A LENDA DAS 13 MATRIARCAS

matriarcas

Conta-se que há milhares e milhares de anos a Terra era o próprio paraíso. Os humanos viviam em paz e equilíbrio com todos os outros seres da criação, havendo respeito entre homens e mulheres e entre os diferentes povos. Porém, mesmo vivendo em plena harmonia, surgiu, não se sabe de onde, uma pequena semente de ganância que se plantou nas mentes e corações dos seres humanos. Essa semente germinou à medida que os homens começaram a tirar o ouro do ventre da terra, pois eles acreditavam que fosse a própria luz do Pai Sol materializada e que quem possuísse mais dessa luz teria mais poder e reinaria sobre os outros.

O desejo de poder e de dominação apoderou-se dos humanos. Não mais havia harmonia entre as raças. Atos de violência começaram a proliferar, uns contra os outros e contra os animais. Queimavam-se florestas inteiras e envenenavam-se as águas, até que a Terra foi completamente destruída, consumida pelo fogo. Mas essa destruição trouxe também purificação e, para que uma nova humanidade pudesse renascer e recuperar o equilíbrio perdido, a Mãe Terra concedeu o amor, o perdão e a compaixão, resguardados nos corações das mulheres.

Assim, durante o ciclo de um ano, 13 aspectos da totalidade da sabedoria da Mãe Terra foram trazidos para o mundo visível com a ajuda da Avó Lua. A cada lua cheia, a luz prateada da Avó Lua tecia seus fios e materializava uma mulher, uma Mãe do Clã. Cada uma delas detinha um conhecimento particular, um ensinamento especial para ser transmitido aos filhos e filhas da Terra. Elas criaram uma irmandade que trabalhou com a mais pura dedicação para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo da compaixão. A Casa da Tartaruga, como foi chamado o conselho das Mães dos Clãs, compartilhava sua sabedoria para a cura da Terra, da alma das mulheres e para o restabelecimento do equilíbrio entre todos os seres.

O treze é o número da transformação e das lunações ao longo de um giro da Mãe Terra ao redor do Vovô Sol. Depois de cumprirem sua missão, elas voltaram para o ventre da Mãe Terra. Deixaram registrada toda sua sabedoria em 13 crânios de cristal de quartzo que foram guardados em locais sagrados de diversos pontos do mundo.

Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros (…) Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos.” (FAUR, 2015, p. 512)

1ª lunação:
Mãe da Natureza. Aquela que ensina a verdade e fala com todos os seres.
Guardiã das necessidades da Terra. Ela nos mostra o parentesco entre todos os seres da criação, nos ensina a respeitar o ritmo e o espaço sagrado de cada manifestação de vida e a ter cuidado conosco e com a Mãe Terra. Ela é a conexão entre todas as formas de vida.
Cor laranja, que representa eterna chama do amor existente em toda a criação.
Palavra-chave: pertencimento.

2ª lunação:
Mãe da Sabedoria. Aquela que honra a verdade e guarda os conhecimentos antigos.
Guardiã da Sabedoria. É protetora de todas as Tradições Sagradas e da Memória. Ela tem uma grande conexão como Povo das Pedras, pois esses têm registrado todas as experiências já vividas pela Mãe Terra. Ela nos ensina a honrar a Verdade em todos os Sagrados Pontos de Vista. Em sua sabedoria, compreende que existe verdade em todas as formas de vida.
Cor cinza, que representa imparcialidade, amizade e a aceitação da presença e verdade alheia, sem querer impor nossos próprios pontos de vista, valores e conceitos.
Palavra-chave: tolerância.

3ª lunação:
Mãe da Verdade. Aquela que avalia a verdade e ensina as leis divinas.
Guardiã da Justiça. Ensina os princípios da Lei Divina, o equilíbrio, a lei de ação e reação, a aceitação da verdade e o reconhecimento da nossa força e fraqueza, focalizando as qualidades e possibilidades para expandir a nossa essência.
Cor marrom, que representa o solo fértil da Mãe Terra e a conexão da Terra com as leis divinas.
Palavra-chave: compaixão.

4ª lunação:
Mãe das Visões. Aquela que vê a verdade em tudo e enxerga longe.
Guardiã das Profecias. É a que guia os espíritos durante os sonhos e as viagens astrais e ensina como compreender os símbolos das visões e os sinais que a vida apresenta. Ajuda o buscador a desenvolver a visão interna e avaliar as oportunidades e opções através da intuição. Embarcar na viagem interior, superar o medo pela confiança.
Cores pastéis, que representam a projeção da verdade em todos os matizes.
Palavra-chave: confiança na intuição.

5ª lunação:
Mãe da Quietude. Aquela que ouve a verdade e escuta as mensagens.
Guardiã do Silêncio. Ensina como silenciar para ouvir as mensagens da natureza, dos espíritos, dos Mestres, dos homens, dos nossos corações. Precisamos ouvir os pontos de vista de todos para aprender e progredir, discernindo a verdade das mentiras criadas como defesas.
Cor preta, que representa a busca de respostas e o silêncio necessário para encontrá-las.
Palavra-chave: silêncio.

6ª lunação:
Mãe da Fala. Aquela que fala a verdade e conta histórias que curam.
Contadora de Histórias. Ensina a falar sempre com o coração, dizer a verdade, mas com amor e sem incluir nossas projeções pessoais e os julgamentos a priori. Usar o humor para afastar os medos, equilibrar o sagrado com o profano, preservar a sabedoria dos ancestrais e a tradição oral.
Cor vermelha, a cor do sangue, que contém no DNA a sabedoria do legado ancestral.
Palavra-chave: poder da palavra.

7ª lunação:
Mãe do Amor. Aquela que ama a verdade em todas as manifestações da vida.
Guardiã do Amor Incondicional. Ensina a compaixão e o amor em todas as manifestações da vida (nosso corpo, nossos prazeres, respirar, comer, andar, brincar, trabalhar, amar, dançar).
Cor amarela (Avô Sol), que ama todos os filhos igualmente, sem julgar seus comportamentos e permitindo que eles passem pelas lições da vida arcando com as consequências dos seus erros ou escolhas prejudiciais.
Palavra-chave: desapego.

8ª lunação:
Mãe da Intuição. Aquela que serve à verdade e cura os filhos da Terra.
Protetora dos Mistérios da Vida e da Morte. Ensina as artes de curar e conhecimento sobre os ciclos da natureza, cura as feridas do corpo e da alma. Rege os momentos de passagem do nascimento à morte.
Cor azul, que representa intuição, verdade, harmonia, água e emoções.
Palavra-chave: auto-cura.

9ª lunação:
Mãe da Vontade. Aquela que ensina como viver a verdade.
Guardiã das Gerações Futuras e dos Sonhos. Rege a direção Oeste, lugar do princípio feminino. Ela ensina como olhar para dentro de si e encontrar a verdade pessoal, a encarar o futuro sem medo e manifestar os sonhos na Terra.
Cor verde, que representa a verdade.
Palavra-chave: futuro.

10ª lunação:
Mãe da Criatividade. Aquela que ensina como trabalhar com a verdade.
Guardiã da Força Criativa. Ela ensina como expressar nossa criatividade, desenvolver nossas habilidades e materializar nossos sonhos e idéias, destruindo as limitações e saindo da estagnação. Para materializar nossos sonhos devemos ter o desejo de criar, decidir fazê-lo e tomar as medidas necessárias para usar a força vital.
Cor de rosa.
Palavra-chave: autoexpressão.

11ª lunação:
Mãe da Beleza. Aquela que caminha com verdade, altivez e firmeza.
Guardiã da Liderança. Ensina a termos orgulho das nossas realizações, afirmar nossa auto-estima, criar nossa reputação pela nossa integridade e conhecimento. Traz novas idéias aos caminhos e verdades dos ancestrais. É a criadora da tradição da Tenda da Lua.
Cor branca, do uso adequado da vontade e autoridade e o lema é ‘pratique aquilo que fala’.
Palavra-chave: autoestima.

12ª lunação:
Mãe da Coragem. Aquela que louva a verdade e ensina a gratidão.
Guardiã da Abundância. Ela ensina a agradecer por tudo que recebemos da vida, abrindo espaço para a futura abundância. Através de testes e lições progredimos na nossa senda, não importa quais os desafios e as dificuldades, devemos agradecer por estas oportunidades que nos permitem desenvolver a nossa força interior. Ela nos mostra o valor do dar e receber e a celebrar a vida e louvar as bênçãos.
Cor púrpura.
Palavra-chave: gratidão.

13ª lunação:
Mãe da Transformação. Aquela que se torna a visão e ensina a mudança.
Guardiã dos Ciclos de Transformação. Ela é a síntese das qualidades das outras 12 Mães, mais do que a soma de todas elas, é aquela que realiza sua Orenda (missão espiritual) e cria um Sistema de Saber. Ela ensina como passar através das lições e mudanças para evoluir espiritualmente, sem nos deixar desviar pelas ilusões, buscando sempre a realização da essência do Ser.
Cor cristalina e luminosa, como os raios lunares e o brilho dos crânios de cristal.
Palavra-chave: realização.

Meditação para entrar em contato com as Matriarcas

Para entrar em contato com a Matriarca de qualquer lunação, sente-se confortavelmente, sozinha ou em grupo, e transporte-se mentalmente para uma planície longínqua. Ande devagar por entre os arbustos e diferente tipos de cactos, nascendo do chão pedregoso. O ar está calmo, o silêncio quebrado apenas pelo canto de alguns pássaros. Veja o Sol se pondo, colorindo o céu nos mais variados tons de dourado e púrpura. No meio dos arbustos, você enxerga uma construção rudimentar de adobe, meio enterrada no chão, lembrando o casco de uma tartaruga. Ao redor, há um círculo de treze índias, algumas idosas, outras jovens, vestidas com roupas e xales coloridos e enfeitadas com colares e pulseiras de prata, turquesa e coral. A mais idosa bate um tambor, as outras cantarolam uma canção que lhe parece familiar. Uma delas lhe faz sinal para que você se aproxime e você a segue respeitosamente.

Sabendo que chegou à Casa do Conselho, onde receberá apoio e orientação, você entra na estranha construção de teto, por uma abertura, descendo por uma escada rústica de madeira. Ao descer a escada, você se percebe dentro de uma Kiva, a câmara sagrada de iniciação dos povos nativos. As paredes estão decoradas com treze escudos, cada um ornado de maneira diferente, com penas, símbolos, conchas e fitas coloridas. O chão de terra batida está coberto de ervas cheirosas e algumas esteiras de palha trançada. No fundo da Kiva, você vê duas pequenas fogueiras, cuja fumaça sai por duas aberturas no teto. Esses fogos cerimoniais representam os dois mundos – o material e o espiritual – e as aberturas representam os canais ou “antenas ” que permitem a percepção dos planos sutis. A fumaça representa o caminho pelo qual os pedidos de auxílio e as preces são encaminhados para o Grande Espírito.

No centro, perto de um caldeirão, está sentada a Matriarca que você veio procurar. Ajoelhe-se e exponha-lhe seu problema. Ouça, então, sua orientação sábia ecoando em sua mente. Peça, em seguida, que ela toque seu peito, acendendo assim o terceiro fogo, a chama amorosa de seu próprio coração. Sinta o calor de sua benção curando antigas feridas e dissolvendo todas as dores, enquanto a chama lhe devolve a coragem, a força, a fé e a esperança. Agradeça à Matriarca pela dádiva que lhe devolveu seu dom inato e comprometa-se a restabelecer os vínculos com a Irmandade das mulheres, lembrando e revivendo a sabedoria ancestral. Despeça-se e volte pelo mesmo caminho, tendo adquirido uma nova consciência e a certeza de que jamais estará só, pois a Matriarca da Lunação de seu nascimento a apoiará e guiará sempre.

FAUR, M. O Anuário da Grande Mãe;
FAUR, M. Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas)

https://www.facebook.com/mirella.faur

HISTÓRIA DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Livre

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência naDinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva detrabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História 

– 1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

– 1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

– 1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

– 1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

– 1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

– 1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas.

– 1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres.

– 1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

– 1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças.

– 1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina.

– 1893 – a Nova Zelândia torna-se o primeiro país do mundo a conceder direito de voto às mulheres (sufrágio feminino). A conquista foi o resultado da luta de Kate Sheppard, líder do movimento pelo direito de voto das mulheres na Nova Zelândia.

– 1901 – o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres.

– 1951 – a OIT (Organização Internacional do Trabalho) estabelece princípios gerais, visando a igualdade de remuneração (salários) entre homens e mulheres (para exercício de mesma função).

Fonte: http://www.suapesquisa.com/

MULHERES, BRUXAS, GUARDIÃS DA LUZ…

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BRUXAS… é como chamam por aí…
As insubordinadas, divergentes, antenadas.
Sábias, ditas loucas… profundas, espiritualizadas.
As perigosas…
Mulheres que lutam…contra preconceitos, ignorância, machismo, opressão, violência, exploração.
Mulheres que amam, sem medo de parecerem impuras, se envolvem, se entregam, se rendem…verdadeiramente femininas…
Mulheres que cuidam, dos próprios filhos, dos filhos de todos, das chagas de muitos, das milenares e desprezadas tradições originais, da fé, da natureza, dos conhecimentos intuitivos, marca que jamais deveria ser apagada…
Mulheres que guardam…em si, o poder de gestar, de nutrir, de guiar…a vida!
Mulheres que preservam…as últimas chances do mundo sobreviver ao caos…os saberes simples das ervas, da compaixão, do respeito a toda Criação Divina.
Sim…as guardiãs de tudo que é digno e eterno… tão bem resolvidas.
Que despertam amor e ódio.
Mulheres que servem…e vivem à amparar umas às outras, totalmente descrentes da subcultura da competição.
Mulheres que estudam, lêem, observam, questionam, argumentam, se impõem…
Mulheres que sofrem…por não se ajoelhar ante à repressão dos sistemas…
Mulheres fantásticas, surreais, feiticeiras, endiabradas, filhas do mal?
Não…mulheres como vocês e eu.
Foram perseguidas e queimadas e ainda são amordaçadas…eram mulheres…eram irmãs, são BRUXAS! E devem meter muito medo…
E você?
As teme?
Ou é uma delas? 


( Gi Stadnicki )

UMA MULHER INTELIGENTE FALANDO DOS HOMENS

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Tive apenas um exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha ‘Salvem os Homens!’ Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

1. Habitat

Homem não pode ser mantido em cativeiro. Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

2. Alimentação correta

Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um ‘eu te amo’ no café da manhã os mantêm viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca … Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.

3. Carinho

Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor. Se você quer ter a dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.

4. Respeite a natureza

Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros? Case-se com uma Mulher. Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.

5. Não anule sua origem

O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apóie.

6. Cérebro masculino não é um mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino, mas não gostam de mulheres burras.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos!).
Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade. Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens. Não faça sombra sobre ele… Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma. E minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor! Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom! Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

Com carinho,

Fernanda Montenegro

MULHERES – DEUSAS E RAINHAS

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Toda a mulher traz dentro de si um enorme potencial para ser a mulher “perfeita” do homem que escolher. Por mais que não acredite, por mais que se deixe levar por curvas não tão chamativas, ela tem todos os requisitos para dar e receber o que há de melhor e de pior do seu parceiro na proporção que desejar.

Muitas não acreditam e vagam pela vida sonhando em turbinar seios, bundas e pernas e em secar aquelas partes indesejadas mais proeminentes, achando que com isso, tudo estará resolvido. Esse talvez seja um dos mais estúpidos e repetitivos enganos que se comete por aqui. Corre-se atrás de algo que por si só não resolve questões mais importantes e que vem antes dessa, tais como: aspectos psicológicos de baixa auto estima e o cultivo exagerado do medo-vergonha-culpa.

A MULHER É QUE ESCOLHE O PARCEIRO. Que fique bem claro! Elas decidem com quem querem estar. Os machos, bobos por natureza, acham que conseguem caçar, atrair ou conquistar a tão sonhada dama. No entanto, o primeiro pressuposto parte da mulher e de seu poder de decisão, que tanto maior será quanto maior for a confiança que nutre de si.

De fato, muitas vezes parece que o Macho, o Varão tomou a “iniciativa”. Mas esta é só resultado de uma permissão subliminar dada pela mulher preliminarmente, através de um olhar, de uma expressão, movimento, sorriso e etc.

A doce, sutil e delicada mensagem enviada pela interessada muitas vezes passa despercebida, sob o ponto de vista mais intelectual e direto. No entanto, tem a mesma força de uma abordagem direta, dependendo da capacidade de percepção dos envolvidos.

O fato é que – seja de maneira mais sutil, seja de maneira mais direta – a mulher comanda o espetáculo. É ela que determina até onde o parceiro pode chegar, atributos que somente Deusas e Rainhas possuem.

Daí se conclui que um relacionamento pode ter forte expansão e chegar a níveis de prazer e descobertas nunca antes sentidos, se vocês, mulheres, assumirem de uma vez por todas a parte que lhes cabe neste lindo espetáculo: seja guiando, estimulando, provocando, experimentando novas modalidades, questionando e aprofundando o SENTIR na relação.

É preciso começar, ainda que se tenha dúvidas, pois estas vão sendo devidamente esclarecidas enquanto se caminha, enquanto se exerce este dom natural que lhes foi concedido pelo universo.

Sendo assim, vamos lá?!

Fonte: Entendendo a Libido

MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS

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Uma mulher saudável assemelha-se muito a um lobo… robusta, plena, com grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território, engenhosa, leal, que gosta de perambular. 

Entretanto, a separação da natureza selvagem faz com que a personalidade da mulher se torne mesquinha, parca, fantasmagórica, espectral. 

Não fomos feitas para ser franzinas, de cabelos frágeis, incapazes de saltar, de perseguir, de parir, de criar uma vida. 

Quando as vidas das mulheres estão em estase, tédio, já está na hora de a mulher selvática aflorar. Chegou a hora de a função criadora da psique fertilizar a aridez.

A Mulher Selvagem carrega consigo os elementos para a cura; traz tudo o que a mulher precisa ser e saber. Ela dispõe do remédio para todos os males. Ela carrega histórias e sonhos, palavras e canções, signos e símbolos. 

Ela é tanto o veículo quanto o destino…

Aproximar-se da natureza instintiva não significa desestruturar-se, mudar tudo da esquerda para a direita, do preto para o branco, passar o oeste para o leste, agir como louca ou descontrolada. Não significa perder as socializações básicas ou tornar-se menos humana. 

Significa exatamente o oposto. A natureza selvagem possui uma vasta integridade…

Ela implica delimitar territórios, encontrar nossa matilha, ocupar nosso corpo com segurança e orgulho independentemente dos dons e das limitações desse corpo, falar e agir em defesa própria, estar consciente, alerta, recorrer aos poderes da intuição e do pressentimento inatos às mulheres, adequar-se aos próprios ciclos, descobrir aquilo a que pertencemos, despertar com dignidade e manter o máximo de consciência possível.

Onde vive a Mulher Selvagem? 

No fundo do poço, nas nascentes, no éter do início dos tempos…

Ela está na lágrima e no oceano. Está no câmbio das árvores, que zune à medida que cresce… 

Ela vem do futuro e do início dos tempos…

Vive no passado e é evocada por nós…

Vive no presente e tem um lugar à nossa mesa, fica atrás de nós numa fila e segue à nossa frente quando dirigimos na estrada. 

Ela vive no futuro e volta no tempo para nos encontrar agora.

Ela vive no verde que surge através da neve… nos caules farfalhantes do milho seco do outono… ali onde os mortos vêm ser beijados e para onde os vivos dirigem suas preces. 

Ela vive no lugar onde é criada a linguagem…

Ela vive da poesia, da percussão e do canto… 

Vive de semínimas e apojaturas, numa cantata, numa sextina e nos blues… 

Ela é o momento imediatamente anterior àquele em que somos tomadas pela inspiração… 

Ela vive num local distante que abre caminho até o nosso mundo.

As pessoas podem pedir evidências, uma comprovação da existência da Mulher Selvagem. 

No fundo, estão pedindo provas da existência da psique… 

Já que somos a psique, somos também a prova. Cada uma e todas nós comprovamos não só a existência da Mulher Selvagem, mas também a sua condição em termos coletivos. Somos a prova do inefável numen feminino…

Por: Clarissa  Pinkola

Saiba mais: https://omundodegaya.wordpress.com/misttico/