COISAS QUE ACONTECEM A NÓS NOS PRIMEIROS ESTÁGIOS DO DESPERTAR ESPIRITUAL

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*No princípio tudo é divino e maravilhoso, tudo parece ter sentido, é como um enamoramento romântico.

*Uma multidão de perguntas de todo o tipo começam a invadir a sua mente e você quer as respostas imediatamente.

*Você começa a ‘surfar’ pelas redes sociais (e pelas ruas de sua cidade, jornais, revistas de espiritualidade, youtube, livros, etc) buscando tais respostas.

*Você se enche literalmente de informação.

*Passado um tempo, você começa a descartar a informação que não ressoa como real, e começa a se orientar mais pela sua opinião a respeito, deixando de lado as respostas dos outros. É quando o enamoramento inicial com o mundo espiritual, dá lugar pouco a pouco a um melhor “conhecimento” do que significa despertar, significa transformação e empoderamento pessoal.

*Começam as crises… de todo o tipo. Começam a cair, ruir as estruturas, crenças, velhos padrões de conduta… Você já não pode seguir fingindo que não sabe como funciona a vida na realidade.

*Seguem as rupturas (não em todos os casos), desta vez das pessoas que estão em sua vida. Algumas reagem frente a sua mudança de forma positiva e outras simplesmente desaparecem de sua existência. Aqui é quando a coisa fica interessante: começam as perguntas interessantes. Para que? Por que o mundo é tão obscuro, sombrio? Como posso ser feliz e seguir conectado, estando o mundo do jeito que está? Não me parece que o mundo seja um lugar justo… e muitos jogam a toalha. Ou renunciam ou paralisam na vibração “ESTE MUNDO NÃO É JUSTO, EU TENHO QUE CORRIGI-LO”.

*Depois de uma temporada no “limbo”, você vai se dando conta de que o mundo não é justo, mas está em equilíbrio, e que são dois conceitos distintos. Que o mundo reflete o interior da humanidade… e, esta é a descoberta mais transformadora para aqueles que tem conseguido chegar até aqui. NÃO TEM QUE MUDAR O MUNDO. Tem que transformar a si próprio. Compreende que o trabalho sempre foi interno… nunca fora, e que a única posição para transformar qualquer coisa é a do AMOR SEM CONDIÇÕES (incondicional). TE AMO COMO VOCÊ É E AS SUAS CIRCUNSTÂNCIAS. E a partir dessa aceitação, acontece a magia.

E aqui é quando começa o caminho de verdade, a partir da maturidade, da responsabilidade, da coerência, da alegria pela vida, e da plenitude, com seus dias bons e seus dias maus.

A vida não vai necessariamente mudar, mas vai mudar a si mesmo e o seu diálogo com ela… Você é o dono da sua vida.

Tradução: Verônica D’amore
fonte: despertando.me

Via: https://www.facebook.com/pages/O-Despertar-Da-Humanidade/234350480026685?fref=photo

O CAMINHO DO GUERREIRO

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As atitudes de guerreiro estão relacionadas ao Conhecimento transcendente da Realidade porque este tipo de Conhecimento exigem: Ousadia e coragem; o saber instintivo inicial de que o mundo e a realidade são muito mais, algo além do que pode ser percebido pelas aparências; um caráter ou modo de ser repleto do mais rigoroso sentido de valor de dignidade e honra que nunca faz concessões à mediocridade das soluções mais fáceis, que nunca se vende; uma disciplina impecável em práticas de treinamento (inclusive de preparação física) que jamais serão suficientes, são diárias, obrigatórias; práticas para a vida inteira.

Assim, quando um ser humano, homem ou mulher, resolve buscar o Conhecimento sobre-humano ele está fazendo uma escolha que significa trilhar um caminho árduo, frequentemente solitário e perigoso.

Escolher seguir esse caminho é escolher ir para a guerra. Uma guerra sem tiros e bombas, na qual os inimigos serão os apelos piegas de todos aqueles cruzam o caminho do guerreiro e, perplexos, não compreendem suas atitudes, sua sobriedade, sua recusa diante de situações, privilégios, mimos, confortos que seduzem a grande maioria dos mortais.

O guerreiro diz NÃO! Quando os outros dizem SIM!

Porque o guerreiro sabe que entregar-se a essas “facilidades” ou “tentações” significa tornar-se escravo do corpo, vulnerável a tudo que, inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde, vai transformá-lo em um fraco destruindo ou, no mínimo, adormecendo todo o poder conquistado. Um guerreiro domina seu corpo, jamais é dominado por ele.

 

Por: Carlos Castañeda

A NATUREZA E D’US

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O início da Torá descreve a criação do Universo por D’us.

O relato dos seis dias da criação culminando no Shabat, e a criação de Adão e Eva no Jardim do Éden, é tão simples que pode ser ensinado para uma criança pequena.

É, ao mesmo tempo, tão maravilhosamente profunda.

O Talmud, o Midrash e o Zohar são antigos textos judaicos que explicam em profundidade o significado dos capítulos iniciais da Torá.

Os ensinamentos chassídicos enfatizam que o Universo, Natureza, é, por si mesma, uma comunicação de D’us conosco.

A vastidão, a variedade sem limites, o senso de estrutura e uma constante interação de forças dinâmicas expressam algo sobre D’us, que é responsável pela existência de cada detalhe do universo.

Uma pintura em uma galeria de arte nos diz algo sobre o pintor; a existência nos diz algo sobre D’us.

Além disso, dentro de cada partícula da existência existe uma força vital espiritual de D’us, fazendo-a existir a todo o momento.

A Criação não foi um evento isolado, mas é um processo contínuo. Um fluxo constante de energia Divina mantém tudo existindo.

Isto significa que a realidade espiritual do universo é a Divindade.

Esta idéia é expressa no idioma Hebraico: um dos nomes de D’us, Elohim, tem o mesmo valor numérico (1+30+5+10+40=86) da palavra para Natureza, HaTeva (5+9+2+70=86).

Natureza é uma expressão de D’us.

Contemplando a existência, seja a olho nu, com um microscópio ou um rádio-telescópio, uma pessoa pode se tornar mais consciente do Divino.

Por Dr. Tali Loewenthal

DEUS – SEGUNDO BARUCH SPINOZA

 

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Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: -“Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí, é onde eu vivo e aí, expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar por tua vida miserável: eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho…, não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir.Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar.

Se eu te fiz, eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se eu sou quem te fez?

Crês que eu poderia criar um lugar para queimar todos os meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é a única coisa que há aqui e agora, e a única que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre.Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse, como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado a oportunidade que te dei.

E se houver, tem certeza que eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste?… O que aprendeste?…

Pára de crer em mim- crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes especial, apreciado?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.

Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro… Aí é que estou, batendo dentro de ti.

(Baruch Spinoza.)

As sábias palavras são de Baruch Spinoza – nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Acredite, essas palavras foram ditas em plenos século XVII. Continuam verdadeiras e atuais até hoje…