AS “OVELHAS NEGRAS” DA FAMÍLIA

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As chamadas “ovelhas negras” da família são, na verdade, caçadores natos de caminhos de libertação para a árvore genealógica.
Os membros de uma árvore que não se adaptam às normas ou tradições do sistema familiar, aqueles que desde pequenos procuravam constantemente revolucionar as crenças, indo em contravía dos caminhos marcados pelas tradições familiares, aqueles criticados, julgados e mesmo rejeitados, esses, geralmente são os chamados a libertar a árvore de histórias repetitivas que frustram gerações inteiras.

As “ovelhas negras”, as que não se adaptam, as que gritam rebeldia, cumprem um papel básico dentro de cada sistema familiar, elas reparam, apanham e criam o novo e desabrocham ramos na árvore genealógica.

Graças a estes membros, as nossas árvores renovam as suas raízes.
Sua rebeldia é terra fértil, sua loucura é água que nutre, sua teimosia é novo ar, sua paixão é fogo que volta a acender o coração dos ancestrais.
Incontáveis desejos reprimidos, sonhos não realizados, talentos frustrados de nossos ancestrais se manifestam na rebeldia dessas ovelhas negras procurando realizar-se.
A árvore genealógica, por inércia, quererá continuar a manter o curso castrador e tóxico do seu tronco, o que faz a tarefa das nossas ovelhas um trabalho difícil e conflituoso.

No entanto, quem traria novas flores para a nossa árvore se não fosse por elas?
Quem criaria novos ramos?
Sem elas, os sonhos não realizados daqueles que sustentam a árvore gerações atrás, morreriam enterrados sob as suas próprias raízes.

Que ninguém te faça duvidar, cuida da tua”raridade” como a flor mais preciosa da tua árvore.
Tu és o sonho de todos os teus antepassados.

Bert Hellinger

20 DE MARÇO – ANO NOVO ROSACRUZ

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Os fenômenos dos ciclos, o aparente começo e fim dos acontecimentos na Natureza, são, possivelmente, os mais primitivos exemplos da lei natural que foram percebidos pelo ser humano. O movimento diurno da Terra, a chegada da alvorada, do crepúsculo, da elevação e baixa das marés, da sucessão das estações, tudo isto impressionou o ser humano.

Manifestou-se então a compreensão da inevitabilidade da mudança. O ser humano seria uma exceção a essa mutação? Seria a morte o fim? Haveria uma transição por meio da qual o homem, ou o que se supunha ser o seu espírito tangível, voltaria a viver? Dessas especulações, surgiram os mitos e lendas que se tornaram a base dos drama-rituais das antigas Escolas de Mistério do Egito.

Essas escolas, em forma dramática, chegaram a representar o nascimento do ser humano, sua vida, morte, ressureição e a nova vida. Essa nova vida era descrita como tendo lugar em um outro mundo, um mundo que transcendia a este. Nessas ideias e preceitos, tem suas raízes os dogmas de muitas das religiões modernas.

Fazia-se coincidir a ocasião de encenar esses eventos simbólicos com o nascimento de um novo ano. O início do ano novo relacionava-se com algumas importantes ocorrências cíclicas. Entre a maioria dos povos antigos, o Ano Novo ritualístico foi estabelecido na ocasião do equinócio vernal, ou início da primavera. Esse período era apropriado porque era uma época de renascimento.

Toda a natureza estava despertando da dormência do inverno e da morte aparente. Verdes rebentos emergiam do solo; flores e botões cobriam as árvores e arbustos. O próprio ar parecia revitalizado em contraste com a sombria atmosfera do inverno. Era uma época de alegria; a vida era boa. Consequentemente, para o homem primitivo, a morte parecia apenas uma mudança, desta para uma outra vida.

Em ocasiões como a do Ano Novo simbólico, grandes festividades eram realizadas. Cerimônias e ritos de significação esotérica eram levadas a efeito. Aqueles que deveriam tomar conhecimento do mistério da vida e da morte, eram preparados como que para uma iniciação solene.

Os alimentos e as bebidas eram simples, tendo, cada qual, um significado simbólico que favorecia o participante, perfeitamente cônscio das lições que encerravam. Essas festas eram, de certo modo, similares às festas comunais de algumas das religiões modernas, e, todavia, isentas da complexidade verbal e do ritualismo inexplicável.

Cada participante das antigas festividades era obrigado a compreender, perfeitamente, os atos que realizava. Embora atualmente chamemos a essas escolas de Escolas de Mistério, na verdade, naquela época, o candidato, ou iniciando, não era deixado na ignorância, na maneira como interpretamos este termo.  A compreensão era um requisito para a sua iniciação.

Os rosacruzes, cujas raízes como ordem fraternal estão no passado distante, herdaram a cerimônia simbólica do Ano Novo. Também o Ano Novo verdadeiro começa com a primavera no hemisfério Norte, época do equinócio vernal.

A ocasião exata desse fenômeno tem lugar quando o sol, em sua jornada celeste, penetra no signo zodiacal de Áries. O ano Novo Rosacruz é comemorado em uma data tão próxima do equinócio quanto possível. O equinócio ocorre duas vezes no ano, em março e em setembro. No equinócio ambos os hemisférios da Terra encontram-se igualmente iluminados pelo Sol. O ponto do céu que o Sol ocupa no equinócio de março define o ponto vernal. Devido à precessão dos equinócios, a localização do ponto vernal ao longo dos milênios não é fixa, e define a era astrológica. Atualmente, encontramo-nos na era dos Peixes; ou seja, em dias atuais o ponto vernal localiza-se na constelação dos Peixes. No equinócio de setembro o Sol localiza-se na constelação de virgem.

Tornou-se, também, costume e tradição, todas as Lojas, Capítulos e Pronaoi Rosacruzes, em todo o mundo, comemorar o acontecimento com uma bela e tradicional festividade cerimonial. Esta festividade consiste de três elementos simples, de relação mística, dos quais podem participar todos os estudantes rosacruzes.

Via: http://blog.amorc.org.br

ERA DE SATURNO COMEÇA NO DIA 20; ENTENDA MUDANÇAS QUE VIRÃO NOS PRÓXIMOS 36 ANOS!

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Neste dia 20 de março, saímos da Era Solar, em que o Universo foi regido pelo Sol por 36 anos, e entramos no ciclo de Saturno, onde estaremos pelos próximos 36 anos. Seremos obrigados a deixar cair as máscaras e isso pode não ser muito fácil, especialmente para os nascidos entre 20 de março de 1981 e 19 de março de 2017. Eles são filhos do Sol e devem aprender as qualidades desse luminar. A sociedade ensinou-os a viver nas sombras e agora devem encontrar a si mesmos, compreender quem realmente são em profundidade.

Até o dia 19 de março de 2017, vivemos o narcisismo da Era Solar, que nos trouxe alguns males. Veja a seguir.

Imagem acima de tudo: silicone, bumbum durinho, barriga negativa
Como indivíduos, tivemos um investimento excessivo na imagem. O narcisismo empurra as pessoas a preocupar-se mais com a imagem do que com os seus próprios sentimentos. Agindo “sem sentimentos”, tornamo-nos sedutores e manipuladores, para obtermos poder e controle. Nos tornamos egocêntricos, voltados para os próprios interesses, mas carentes de valores emocionais verdadeiros. Sem um sentido mais profundo de “si mesmo”, vivemos a vida de maneira vazia.

Na necessidade de sermos perfeitos, mas na aparência, vamos nos aperfeiçoando detalhadamente: no corpo, com as plásticas, silicones, preenchimentos, tratamentos a laser e no sexo perfeito, automatizado, distante das emoções. Robôs autômatos e guiados pelos desmandos sociais.

Sociedade dividida: homem x mulher, esquerda x direita e por aí vai…

Como sociedade, podemos entender o narcisismo como uma perda de valores humanos: ausência de interesse pelo meio ambiente, pela qualidade de vida, pelos semelhantes. Uma sociedade que sacrifica o meio ambiente em nome do lucro e do poder e mostra total isenção de sensibilidade humana.

O mundo material ocupa lugar superior à sabedoria, à experiência humana. O sucesso é mais importante que o respeito a si mesmo e à dignidade. Vivemos na superficialidade e, nesse movimento, vamos nos dividindo entre o que somos realmente e nosso sucesso pessoal e social. Dessa maneira, nossa frustração, ansiedade e sentimento de vazio só crescem.

Temos que ser eficientes em tudo

Com uma vida cada vez mais vazia, nos distanciamos mais de nossa humanidade. O objetivo principal é a eficiência. É necessário e quase vital sermos eficientes em tudo. Ser humano incorre em erros, falhas, faltas. Mas caminhamos distantes da ternura, da compaixão, da verdadeira solidariedade.

E quanto mais forte e eficiente for sua imagem, maior o reconhecimento. Quanto maior seu status social, mais intenso o aplauso. E o que determina esse reconhecimento? O poder que você conquista, seja pela sua beleza, capacidade de não envelhecer, ter uma boa colocação, trabalhar em uma empresa de porte e sucesso.

Dever de ser feliz e realizado

Esse é outro mal que a Era Solar nos trouxe, escondido em sua sombra: a felicidade como dever. E os laboratórios enriquecem cada vez mais exatamente por isso. Perdemos o fio, nos perdemos nas imagens adequadas para alcançarmos objetivos que, na maioria das vezes não são nossos.

Máscaras irreais

Criamos uma máscara social que se mistura à pessoal, até que começamos a sufocar. E quando isso acontece, pode ser tarde demais para retirá-la.

A Era Solar foi construída sobre bases frágeis, pois há um grau enorme de irrealidade nela e em todos nós, que nos deixamos levar pelos seus enganos. As bases sociais narcisistas devem cair por terra e junto com ela, toda irrealidade individual, coletiva e social. A irrealidade é neurótica, mas também esbarra na psicose. Existe muito de loucura nesta sociedade que criamos e vivemos e, nós mesmos, não estamos dando conta dela.

E agora? É hora de o Universo colocar ordem na casa

Neste final de ciclo que vivemos agora, precisamos refletir sobre o que nos levou a criar algo tão irreal em termos de sociedade e compreender as causas culturais e pessoais que nos levaram a isso. O que aconteceu conosco, para um distanciamento tão intenso de nossas emoções e sentimentos? Para um distanciamento tão severo de nós mesmos?

Saturno traz regras e é exigente

Saturno é um deus conservador, que preza pelo cumprimento das leis, normas e regras.

Creio que tudo o que for muito polar ao ciclo que passou, não resiste muito tempo, pois devemos todos ressignificarmos valores antigos e não ressuscitá-los, pois o processo evolutivo da humanidade caminha para a frente. Uma séria ressignificação de valores, inexistentes nas últimas décadas, será necessária. Mas nunca a retomada dos antigos, pois não fariam mais sentido, depois de tantas conquistas.

O símbolo de Saturno é uma caveira com uma foice nas mãos, o que significa que, assim que ele começa a derramar suas energias sobre nós, haverá uma tendência a ceifar tudo o que não serve mais para o nosso processo evolutivo. A maneira que isso vai acontecer, não tem como prever, pois pode ser através de pequenas ações pontuais ou algo que envolva uma grande parte da sociedade ou ela toda.

Em um segundo momento, nos adaptamos à sua força e exigência e começamos a buscar por alguma ordem dentro de nós mesmos. Os processos emocionais se tornam mais profundos e todos os que evitaram o contato consigo mesmos podem sofrer mais nessa transição.

Saturno não é só disciplina, mas também expansão da consciência

Saturno é conhecido como o Senhor do Carma, isso porque ele simboliza um processo psíquico mais profundo, que brota com algum tipo de experiência, interior e/ou exterior. Saturno não simboliza apenas os limites, a dor, as exigências, a disciplina, os obstáculos, mas como processo psíquico, está atrelado à ampliação ou expansão da consciência de todos nós como indivíduos e como humanidade.

Nossa psique caminha na direção à unidade, ao verdadeiro ser. E tudo o que tem impedido essa expansão de consciência acontecer será ceifado, dentro e fora de nós. Enquanto ignoramos nossos processos psíquicos, nossas necessidades mais profundas na direção de nós mesmos, o carma acontece. Saturno é o nó que precisamos desatar, para dar o passo à frente, para compreendermos de maneira aprofundada quem somos, verdadeiramente.

Temos à nossa frente, 36 anos, que devem ser vivenciados com a maior consciência possível, com responsabilidade por nossos pensamentos, palavras e ações e, dessa maneira, crescermos todos juntos, como humanidade.

É muito importante lembrarmos que as circunstâncias exteriores de nossas vidas são, na verdade, mudanças psíquicas interiores por que passamos e sofremos. A psique, como um todo, é uma energia dinâmica, que está por trás de todo acontecimento para o nosso desenvolvimento e crescimento.

Quando passamos por nossos processos psíquicos, de alguma maneira, seja através de uma psicoterapia profunda, da meditação disciplinada ou alguma outra forma que nos empurre para nós mesmos, precisamos estar plenamente conscientes deles. Caso contrário, nos tornamos marionetes nas mãos do destino, Carma, ou seja qual for o nome que você queira dar para esse processo.

A consciência é nosso melhor caminho. Mas não uma consciência superficial. É necessário o aprofundamento emocional, para chegarmos no que existe de mais profundo em nós. Somente através da descortinação do véu que encobre nossa identidade poderemos viver a transformação necessária, que este próximo ciclo de Saturno exigirá de todos nós.

É hora de arregaçarmos nossas mangas e trabalharmos duro na direção do crescimento e evolução de todos nós, com indivíduos e como humanidade.

 

Por Eunice Ferrari, astróloga e psicoterapeuta