O PODER DO ERRO

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Enquanto você reclama do erro, eu agradeço. Enquanto você se pergunta porquê ele aconteceu, eu me pergunto como seria se ele não tivesse acontecido. Enquanto você se lamenta, eu me levanto. E no final de tudo isso você fala que foi apenas mais um erro, e acaba de errar novamente.

Costumamos reclamar de todos os males ruins, acreditando que eles aconteceram com a gente para nos punir ou nos “ferrar”. Não é assim que funciona, o erro por exemplo, ele pode nos atrasar, magoar, ferir, machucar, empobrecer, irritar e derrubar, mas no final de tudo ele só pode fazer uma coisa, nos transformar.

A humanidade vive tentando remediar o erro, fazendo de tudo para que ele não aconteça, e perde tanto tempo com isso, que ele acaba se manisfestando sem perceber, e você não aprendendo nada. A transformação que ele causa em nossas vidas, as vezes é pouco notável, mas não imperceptível. Para cada 10 erros, tem no mínimo 50 aprendizados por trás dele. Só depois da primeira queda de bicicleta, você percebe que todo cuidado é pouco. Colocando a mão numa panela fervendo uma vez, é o suficiente para que você nunca mais faça isso. É depois de uma guerra, que percebemos que precisamos de um motivo maior para começar outra. É vendo seu filho passar fome, que faz aumentar o valor por cada refeição. É nessa crescente que percebemos a importância do erro, em uma vida que poucos erros acontecem, o despreparo é certo. O despreparo só acontece por dois motivos, ou por falta de conhecimento sobre o assunto, ou por oportunidades que o erro passou por sua vida, e você não o estudou. Esse estudo deve ser feito minunciosamente, detalhe por detalhe, até que no final se tire uma conclusão do que não se deve fazer da próxima vez

O erro mais inteligente é aquele que só você percebe que errou, e se corrige sozinho. Ninguém precisa saber de suas fraquezas, de seus erros, contudo eles não precisam ser omitidos se descobertos, afinal se você errou é porque uma coisa não faltou, coragem.

Tente, erre, acerte da próxima vez, você não é burro por errar nem sábio por cometer poucos erros, um grande guerreiro sabe que o erro só acontece com quem tenta, e quem não erra muito, acerta menos ainda. Só não estagne nele, faça dele uma transição, entre uma atitude errada a uma correta, se o seu erro um dia virar acerto é válido, se ele persistir errado, prepare-se para conviver com ele para o resto de sua vida.

Gaya Lux

DESMASCARANDO O EGO

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Quanto mais buscamos o autoconhecimento, mais nos tornamos conscientes das manipulações do ego e dos segredos que ele tranca a sete chaves, nos recônditos mais ocultos de nosso inconsciente. Ao descobrirmos muito de nossas negatividades, nosso lado sombrio e, se aceitamos essa realidade interna, somos capazes de conduzir a negatividade ao equilíbrio. Em determinado momento, quando o ego já se sente mais confortável e com mais poder, ele faz de tudo para nos fazer acreditar que não temos mais nada para encontrar de obscuro dentro de nós, ele quer que pensemos que “já está bom assim”, que tudo o que já descobrirmos a nosso respeito, é tudo de que precisamos.

Enquanto acessamos nossa negatividade, aceitando-a, nossos potenciais e dons naturais que estão aprisionados por trás dela, são liberados. Quanto mais potenciais são liberados, mais o ego se torna satisfeito e poderoso, pois começa a tomar posse desses dons, que pertencem ao nosso Eu Superior, usando-os em seu benefício, para criar uma vida melhor, usando os dons para manipular ainda mais o mundo. O ego não quer que continuemos na jornada interior, pois teme que venhamos a descobrir os recursos sombrios que ele utiliza e que tiremos dele os poderes que, a muito custo, conseguiu assumir. Ele quer vida boa e sem esforços e não quer ser desmascarado.

Cientes disso, devemos buscar meios para irmos além das barreiras do ego. Ele entrará em pânico e fará de tudo para nos interditar. Precisaremos perseverar e prosseguir, a despeito de toda e qualquer dificuldade que o ego venha a manifestar.

Chegaremos a verdades ocultas que não nos agradarão, descobriremos que por trás de nossa condição de vítima, de nosso masoquismo, e de toda a nossa história de dor e sofrimento, lá nas profundezas de nosso inconsciente, existe uma parte de nós que é altamente perigosa, manipuladora, destrutiva, maquiavélica e sádica. No momento desta constatação, ficaremos chocados. Se estamos acostumados ao mundo do inconsciente e se o aceitamos, não nos impressionaremos tanto, mas se fugimos à nossa realidade inferior, negando-a, o impacto será maior.

Enfim, se chegarmos ao ponto da constatação, após o choque inicial, deveremos olhar para essa realidade de forma natural, pois isso faz parte da realidade humana. Para aqueles que disserem que não sabem do que estou falando ou que estejam achando isto um absurdo, aconselho que se perguntem do que estão fugindo e por que estão negando suas raízes negativas. Com humildade no coração e honestidade, asseguro que todos encontrarão essas condições dentro de si, assim como asseguro que isso não é nada abominável, mas sim, algo natural e simples de se lidar. Viver lutando contra si mesmo, na tentativa de provar ao mundo a sua “santidade”, é um ato extremamente destrutivo. A constatação e a aceitação de nosso lado mais sombrio é o caminho que leva ao equilíbrio verdadeiro.

Deveremos apenas nos observar, para que possamos conhecer ainda mais acerca dessa nossa face que estava oculta. Começaremos a perceber o quanto utilizamos esse nosso lado, de forma velada, durante toda a nossa vida, constataremos que enquanto nos sentíamos vítimas nas mãos dos outros, esse nosso lado sombrio estava controlando e manipulando tudo, escondendo-se por trás do vitimismo, para ter poder sobre todos.

Quanto mais nos propusermos a esse conhecimento tão profundo de nossa realidade oculta, mais conseguiremos lidar com ela. Com auto-acolhimento e auto-aceitação, seremos capazes de “olhar para essa face negativa” e dizer a ela que entendemos que, por um tempo em nossa vida, ela foi até adequada enquanto acreditávamos que precisávamos nos “defender e salvar” contra os males do mundo, mas que, a partir de agora, isso não será mais necessário. Antes, ela tinha total liberdade para agir, de forma velada, mas agora que a conhecemos, somos capazes de interditá-la em seus excessos. O caminho adequado é o da amorosidade, sem autojulgamento ou autocrítica.

Se conseguirmos imaginar essa parte de nós como uma “personalidade à parte”, poderemos lidar com ela de forma ainda mais eficaz, e iremos conduzi-la de forma amorosa, firme, determinada e nutridora, para educá-la e colocá-la em equilíbrio. Imagine que você encontrou a parte de si que é controladora, dominadora, tirana, vingativa e cruel, que quer que tudo saia de acordo com sua vontade e que faz de tudo para obter o que deseja. Agora, imagine essa “face” dentro dessa sub-personalidade. Coloque-a “para fora de você”, olhando-a nos olhos, e comece a conversar com ela. Pergunte quais são suas reais necessidades, pergunte por qual motivo ela se tornou assim, questione-a de acordo com o que seu coração lhe guiar. Faça isso com vontade, crie um momento para isso e conseguirá ouvir essa parte de você se comunicando e lhe dizendo coisas que você não poderia imaginar que viesse de dentro de si; ouvirá coisas que farão muito sentido, pois irá perceber que, de uma forma não evidente, tudo que essa parte diz condiz com muitos dos pensamentos que você não gosta de ter.

Diante de toda e qualquer constatação a respeito das necessidades veladas dessa sua face destrutiva, da descoberta do quanto ela prejudicou aos demais e a você mesmo, e do quanto ela tem de planos de vingança e de sede de poder, não se preocupe, mantenha-se tranqüilo, mesmo que esteja abismado com tudo o que está ouvindo, deseje apenas ser o lado que escuta, de forma acolhedora e sem julgamentos. Essa sua face precisa se sentir confortável e segura para se confessar e isso tem que ser verdadeiro em você, pois se ela sentir que você está fingindo que a compreende e a aceita, para depois de sua confissão você castigá-la ou aprisioná-la, por medo do que ela possa fazer, com certeza ela não irá confiar em você e não irá declarar toda a sua verdade.

Se você for firme e corajoso para confrontar a sua pior realidade interna (uma das), apesar do choque que isso traz, ao mesmo tempo, você irá sentir um alívio e uma tranqüilidade que irão acolher sua alma. Isto ocorre, porque você foi honesto consigo mesmo e teve a força de entrar em contato com uma parte da sua realidade humana, que vive na dualidade. Você, então, sentirá que “está tudo certo em conter essa destrutividade”, que não há mal nisso, mas apenas uma realidade humana em manifestação, em busca do equilíbrio.

Diante desta atitude, você sentirá com todo o seu coração, um desejo intenso de educar essa parte de você, de forma a reconduzi-la ao equilíbrio e à luz. Esta parte negativa, em sua essência, é pura LUZ que, ao mergulhar na dualidade, negativou-se e se transformou nessa face destrutiva. Assim, acolhendo-a e aceitando-a, você poderá conhecê-la ainda mais, resgatando seu poder pessoal, para encontrar no seu coração os recursos que carrega para se equilibrar e se iluminar em todos os seus aspectos.

Por: Teresa Cristina Pascotto 

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ENCARE O SEU MEDO

São tantos os medos que temos de superar para penetrar no estado de consciência unificado. Medos não faltam, mas no fundo é um medo só, o medo da anulação do ego, o medo da perda de identidade conforme o ponto de vista de cada um. O homem não se anula abrindo-se ao amor de Deus, não se anula por servir, por dar o melhor de si aos outros. O homem não se anula de maneira alguma ao penetrar na Luz. Temos que deixar o medo de lado e tentar compreendê-lo como uma simples negação do amor e da unidade com Deus.

Como superar o medo? É o que todos querem saber. Enfrentando-o. Tudo o que se opõe, tudo o que parece intransponível precisa ser enfrentado. Esse é o movimento mais difícil, encarar o medo. Não fugir dele, não o evitar, encará-lo de frente e quando isso for feito, teremos dado o passo mais difícil. Quando olharmos para ele estaremos nos abrindo para a ajuda do Divino, porque encará-lo é dizer eu não quero o medo, quero o amor que esse medo me impede de sentir. Seguindo em frente com fé receberemos toda a ajuda de que precisamos.

O mundo tridimensional é tão ilusório. Temos que pensar que os medos são todos inventados, são todos criados por nós mesmos e, da mesma forma como são criados, podem ser transcendidos. Medo de que o dinheiro falte, medo de mergulhar num poço escuro, medo do futuro, da mudança, do desconhecido: todos esses medos partem do princípio de que há algo na realidade presente de que “eu não quero abrir mão; isso pode até me trazer sofrimento, angústias e desconfortos, mas é o que eu conheço e tenho medo de abrir mão dele.” Esse é o nosso raciocínio.

Devemos perceber  que a causa do medo é não querer abrir mão de algo. O medo maior, que há por trás de todos os outros, é o medo do desconhecido. Mas no conhecido não há crescimento. A vida é movimento e evolução sempre, sempre estaremos precisando abrir-nos para outras realidades, para outras experiências, e o medo aí só vai limitar e nos atrasar. Medo paralisa, medo estagna, é a mais limitadora das emoções. Temos que reconhecer o atraso que ele provoca nas nossas vidas. Nos dispondo a enfrentá-lo receberemos uma ajuda grandiosa da espiritualidade que nos apontará o caminho, colocará um tapete vermelho à nossa frente para que possamos seguir.

Muitos também têm medo de aceitar sua missão espiritual. Têm medo de que será preciso abrir mão de uma série de coisas de que gostem neste mundo material, medo de que sua vida mude muito e não gostem do que ela vai se tornar. Nada acontece à revelia do  coração e da vontade. Se isso está se apresentando, é porque em algum nível de nossa consciência multidimensional  assim o desejamos. A mente consciente e concreta  pode não perceber isso agora, pode não aceitar com facilidade, mas nada do que está vindo em nossas vidas vem sem nossa aceitação, vem sem nossa participação.

Devemos reconhecer que foi feita uma escolha em algum momento, reconhecer que houve a apresentação para o serviço em algum momento da nossa vida. Tudo está sendo acelerado e o momento se apresenta, é preciso nos mover na direção da Luz. Enfrentar a barreira do medo. Nesse nível de consciência em que fizemos nossas escolhas sinceras e devotadas, sabemos que tudo o que existe aqui nesse plano é ilusório. É ilusória a necessidade de dinheiro, ou melhor, a falta dele que todos tanto temem. É ilusório o medo da perda. Muito ao contrário, não perdemos nada, e sim seremos muito acrescentados com tudo o que vier a acontecer em nossas vidas.

Como enfrentar esse medo é coisa que muitos imaginam não saber fazer, mas desde que nos coloquemos diante dele, aceitando e reconhecendo, teremos feito tudo o que é preciso fazer.  E quando tivermos cruzado o túnel e chegado do outro lado, veremos como era ilusório o medo. Diremos a nós mesmos, mas era só isso, era isso que me prendia?.

Não devemos temer. Devemos ter a certeza de que estamos amparados. Por mais que possamos sentir  a dificuldade de transcender o momento, temos que compreender que é a única maneira de crescer e abandonar muitos dos conceitos errôneos que  nos alimentaram por tanto tempo. Tudo o que temos a fazer é  dar o primeiro passo, e então seremos tão inundados e amparados pela Luz que nos esqueceremos da razão do próprio medo. Mas para que isso aconteça é preciso tentar, é preciso perder o medo de se ter medo.

“Nossos medos são fruto do mundo de ilusões em que vivemos. Quando olhado de frente, o medo deixa de existir”.

 Gaya Lux

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SEJA DONO DE SI MESMO

“É intolerável ser ninguém.”

E este é o milagre, quando você aceita ser ninguém, quando você se torna tão comum quanto todos os outros, quando não quer mais reconhecimento, quando pode existir como se não existisse.

Estar ausente é o milagre. As pessoas têm medo de ser ninguém porque toda sua personalidade terá então desaparecido. Nome, fama, respeitabilidade, tudo isso terá desaparecido, daí o medo. Mas a morte irá levá-las, de qualquer forma. Aqueles que são sensatos permitem que essas coisas se vão por conta própria. Então não haverá mais nada para a morte levar. Então todo o medo desaparecerá, porque a morte não pode chegar até você, já que nada terá restado para ela.

A morte não pode matar um ninguém.Você está aqui, de certa forma, e ainda assim não está.Você está aqui por causa da velha associação com o corpo, mas olhe com cuidado e verá que não está. E esse reconhecimento, onde há puro silêncio e puro estado-de-ser, isso é sua realidade, que a morte não pode destruir. Essa é a sua eternidade, sua imortalidade.

Não há nada a temer. Não há nada a perder. E se você pensar que perdeu algo – nome, respeitabilidade, fama -, todas essas coisas não possuem valor. São brinquedos de crianças, não servem para as pessoas maduras. Você deve amadurecer, você deve ‘ser’ apenas.
Seu ser-alguém é tão pequeno. Quanto mais você é alguém, menor é. Quanto mais você é ninguém, maior se torna. Seja absolutamente ninguém e você será um com a própria existência.

(Osho)

DO QUE VOCÊ TEM MEDO?

Por que temos medo de correr riscos?
Temos medo de sacrificar nosso ego.
Ficar magoado, ser rejeitado, se sentir ofendido…quem sente essa dor é o ego.
Quando ficamos com medo de falar em público, ou sentimos ansiedade antes de convidar alguém para sair, é nossa alma que está com medo?

Não. Ao dizer ego, não me refiro a orgulho ou egocentrismo e sim, a tudo que não vem do espírito.Todas as dádivas que temos vieram da Luz.
Quando nos arriscamos, a única coisa que colocamos em risco é nosso ego.
E o que está do outro lado de um risco?
A certeza.

Quando você corre um risco e vê resultados,
continua a ter medo de correr este risco?
Não. Da próxima vez você logo irá em frente, para revelar resultados maiores.
Você não está arriscando nada, a não ser o seu ego.
E se não tiver ego, o que fica é a Luz.
Se você tem medo do sucesso, saiba que não é, nem você, mas sim a Luz, quem cria o sucesso.
Sendo assim, do que você poderia ter medo?

(Shmuel Lemle)

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