não serve só pra isso, também tem diversos usos medicinais, podemos fazer chá com ela e também temperos e molhos.
Podemos ver a importância dessa plantinha pela origem de seu  nome Arruda vem de Reuo, que do grego quer dizer “Libertar”, já que eles acreditavam que ela eliminava todos os males.
Aqui vemos um antigo documento grego que fala sobre a Arruda:
“A Arruda, planta cultivada nos átrios dos Templos, consegue com seu “perfume” expelir para longe as ondas negativas das pragas e das serpentes, tanto naturais como espirituais. É de grande proveito que junto ao morto se coloque um saquinho de arrudas secas, pois elas protegerão o morto no seu caminho, evitando que os ferozes cães destruidores do abismo estilhacem o bastão do caminhante. Além disto esta erva, serve para dar claridade ao olhar, deste que passe três noites no sereno da Lua clara”
(In Magia Curativa do médico e mago grego Heristólion (século IV)
Podemos ver que a fama da arruda era grande na Grécia, era comum também mulheres gregas usarem raminhos da planta na orelha para evitar energias negativas.
 Ela é uma planta nativa na Europa, mas hoje existe em todo o mundo, devido aos resultados e efeitos.
Foi usada para espalhar água benta e usada em sessões de limpeza na umbanda.
 Uma pesquisa mostra que a estrutura celular da arruda, é muito parecida com a da epiderme e com a do tecido adiposo, é como se a folha dela e nossa pele fossem um pouco parecidos na estrutura.
Então vamos dizer que ela é compatível com a nossa estrutura bioenergética (aura).
Nossa aura acumula resíduos energéticos, algumas vezes isso causa o efeito que da qual as pessoas acabam por falar que é o famoso “corpo carregado”.
O simples fato de uma pessoa ter contato com a Arruda desfaz esses efeitos negativos, isso é muito bom, já que esse acumulo do que chamamos de “energia negativa” pode trazer problemas futuros para a pessoa.
Por isso as vezes é comum um galho de arruda murchar na mão de uma pessoa e na outra não.
Passando um galho em volta do corpo você acaba por fazer uma grande limpeza energética.
Por isso é indicado ter um pé de Arruda em casa e por isso benzedeiras e outras pessoas costumam utilizar dessa plantinha.