Mertiolate – Cicatrizante e antisséptica, planta trata aftas e gengivites

MERTIOLATE

Conhecido pelo alto poder cicatrizante e antisséptico, o Mertiolate, nome popular da planta Jatrofa Multifida, que é ornamental, tem importantes propriedades medicinais que a fazem ser indicada para cultivo em quintais e jardins.

Usado em medicamentos para uso tópico, higieniza ferimentos e outras lesões superficiais da pele ou da boca, sendo sua principal ação combater as bactérias, evitando infecções.

Pode ser usado na limpeza de cortes, feridas, arranhões, infecções superficiais da pele, umbigo do recém-nascido, pé-de-atleta e unhas encravadas. Também é indicado para uso oral em gengivite, infecção na boca, aftas, prevenção de placa bacteriana e estomatite.

Aplica-se quantidade suficiente do medicamento sobre a área afetada, de 3 a 4 vezes ao dia. Se for necessário, proteger o local com gaze ou outros curativos.

Contra gengivite, enxagua-se a boca com 15 ml da solução de Mertiolate a 0,12%, durante 30 segundos. O procedimento deve ser feito 2 vezes ao dia, após a utilização de fio dental e escovação.

Origem
Ocorre naturalmente no México,  América Central e Brasil. É um exemplar popular na paisagem ao sul da Flórida (EUA). Em Santa Catarina (Brasil) é encontrada apenas como planta cultivada e ornamental.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: coral plant, physic nut
  • Alemão: korallenstrauch

Descrição [1,2]
Arbusto perene ou semi-decíduo, ligeiramente suculento, ou árvore com uma coroa solta e espalhada. Pode crescer até 6 m de altura, embora em cultivo é provável que alcance entre 2 a 3 m.

As flores são muito pequenas de cor vermelho-brilhantes e agrupadas em cachos. A folha tem de 10 a 20 cm de largura, dividida em segmentos ou lóbulos estreitos, afilados, longos e podem ter as extremidades lisas ou dentadas.

Os frutos são amarelos e normalmente contém 3 sementes. Apresenta seiva abundante leitosa ou incolor.

A planta é coletada na natureza como medicamento e fonte de óleo. Foi introduzida como ornamental na região dos trópicos da Europa, mas há muito tempo é cultivada como uma sebe. A inflorescência vermelha tem grande demanda por floristas e confecção de pequenos buquês usados por mulheres na cintura, ombro e pulso.

Uso popular e medicinal [1,2]
O óleo da semente é às vezes usado como catártico (acelera a evacuação de fezes), embora possa causar forte irritação e até intoxicação. O óleo é aplicado internamente e externamente como abortivo.

As sementes são usadas como purgativo e emética (provoca vômito). Seu uso foi quase abandonado na medicina tradicional mexicana, embora conste da Farmacopeia deste país.

O látex é usado externamente no tratamento de feridas infectadas, úlceras, infecções cutâneas e sarna. Na Indonésia um dos nomes locais é iodium (iodo), que reflete o uso popular como remédio para feridas.

Na Indochina as raízes secas são dadas em decocção contra indigestão e cólica. São também prescritas como um tônico para tratar orquite (inflamação dos testículos) e edemas (inchaços).

As folhas contêm saponinas, são usadas como purgativo e no tratamento de disenteria e sarna.

No noroeste do Estado do Paraná (Brasil), onde é conhecida por mertiolate ou bálsamo, tem sido utilizada na cicatrização de feridas. A seiva incolor extraída da folha é aplicada diretamente sobre a lesões. Em alguns casos é ingerida para tratamento de úlceras gastrointestinais.

Um trabalho acadêmico verificou a atividade cicatrizante do exudato das folhas aplicado localmente sobre lesões induzidas em ratos.  Conclui-se que o exudato apresentou uma tendência em acelerar o processo de cicatrização, porém os autores sugerem mais estudos para desvendar o mecanismo de melhora da ação cicatrizante ocasionado pela planta.

  Cuidado
Todas as partes da planta são venenosas. As sementes maduras e secas contêm um óleo perigoso. Overdose pode ser contrabalanceada com um copo de vinho branco. Suco de lima e estimulantes são os melhores antídotos em casos de envenenamento pelas sementes.

O contato da seiva com a pele pode causar dermatite.

 Referências

  1. Useful Tropical Plants: Jatropha multifida – Acesso em 28 de maio de 2017
  2. Revista Brasileira de Farmácia (2008): Verificação da atividade cicatrizante do exudato de folhas de Jatropha multifida – Acesso em 28 de maio de 2017
  3. Image: Courtesy of Jörn Uwe Germer (The Virtual Botanic Garden – Virboga)
  4. The Plant List: Jatropha multifida – Acesso em 28 de maio de 2017

PRÓPOLIS – APRENDA A UTILIZAR

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O que é:

O própolis é uma substância produzida pelas abelhas para proteção da colméia que pode ser utilizado como remédio caseiro pois possui propriedades medicinais antimicrobianas, cicatrizante, antisséptica, anestésica e anti-inflamatória.

Por ser um antibiótico natural por excelência pode ser indicado para o tratamento de diversas doenças causadas por vírus, bactérias e fungos.

Para que serve o extrato de própolis

Cicatrizar feridas, desinfectar e tratar a dor e a inflamação, e por isso pode ser útil em caso de: gripes e resfriados, dor de dente (uso externo), fortalecer o sistema imunitário.

Como usar o própolis

Pode-se adicionar algumas gotas de própolis ao mel, na preparação de chás ou sucos para combater gripes e resfriados, ou pingar algumas gotas na pele para limpar e cicatrizar feridas.

Atenção: O própolis é contraindicado para indivíduos alérgicos ao própolis e só deve ser utilizado durante a gravidez ou lactação, sob orientação médica. Crianças com menos de 12 anos não devem utilizar o própolis.

 

Fonte: Tua Saúde

ÁGUA DE QUIABO COMBATE A DIABETES E O COLESTEROL

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O quiabo é amado ou odiado por muitos por causa da característica de ser bem “pegajoso”.

Mas é justamente graças à sua “baba” que o quiabo tem muitas propriedades medicinais: é bom para a visão, trata úlcera estomacal, atua contra a asma, normaliza o colesterol, evita o câncer de cólon, combate a prisão de ventre.

Outro grande benefício do quiabo é o controle do diabetes e do colesterol.

Sem exagero, podemos dizer que o quiabo é o melhor remédio natural para o diabetes.

E o segredo é a mucilagem liberada pelo quiabo, conhecida popularmente como “baba”.

Nela há uma grande concentração de fibras que ajudam a baixar os níveis de glicose no sangue a partir do intestino.

Recentemente, estudantes ganharam um prêmio de R$ 30.000 do programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo, ao provarem que a água do quiabo controla o diabetes.

E em estudo de 2011 publicado no Journal of Pharmacy and Bio-allied Science, os pesquisadores confirmaram que o quiabo era uma potencial fonte alternativa para o tratamento do diabetes, pois reduziu o nível de açúcar no sangue de forma significativa em animais testados em laboratório.

 

RECEITA DA ÁGUA DE QUIABO

– 4 quiabos 

– 200 ml de água.

 

MODO DE PREPARO

Corte os quatro quiabos no meio, descartando as pontas, e ponha-os num copo d’água.

Tampe o copo.

Deixe de molho durante a noite.

Na manhã seguinte, retire os quiabos e beba a água.

De preferência, tome essa água em jejum e espere meia hora para comer ou beber qualquer outra coisa.

Beba um copo por dia e depois de uma semana avalie sua taxa de glicose no sangue.

 

Fonte: Cura pela Natureza

 

CHAMBÁ – O ANADOR NATURAL

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Nome Científico: Justicia pectoralis Jacq..
Uso popular: Planta muito utilizada para problemas respiratórios como inflamações pulmonares, tosse, como expectorante, sudorífica (Lorenzi & Matos, 2002) e útil em crises de asma, bronquite e chiado no peito (Matos, 2000). Usada, principalmente em Cuba, como sedante (sendo seu uso mais comum neste país). No ano de 1990 a planta foi incluída em uma Resolução Oficial do Ministério da Saúde Pública de Cuba que autoriza seu uso como sedante do sistema nervoso nas Unidades de Saúde. No Haiti, as folhas são usadas para dores no estômago, e na Costa Rica é utilizada para tirar o catarro do pulmão (Gupta, 1995), enquanto em outras regiões do Caribe a planta inteira, macerada, é aplicada sobre ferimentos e torsões (Alonso, 2004). Na região Amazônica, as folhas do chambá são utilizadas em rituais pelos indígenas como um aditivo e aromatizante de misturas alucinógenas usadas em rapés. Empregada também como medicação contra reumatismo, cefaléia, febre, cólicas abdominais, como afrodisíaca (Lorenzi & Matos, 2002) e contra coqueluche (Drescher, 2001).

Partes usadas: Folhas e flores.

Nomes populares: chambá, chachambá, anador, trevo-do-pará, trevo-cumaru; tilo, carpintero, té criollo (Cuba), Origem ou Habitat: Nativa da região tropical da América (Alonso, 2004; Gupta, 1995).Características botânicas: herbácea perene, suberecta, ascendente, com até 60 cm de altura, com ramos delgados, caule com pêlos curtos e engrossamento na região dos nós. Folhas inteiras, simples, opostas, lanceoladas ou ovado-lanceoladas, de 3 a 10 cm de comprimento, sem pêlos, acuminadas, com a base estreita e obtusa, com 0,7 a 2 cm de largura. Flores irregulares, com corola violácea, disposta em panículas terminais. Possui cápsula comprimida e estipitada. Multiplica-se por estaquia ou replantando-se pequenos ramos já enraizados (Matos, 2000).

Ações farmacológicas: Em um estudo clínico duplo cego, que utilizou cápsulas do extrato aquoso liofilizado da planta em um grupo de pacientes e cápsulas de diazepam no grupo controle, comprovou-se o efeito sedante da planta e não se observou efeitos secundários nos pacientes tratados. Foram também reportadas atividades antibacteriana, relaxante da musculatura lisa, antagonista de serotonina e redutora de atividade espontânea (Gupta, 1995). Tanto a decocção das partes aéreas da planta em estado fresco como a infusão das partes aéreas em estado seco demonstraram atividade sedante em humanos adultos. Tendo em conta o emprego popular como alucinógeno, constatou-se em 10 pessoas normais, tratadas com a decocção das partes aéreas, modificações eletroencefalográficas significativas e sugestivas de atividade neurotrópica (Alonso, 2004). O extrato da planta possui ação broncodilatadora, analgésica e anti-inflamatória comprovada experimentalmente, justificando seu uso popular nos tratamentos de crises de asma, tosse, bronquite e chiado no peito (Matos, 2000). A cumarina extraída da planta tem atividade anti-inflamatória e cicatrizante comprovada (Gupta, 1995). A planta possui ação inseticida sobre o mosquito Aedes aegypti (Chariandy, et al., 1999).

Interações medicamentosas: Não deve ser usada conjuntamente com anticoagulantes ou em pacientes com transtornos circulatórios.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Doses altas testadas em modelos animais não demonstraram sinais de toxicidade. Pode causar sonolência, dor de cabeça e enjoos.
O emprego medicamentoso desta planta deve ser feito com cuidado de evitar o uso das folhas secas quando mal conservadas pelo risco de haver modificação química da cumarina, promovida por fungos, que podem transformá-la em dicumarol, substância que causa grave hemorragia por impedir a coagulação do sangue, usada inclusive em veneno para ratos (Lorenzi & Matos, 2002). 

Contra-indicações: Pela falta de informações sobre a inocuidade da planta em situações como gravidez e lactação, não se recomenda o uso desta planta nestas situações (Alonso, 2004).
Não consumir por mais de 30 dias consecutivos.

Posologia e modo de uso: Utiliza-se a infusão das folhas frescas ou secas, 1 xícara (150ml) de 1 a 3 vezes por dia (Alonso, 2004; Drescher, 2001) ou na forma de xarope, feito só com o chambá ou em associação com malvariço (Plectranthus amboinicus) (Matos, 2000).
Externamente, as folhas são maceradas e aplicadas localmente (Alonso, 2004). Pode ser utilizado o seu extrato hidroalcoólico, mediante percolação em uma solução água-etanol (70:30) (Alonso, 2004).

Fonte: Horto Didático de Plantas Medicinais do HU – Universidade Federal de Santa Catarina

Revisão: Cibele Santos – Nutricionista, Taróloga e Terapeuta Xamânica