OGUM E NANÃ – ORIXÁS REGENTES DE 2019 – O ANO DA SENTENÇA

elementos ogum e nana

Caminhamos para o final do ano de 2018, ano esse que foi regido por Pai Xangô e Mãe Iansã, e pudemos observar que o ano começou um pouco mais lento, porém a partir da metade do ano o tempo nos pareceu ter dado uma acelerada, fazendo assim com que mal percebêssemos que já está quase se findando e se findando com muitos acontecimentos, bons e ruins.

Após uma breve reflexão, podemos perceber o quanto buscamos estar na presença de Deus, nosso Pai Maior e assim tentar trazer mais evolução a nossa caminhada. Será que conseguimos?

Em 2018 passamos vários momentos agradáveis, porém passamos por muitos dias desoladores. Tivemos muitas lições dadas, algumas que podemos compreender e outras que nem entendemos como lição.

E assim o ano de 2018 está quase de partida.

Sonhamos com um ano melhor, desejamos uma nova era, um caminho novo e mais agradável, desejamos novos ensinamentos para buscarmos novos rumos.

Temos a compreensão de que a cada ano que nasce, nasce em nós novas esperanças, mais elevação a nossa fé, mais crença na humanidade, e assim tentamos com tudo isso sonhar mais alto e ter em nossas mãos a possibilidade nova de buscarmos a tão desejada elevação espiritual.

No ano de 2019 o Orixá regente será Pai Ogum, que regerá intensamente por todo ano, tendo como companhia, a partir do mês de junho, a linda e esplendorosa Mãe Nanã Buruquê.

Resumindo e respondendo a pergunta, mais simplesmente, ao ser perguntado qual Orixá vai reger o ano de 2019, podemos certamente dizer Pai Ogum, que será o Orixá dominante desse ano.

O ano de 2019 será um ano de muitas batalhas, lutas intensas e por ser Pai Ogum um Orixá guerreiro, que tem ligação extrema com a guerra e a paz, simbolizando a vitória e todas as conquistas, teremos um ano muito competitivo e só chegará a seu objetivo aquele que realmente lutar, que buscar seu caminho, que tiver atitude par vencer.

Ogum é um grande guerreiro, senhor soberano da Execução da Lei Espiritual, e assim será o ano de 2019, o ano de executar a lei, o ano de cobrar daqueles que erraram a busca do acerto.

2019 será um ano um tanto conservador, mas devemos nos manter na racionalidade, pois o ano nos trará uma impulsividade extrema e assim sendo, devemos ficar afastados de mazelas desnecessárias, evitar a todo custo confusões ou brigas. A humanidade estará um tanto menos tolerante com tudo e com todos.

O ano de 2019 será bem rápido, assim como o segundo semestre de 2018, teremos dias nos parecendo mais curtos e com boa intensidade de frio.

Com a energização de Pai Ogum no ano que vai entrar, devemos evitar agir antes de pensar, principalmente para os filhos desse Orixá, pois 2019 não será um ano muito tranquilo para esses filhos.

Teremos dias intensos, barreiras e obstáculos que deveremos vencer acima de tudo. Teremos fatos em nossa vida que não teremos como adiar, deveremos encarar seja como for, para assim vencer a maratona que será o ano de 2019.

Para os que tiverem decisões a tomar, tome-as, sem pestanejar, pois é isso que Ogum espera de nós: força e atitude.

Devemos nos manter em linha reta, devemos tentar nos colocar longe e fora da ganância e da cobiça que o mundo materialista nos mostra a todo o momento, nos despertar e nos focar nas coisas que acreditamos ser mais importantes para nossa vida e nossa evolução.

Como sabemos, Ogum é um poderoso Orixá, senhor do ferro e do fogo, defensor da lei e da ordem e em 2019 Pai Ogum dará o segmento ao que Xangô começou em 2018, ou seja, a justiça sendo feita, Xangô julga e Ogum executa a sentença, assim será. Para aqueles que foram julgados por Xangô, serão cobrados agora por Ogum, portanto aquele que buscou a paz em 2018 terá a paz em 2019, porém para aqueles que ignoraram a justiça no ano de Xangô pagarão bem caro agora no ano de Ogum.

Teremos em 2019 muitos avanços na tecnologia, muitas descobertas serão feitas, e isso em todas as áreas, o conhecimento estará em alta, e para aquele que buscar o caminho da informação, dos estudos, será agraciado com as bênçãos de Ogum, podendo crescer tanto pessoalmente, quanto socialmente, e para isso devemos batalhar junto ao Orixá guerreiro, e assim sendo, certamente será vitorioso na busca do bem.

Ogum é um justiceiro nato e ele fará muitas verdades aparecerem, os hipócritas serão desmascarados, tanto no âmbito pessoal, profissional e principalmente político.

O ano de Ogum também é muito propício para aberturas de negócios próprios, para busca de novos caminhos, para realizações de sonhos, porém somente para aquelas pessoas que demonstram plena atitude, pois para aqueles que não demonstrarem, o ano vai ser muito difícil, vai ser como se remar contra a maré.

A grande dica na verdade dada por nossas Entidades de Luz é evitar as discórdias, demonstrar atitude, cuidado nas palavras ditas, evitar a intolerância, pois em 2019 as pessoas estarão em autodefesa, buscando cada uma a sua própria visão sobre os fatos do cotidiano, fazendo assim com que a intolerância cresça, dando abertura a perigosos obsessores, que buscam se energizar com as falhas de caráter de todos, além dos vícios de sentimento, entre esses vícios, o principal para o ano de 2019: o orgulho.

A busca de poder dentro da humanidade poderá trazer grandes batalhas e isso será um grande diferencial desse ano.

Foi recomendado precaução com os gastos desnecessários, pois para aquele que não se preveniu no ano de Xangô, poderá ter um ano de Ogum com alguma dificuldade na área de gastos pessoais.

Foi dito que em 2019 teremos muitos desencarnes por ferro retorcido, ou seja, muitos acidentes automobilísticos, aéreos, ou por qualquer tipo de meio de transporte que tenha a ligação do ferro e do fogo.

O ano de 2019, tendo também a influência da vovozinha Nanã Buruquê no segundo semestre, será um ano de reflexão, de cuidados com os familiares, de busca com o próprio ser.

A partir do meio do ano teremos mais serenidade, mais oportunidade para voltarmos atrás em algo que possamos ter errado, seremos mais tolerantes com todos e para aquele que se dedicar a fazer o bem, certamente receberá o bem de uma forma mais intensa.

Contudo, estaremos menos propícios a conversas que não tem muito fundamento, amizades que não se dedicam intensamente, a vida social mais agitada, teremos uma grande vontade de estar em lugares calmos e tranquilos, porém quando não conseguimos esse feito, ficaremos com o humor abalado, podendo até mesmo ficarmos arredios a tudo e a todos.

Na junção de Ogum com Nanã, iremos da guerra a paz no mesmo instante, e assim devemos ter muito cuidado com o que poderemos falar, agir, ou pensar, pois poderemos perder o foco das coisas, deixar a adrenalina da busca de objetivos baixar e assim perdermos muitas coisas, no qual não teremos condições de fazer retornar para o caminho devido.

Devemos ficar atentos aos fenômenos da Natureza, fenômenos como enchentes, tufões e terremotos de grandes proporções. A Natureza está acuada, e Ogum sendo Orixá guerreiro estará em combate para auxiliar que ela se defenda de tudo e de todos.

2019 será um ano como dito já, de estabelecermos objetivos, e partir para cima desses objetivos, pois só assim conseguiremos terminar o ano de uma forma agradável, a nós, a quem nos cercam, e ao mundo que pertencemos.

Em 2019 devemos evitar as mazelas, as guerras desnecessárias, os vícios que tanto nos fazem mal, a ociosidade, a falta de objetivo, o orgulho, os maus sentimentos, enfim tudo que vai em desacordo com a força de Ogum e a serenidade de Nanã Buruquê.

Que Deus abençoe nossa caminhada nesse novo ano de muitas lutas, e com muita dedicação, teremos muitas conquistas.

Esperamos que todos os amigos entrem com muita fé nas vitórias pessoais nesse próximo ano.

Que Pai Ogum e a doce Mãe Nanã Buruquê nos deem caminhos de luz nessa nova jornada, e que todos os Orixás e todas as Entidades de Luz nos protejam por todo ano de 2019.

Patacori Ogum!

Saluba Nanã Buruquê!

Que assim seja!

Carlos de Ogum

Via: http://umbandayorima.blogspot.com

OGUM – O SENHOR DOS CAMINHOS

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Ogum é o Senhor dos caminhos e realiza a abertura de caminhos, a ordenação, o afastamento da desordem e do caos, o corte das atuações negativas, mas tudo a partir do equilíbrio íntimo dos seres perante a Lei Divina. A primeira “batalha” que Pai Ogum nos ensina a realizar é vencer os vícios e a desordem interna para que, uma vez equilibrados, possamos atrair situações e relacionamentos ordenados, livres da desordem que nasce do desrespeito à Lei Maior e à Justiça Divina.

Lei e Justiça são interligadas, não se pode obter o amparo da Justiça Divina sem viver em obediência às Leis da Criação. O dragão subjugado por São Jorge e por São Miguel Arcanjo, que sincretizam com Ogum, representa exatamente o trabalho pela vitória sobre as nossas trevas interiores. O dragão é o símbolo da maldade, dos vícios, das negatividades, do ego exacerbado, da vaidade extrema, da ganância etc. Vencendo “o dragão”, sob o amparo de Ogum, nos habilitamos a atrair situações favoráveis, sob o amparo da Lei. Porque a Lei atua sem cessar, irradiando-se para toda a Criação. Sintonizados com a Lei, alcançamos o amparo da Lei e da Justiça do Criador. Então, os inimigos terão olhos, mãos, pés e armas, mas não conseguirão nos enxergar, não poderão nos tocar e nem nos alcançar ou ferir, como diz um ponto cantado.

Seu primeiro elemento de atuação é o Ar e o 2º. Elemento é o Fogo.

Na Linha pura da Lei Ogum faz par com Yansã, ambos atuando pelo elemento Ar.

Também faz par com Egunitá, a Mãe do Fogo e da Justiça, aqui formando com Ela uma Linha polarizada ou mista Lei/Justiça, pelos elementos Ar/Fogo.

Nos elementos, Ogum é o ar que refresca e a brisa que acalenta.

Na Lei, Ogum é o princípio ordenador inquebrantável.

Na Criação Divina, Ogum é a defesa de tudo o que foi criado, é a defesa da vida.

Na Irradiação da Lei, Ogum é passivo, pois seu magnetismo irradia-se em ondas retas, em corrente contínua, e seu núcleo magnético gira para a direita (sentido horário).

Seu Fator Ordenador nos ajuda a vencer nossas trevas e bloqueios interiores (as verdadeiras demandas) e nos protege dos obstáculos externos, quando vivemos de acordo com os ditames da Lei Divina.

Ogum é a Lei, é a via reta. É associado a Marte e ao número 7.

Na Bahia Ogum sincretiza com Santo Antonio de Pádua. Nos demais Estados, em geral é sincretizado com São Jorge e celebrado em 23 de abril.

A respeito do sincretismo de Ogum com São Jorge, FERNANDO FERNANDES, no excelente artigo “Astrologia e Mitos Religiosos”, comenta: “O simbolismo, aliás, não poderia ser mais adequado: São Jorge veste uma armadura de guerra (a proteção necessária para atuar em ambientes inferiores) e monta um cavalo branco (as forças da matéria e o lado animal da personalidade, já purificados – por isso a cor branca – e colocados a serviço de desígnios elevados). Utiliza a lança e a espada (um símbolo do direcionamento da energia) e consegue vencer o dragão (as forças das trevas).”

Em seguida, o referido autor fala sobre características de Ogum na Umbanda e no Candomblé e sua associação ao planeta Marte: ”A espada está ligada ao Orixá de três formas: por ser guerreiro e caçador, Ogum rege as armas em geral; por ser ferreiro, é fabricante de objetos de metal; e, finalmente, é o orixá regente do ferro, matéria-prima para a maioria das armas. Como símbolo, a espada representa a energia mobilizada e direcionada para cortar o avanço do mal. Basta lembrar outra lenda, criada num ambiente bem diferente do que estamos tratando: a história céltica do Rei Artur que, munido da espada mágica Excalibur e sob a orientação de um iniciado, o Mago Merlin, combate as forças malignas acionadas por temíveis feiticeiros. Excalibur é o instrumento do combate da magia branca contra a magia negra. A espada de Ogum tem o mesmo significado.

Cabe observar também que o ferro é o elemento químico essencial para a formação dos glóbulos vermelhos. Da mesma forma como sua carência torna o indivíduo anêmico, a carência da raiz energética de Ogum cria uma espécie de anemia espiritual, ou seja, uma falta de coragem e de disposição para lutar pelo próprio desenvolvimento. É por causa dessa função revitalizadora que Ogum é apresentado nos mitos africanos como o orixá que vem na frente, o pioneiro na tarefa de descer à Terra e acordar os homens. Trata-se, evidentemente, de uma função típica de Áries e Marte.

(…) Ogum muitas vezes é invocado como se fosse uma espécie de guarda-costas celeste, um orixá que, se devidamente agradado, tomará partido em favor do filho de fé e voltará sua fúria contra os inimigos. (…) As concepções mais elaboradas, entretanto, não vêem o orixá como um ser a serviço dos interesses do homem, nem disposto a tomar partido em seus conflitos.

Em essência, as lutas de Ogum processam-se dentro da própria alma, que traz simultaneamente o dragão e a serpente das tendências inferiores assim como o germe da Divindade. Invocar Ogum significa ativar as energias vitais que estão adormecidas na alma, despertar a parcela divina presente em cada ser humano e mobilizar a força necessária para avançar.”

Em seguida, ele comenta o ponto cantado que diz: “Cavaleiro supremo/mora dentro da lua /Sua bandeira divina/ é o manto da Virgem pura”, acrescentando: “A lenda de São Jorge, que não tem qualquer origem no culto dos orixás, mas sim no Cristianismo Popular, atribui-lhe o domínio da Lua, onde ele estaria em permanente combate com o dragão. É interessante notar que o símbolo da Lua, do ponto de vista astrológico, não é o desenho da Lua Cheia, mas do Crescente, que é formado por dois semi-círculos. Enquanto o círculo – o Sol – representa o espírito enquanto instância permanente e perfeita, o semicírculo é a alma, ou seja, o espírito ainda submetido às experiências da evolução, aprisionado nas sombras da própria ignorância e no vendaval das paixões ainda não dominadas. A Lua não tem brilho próprio, apenas refletindo a luz do Sol. Da mesma forma, para tomar de empréstimo uma concepção do pensamento hinduísta, a alma que perambula nas experiências de aprendizagem expressa apenas um reflexo provisório de sua verdadeira identidade, que só brilhará de forma pura quando o espírito transcender o ciclo das reencarnações e alcançar os planos mais elevados da absoluta ausência de forma, no mental superior.

Ogunhê meu Pai!