O DESPERTAR DA MULHER ANCESTRAL

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Como diz a Sabedoria das Curandeiras Andinas, antes de curarmos aos outros, precisamos nos curar.
Nós mulheres carregamos em nossa bagagem diversas roupas sujas, escuras que já não nos servem mais e com o medo de quando lavarmos a mesma não mais nos servir, carregamos mesmo sabendo que já não nos serve mais, pelo simples falta de termos medo de desapegar-se… Temos medo de desapegar de ciclos, de relacionamentos desgastantes, de empregos que não mais nos acrescentam, tudo isso com o medo do novo. Nos colocamos em situações de desgaste e esgotamento, quando o nosso coração nos diz que algo chegou ao fim, não escutamos e seguimos levando o fardo, acrescentando em nossos ombros pesos que não seriam necessários… Nos colocamos em situações que nos geram magoas e sofrimentos, quando poderíamos ser responsável por deixar a alegria e a paz em nosso interior.
Por carregarmos por tanto tempo esses pesos conosco, muitas vezes não conhecemos a nossa leveza, a nossa pureza e sensibilidade, não nos conhecemos como fêmeas, mas sim entramos em jogos de competição, de disputa e de chateações, ao invés de lembrarmos que o dom da mulher é o AMOR….
Quando nos abrimos para o despertar da Mulher Ancestral, começamos a desvelar em nosso ser muito dos nossos dons, e um deles é o de cuidar, acolher , curar… Começamos a perceber que conosco trazemos uma medicina, seja o tecer, o falar, o cantar, o cozinhar, algo que fazemos que faz bem a nós e aos outros, assim começamos a perceber que somos mulheres curandeiras, mulheres sabias, somos cíclicas e conosco carregamos o dom da alquimia
Mas antes de qualquer coisa devemos lembrar que para ajudar o processo de cura de cada ser que nos chega, a primeira a ser curada é nós mesmas, precisamos conhecer nossas sombras, nossos medos, nossa projeções, nossos erros e acertos, pois só assim conseguiremos enxergar o outro com compaixão, respeito, amor e principalmente sem julgamentos…
Para acolher e demonstrar amor o outro, só conseguiremos quando nós amarmos,e só podemos nós amar quando primeiramente formos as curandeiras de nós mesmas

Carol Shanti – Via Xamanismo para Mulheres

FAZER VALER OS DIREITOS É FAZER VALER-SE

tigre

Uma mulher disse-me – “a minha vida inteira tive de me disciplinar para me levantar de manhã e fazer-me as seguintes perguntas: O que é que eu quero para mim? O que é que a minha alma precisa deste dia?” Temos de cultivar este egoísmo positivo, para que se e quando estivermos a fazer amor, seja para nos satisfazermos a nós próprias, com a sensualidade jovial de criaturas completamente alinhadas com a sua natureza instintiva. Então, o nosso sim irá significar sim e o nosso não irá significar não. 


Numa cultura que valoriza a complacência feminina, muitas mulheres aprendem cedo nas suas vidas a encapotar a vitalidade exuberante da Mãe Tigre. Ela é demasiado selvagem e independente, demasiado sensual e ameaçadora para a sociedade educada. Embora ela seja o reflexo das qualidades essenciais do espírito feminino, dizem-nos muitas vezes, quando a encarnamos, que o nosso comportamento é “não feminino” ou “egoísta”. Por isso, aprendemos a não rugir, a não mostrar os dentes, mas a sorrir e a ser “simpática” enquanto os outros violam as nossas fronteiras. Gentis e conciliatórias, aprendemos a submeter-nos a humilhações casuais. Para quê fazer uma tempestade quando mais ninguém parece considerar que é um assunto sério?

A mensagem da Mãe Tigre é que é um assunto sério e importante, que temos o direito de pedir respeito e que os nossos instintos de auto-preservação são válidos. Como podemos curar o nosso planeta ferido e abusado se falhamos ao falar em nome dos nossos direitos pessoais? Proteger as nossas fronteiras é honrar a presença sagrada que reside dentro de nós.

Aphrodite’s Daughters, de Jalaja Bonheim

Via: https://www.facebook.com/omeldadeusa

O VALOR DE UMA DONA DE CASA

 

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Um homem chegou em casa, após o trabalho, e encontrou seus três filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo pijamas.
Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.
A porta do carro da sua esposa estava aberta.
A porta da frente da casa também.
O cachorro estava sumido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.
Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café da manhã na mesa, a geladeira estava aberta, tinha comida de cachorro no chão e até um copo quebrado em cima do balcão.
Sem contar que tinha um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
‘Será que a minha mulher passou mal?’ ele pensou.
‘Será que alguma coisa grave aconteceu?’
Daí ele viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do banheiro.
Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiênico na pia.
A pasta de dente tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordando água e espuma.
Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e lendo uma revista.
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou: Que diabos aconteceu aqui em casa?
Por que toda essa bagunça?
Ela sorriu e disse:
– Todo dia, quando você chega do trabalho, me pergunta:
– Afinal de contas, o que você fez o dia inteiro dentro de casa?’
– Bem… Hoje eu não fiz nada, FOFO !!!!

Por: Michelle Franzoni – Autora do Blog da Mimis, artista visual e doutora em Gestão do conhecimento, atua nas áreas de qualidade de vida e bem estar. 

O CAMINHO DO AMOR

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Às vezes, a melhor ajuda, o melhor apoio que prestamos a quem amamos, é simplesmente ouvi-lo e dar-lhe todo o tempo que precisar… Para tanto é preciso cultivar a paciência…

A natureza nos oferece uma variedade infinita de plantas que nos fascinam e deliciam. Sabemos que seríamos ridículos se as criticássemos.

Não as repreendemos por acharmos que já deveriam ter dado um novo broto ou uma nova folha.

Nem as comparamos com outras plantas do mesmo jardim que estejam mais vicejantes.

Deixamos que façam o que lhes seja natural, crescer e florescer no seu próprio ritmo.

Parece lógico que ofereçamos a quem amamos, a mesma consideração; sobretudo por não podermos saber exatamente sobre as lutas e dificuldades por que estão passando e enfrentando.

Mesmo com a melhor das intenções, nossa impaciência para que “cresçam” e que “sejam sensíveis” dá a entender que se trate de assuntos simples. A premissa é de que possam e devem mudar à nossa ordem.

Já salvei algumas das minhas mais belas plantas, porque aprendi, há muito tempo, que se eu quiser que medrem, tenho simplesmente de me limitar a deixá-las viver, de acordo com sua própria natureza.

Inúmeras vezes deixei de lado algumas, depois de esperar pacientemente que respondessem ao meu cuidado diligente, para depois, um dia, descobrir que só quando elas, e não eu, estavam prontas, abriam-se perante meus olhos.

Apenas esperavam a hora que lhes fosse mais propícia.
Às vezes a melhor ajuda, o melhor apoio que prestamos a quem amamos é simplesmente esperar, em silêncio, com paciência, com esperança, com compreensão, e deixar que o tempo simplesmente faça a sua parte

(Leo Buscaglia)

SUPER-MULHERES

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Elas não usam um único uniforme.
Não usam um diadema na cabeça, nem têm capa.
Nem voam.
Apenas amam.
Criam filhos, netos, cachorros, gatos,
galinhas.
Trabalham noite e dia.
Em casa e fora dela.
Cozinham, varrem, escrevem,
pintam, costuram, vendem, compram.
Vão do médico ao mercado,
do mercado á igreja,
da igreja ao trabalho.
Suam.transpiram.
Oram e sangram diariamente.
Sob batons, perfumes e rimeis, ou não.
Sobre saltos altos ou rasteirinhas.
Algumas, de pé no chão.
Aprenderam a servir e doar.
A seus pais, parentes, maridos,
homens, amantes, filhos, animais,
vizinhos,amigos…
Elas estão em pé nas filas dos bancos,
sentadas esperando o ônibus.
Estão no telefone ou no trânsito,
fazendo contas, dando broncas,
tentando se equilibrar meio às tontas.
Dormem exaustas.
Algumas se olham demais no espelho.
Outras , de menos…com medo!
Elas pintam suas próprias unhas e seus
próprios cabelos.
Não têm tempo ou dinheiro para serem
melhor cuidadas.
Ou apenas nunca lhe permitiram fazê-lo.
Algumas ainda sonham com silicone, botox
ou apenas uma academia- quem sabe um dia???
A maioria sofreu e sofre absurdos.
E quem as vê e valoriza???
Quem dá medalhas ás suas rugas?
Quem premia suas olheiras?
Quem lhes dá o Oscar por ofertar seu corpo,
sua alma, seu peito, sua casa, seu dinheiro,
seu leito a vida inteira?
Quem reverencia sua flacidez e suas estrias?
Quem percebe o quanto ela fez e faz?
Quem recompensa suas angustias e dores guardadas
para nos oferecerem calor e paz?
Quem as aplaude e admira quando elas passam?
SUPER-MULHERES!!!
Seus super-poderes são a super-valentia 
e a superação de cada dia-
São as super-forças do seu coração.
Muitas jamais leram ou lerão sequer uma poesia.
Mas TODAS, TODAS elas a SÃO.
São poemas-pessoas que respiram e caminham
a nosso lado.
Algumas chamamos mãe, avó, irmã, tia,prima,
filha,madrinha, empregada, patroa, chefe, vizinha, 
amiga.
Outras são e serão eternamente desconhecidas.
à essas SUPER-MULHERES, POEMAS-VIDAS,
a minha e a nossa eterna gratidão.

Udar

ORAÇÃO À MULHER

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Missionária da vida.
Ampara o homem para que o homem te ampare.
Não te conspurques no prazer, nem te mergulhes no vício.
A felicidade na Terra depende de ti, como o fruto depende da árvore.
Mãe, sê o anjo do lar.
Esposa, auxilia sempre.
Companheira, acende o lume da esperança.
Irmã, sacrifica-te e ajuda.
Mestra, orienta o caminho.
Enfermeira, compadece-te.
Fonte sublime, se as feras do mal te poluírem as águas, imita a corrente cristalina que no serviço infatigável a todos, expulsa do próprio seio a lama que lhe atiram.
Por mais te aflija a dificuldade, não te confies à tristeza ou ao desânimo.
Lembra os órfãos, os doentes, os velhos e os desvalidos da estrada que esperam por teus braços e sorri com serenidade para a luta.
Deixa que o trabalho tanja as cordas celestes do teu sentimento para que não falte a música da harmonia aos pedregosos trilhos da existência terrestre.
Teu coração é uma estrela encarcerada.
Não lhe apagues a luz para que o amor resplandeça sobre as trevas.
Eleva-te, elevando-nos.
Não te esqueças de que trazes nas mãos a chave da vida porque a chave da vida é a glória de Deus.

Meimei

 

O PODER DO FEMININO

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A negligência do aspecto interior tem levado, particularmente as mulheres, a certa falsificação de seus valores existenciais. Hoje em dia, o sucesso ou o fracasso da vida de uma mulher não é mais julgado como antigamente pelo critério exclusivo do casamento. À sua adaptação à vida agora, pode ser feita de diversas maneiras, cada uma das quais, oferecendo alguma oportunidade para resolver problemas, sejam de trabalho, de relações sociais ou necessidades emocionais.

O maior problema, observado em nossos dias é que no mundo ocidental se dá ênfase especial à valores externos e isso tem a justa medida à natureza do homem e não da mulher. O espírito feminino é mais subjetivo, mais relacionado com sentimentos do que com leis ou princípios externos, o que acaba regando conflitos. E a resultante destes conflitos é usualmente mais devastadora para as mulheres do que para os homens.

O despertar das deusas interiores, se faz importante, particularmente para as mulheres, mas não esqueçam os homens que este caráter feminino também lhes é peculiar(anima). A maior razão da seriedade deste tema, refere-se ao recente desenvolvimento do lado masculino da mulher (animus), que tem sido uma característica marcante nestes últimos anos. Este desenvolvimento masculino, está associado às exigências do mundo dos negócios e é até considerado pré-requisito para se ganhar a vida neste mercado tão competitivo. Mas esta mudança, de caráter benéfico na vida profissional das mulheres têm causado alterações profundas na sua relação consigo mesma e com os outros. Este conflito interno estabelecido entre a necessidade de expressa-se através do trabalho como o homem faz e a necessidade interior de viver de acordo com a sua natureza feminina, entraram em “xeque-mate”.

Se as mulheres (homens também) pretendem ter contato com seu lado feminino perdido, precisa escolher um caminho que as fará despertar estas deusas adormecidas. Estes mitos e rituais de religiões antigas representam a projeção ingênua de realidades psicológicas. Não são deturpadas pela racionalização, porque em assuntos ligados ao reino do espírito, os povos primitivos e da antiguidade não pensavam, eles somente percebiam, sentiam e intuíam, como de fato ainda fazemos hoje. Conseqüentemente, estes produtos do inconsciente contêm um material psicológico dos mais puros e que pode ser reunido como formas de conhecimento acerca da realidade subjacente à vida do grupo, tornando-se assim, acessíveis a nós. Pois saibam todos, que quer queiram o não, nós somos geneticamente iguaiszinhos aos nossos antepassados.

Jung já no demonstrou que deuses e rituais representavam a fantasia do grupo e que esse material é interpretado psicologicamente por um método similar ao empregado no estudo dos produtos inconscientes de homens e mulheres a nível individual. E o que se constata, através da história é que mitos e rituais é que mitos e rituais se equivalem até em detalhes em culturas de povos bastante separados, nos levando a concluir, que temas psicológicos gerais são verdadeiros para humanidade como um todo. E, de fato, hoje em dia os sonhos e fantasias das pessoas mostram um caráter generalizado similar, lembrando mitos antigos e primitivos Essa semelhança entre o sonho e algum mito antigo pode ocorrer em casos onde não há nenhum conhecimento da existência de tal mito, de maneira que o sonho não pode ser explicado como “empréstimo”. É, com certeza, uma criação espontânea do inconsciente, proveniente da carga hereditária contida naquela célula que é geneticamente igual à daquele nosso antigo ancestral, que nem sequer temos conhecimento de sua existência. Deu para entender? Pois é, mais uma vez, a pedra que os construtores humanos tentam continuamente rejeitar, está se tornando a pedra angular. Tirem suas próprias conclusões, pois eu já tenho a minha opinião formada, graças as minhas DEUSAS!

Por: Rosane Volpatto

Saiba mais: https://omundodegaya.wordpress.com/misttico/