A DIFERENÇA ENTRE FORÇA E CORAGEM

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É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.

É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.

É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para faze-lo parar.

É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.

Se você sente que lhe faltam a força e a coragem,
queira Deus que o mundo possa abraçá-lo hoje
com Calor e Amor !

E que o vento possa levar-lhe uma voz que lhe diz
que há um Amigo, vivendo num outro lado do Mundo,
desejando que você esteja bem.

Por: Letícia Thompson

APRENDENDO COM UM PÉ DE PERA…

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Um homem tinha quatro filhos.
Ele queria que seus filhos aprendessem a não ter pressa quando fizessem seus julgamentos.
Por isso, convidou cada um deles para fazer uma viagem e observar uma pereira plantada num local distante.
O primeiro filho chegou lá no INVERNO, o segundo na PRIMAVERA, o terceiro no VERÃO e o quarto, o caçula, no OUTONO.
Quando eles retornaram, o pai os reuniu e pediu que contassem o que tinham visto.

O primeiro que chegou lá no INVERNO.

Disse que a árvore era feia e acrescentou: 
“- Além de feia, ela é seca e retorcida!”

O segundo que chegou lá na PRIMAVERA.
Disse que aquilo não era verdade.
Contou que encontrou uma árvore cheia de botões, e carregada de promessas.

O terceiro que chegou no VERÃO.
Disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.

O último filho que chegou no OUTONO.
Disse que a árvore estava carregada e arqueada cheia de frutas, vida e promessas…

O pai então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, 
porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore…
Ele disse que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, 
por apenas uma estação. 

A essência do que se é, (como o prazer, a alegria e o amor que vem da vida) só pode ser constatada no final de tudo, exatamente como no momento em que todas as estações do ano se completam!

Se alguém desistir no INVERNO, perderá as promessas da PRIMAVERA, a beleza do VERÃO, a expectativa do OUTONO.

Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras.
Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.
Persevere através dos caminhos difíceis e melhores tempos certamente virão, de uma hora para a outra!!!

Um dia abençoado para você!

Fonte: Cruz Azul no Brasil – Clínica de recuperação álcool e drogas

 

ORAÇÃO MATINAL

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Obrigado pelo Universo, que é nosso santuário.

Obrigado pelo Povo das Estrelas, que cuida de nossas águas e de tudo que é vivo, nos guia e nos dá um lugar na vida.

Obrigado por nossa sagrada Avó, a Terra, mãe de todos os seres vivos, que são nossos parentes.

Obrigado pelo Vento do Leste que nos traz, para abrir o amanhecer, a Estrela da Manhã, nos permitindo começar um novo dia sem repetir os mesmos erros de ontem. O Vento do Leste traz a renovação para nossos corações, mentes, corpos e espírito, assim como para os espíritos de nossa Avó sagrada, a Terra e todos os nossos parentes, os seus filhos.

Obrigado pelo Povo Veado de Rabo Negro, que mora no Leste e cuida de nós.

Obrigado pelo Vento do Sul, que traz o calor e a generosidade para nossos corações, assim como para nossa Sagrada Avó, a Terra, e todos nossos parentes, seus filhos.

Obrigado pelo Povo Coruja, que mora no Sul e cuida de nós.

Obrigado pelo Vento do Oeste, que traz os espíritos do raio e do trovão para limpar e refrescar com a chuva nossa sagrada Avó, a Terra, todos os nossos parentes, seus filhos, limpando e refrescando nossos corações, mentes, corpos e nosso espírito.

Obrigado pelo Povo Búfalo, que mora no Oeste e cuida de nós.

Obrigado pelo Vento do Norte, que traz o vento forte e perseverante que dá a nossa sagrada Avó, a Terra, e a todos os seus filhos, força e resistência para nossos corações, mentes, corpos e espírito.

Obrigado pelo Povo Cervo, que vive no Norte e cuida de nós.

Obrigado por todos os seres alados, todos os que voam, por seus ensinamentos, sua generosidade, e seu sacrifício.

Obrigado especialmente pela águia, que voa mais alto, vê mais longe, e é fiel ao cônjuge.

Obrigado pelos seres de quatro patas, que tanto nos dão e nos ensinam, pelos sacrifícios e por aquilo que compartilham.

Obrigado especialmente pelo búfalo, pois onde quer que o búfalo esteja, estará o nosso povo.

Obrigado por todos os nossos parentes que rastejam e nadam em nosso planeta, por seus sacrifícios e por tudo que compartilham conosco.

Obrigado pelos seus ensinamentos e por tudo aquilo que nos dão.

Obrigado por tudo que cresce, por toda a vegetação da Terra. Ela tanto nos ensina e nos dá.

Obrigado pelo seu sacrifício e por aquilo que compartilham.

Obrigado especialmente pela árvore e pelas folhas que sussurram, por sua força e independência, por seu ensinamento.

Obrigado pela sagrada Árvore da Vida, a qual devemos nutrir e cuidar, para garantir que ela dê novas flores e frutos e permita, assim, que nosso povo continue vivo.

Obrigado pelo salmão e pelos diversos peixes, que nos ensinam que herdamos o direito de voltar para nossa casa.

Obrigado pela aranha que, nos ensina as artimanhas do destino.

Obrigado por cada cerimônia sagrada trazida para nós pela Mulher Novilha de Búfalo Branco.

Obrigado por nossa tenda do suor, que nos ilumina por meio da compreensão, da purificação e limpeza.

Obrigado pela Dança do Sol, que dá aos homens a oportunidade de absorver e valorizar o milagre da renovação da vida ao partilharem, em menor escala, da experiência do nascimento.

Obrigado pelo Chamado da Cerimônia da Busca da Visão, que nos permite reconhecer o caminho correto a ser seguido na vida, uma estrada que é otimista e livre.

Obrigado pela Cerimônia de Criação de Laços de Parentesco, que nos permite trazer novos membros para nossa nação, família e clã.

Obrigado pela Cerimônia de Conservação do Espírito, que nos dá o privilégio de honrar os nossos ancestrais e de reunir a comunidade para compartilhar e celebrar os feitos daqueles que se foram.

Obrigado pela Cerimônia do Lançar da Bola, que reúne a comunidade em um só coração, uma só mente, um só espírito e corpo.

Obrigado pela Cerimônia da Menarca, que faz com que nossas jovens mulheres almejem pertencer ao universo com dignidade.

Obrigado por nossas cerimônias de cura, onde os enfermos, incapacitados e doentes são cuidados.

Obrigado por nossos parentes que crescem da terra e produzem doces remédios.

Obrigado pelo barro, pelas nuvens, pelo cobertor branco que cobre nossa Avó, a Terra, na época do frio.

Obrigado pela água.

Obrigado por poder celebrar Solstícios e Equinócios.

Obrigado por dançar e cantar junto ao irmão fogo.

Obrigado por celebrar cada lua cheia.

Obrigado por todas as cores sagradas, que juntas representam tudo o que vale a pena na vida, e que separadas, tanto nos ensinam.

Obrigado pelo vento que se move em um círculo, pois ele nos ensina sobre o respeito, o encanto e o assombro.

Obrigado por poder compartilhar a cura nativa com todos que entram em meu espaço sagrado de cura.

Obrigado por tudo que é sagrado, abençoado e bom.

Somos todos ligados por relações de parentesco.

 

Fonte: Xamã Urbano

PAGUE O PREÇO POR SEUS SONHOS

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Sonhar é simples e não custa nada, de um ponto qualquer você pode imaginar um “admirável mundo novo” em torno de sua vida. É comum ouvir pessoas dizendo: “ quero isto ou aquilo…”, mas a simplicidade e o custo zero estão apenas no sonho. Quando se toma consciência de tudo que é necessário para atingir tal sonho, as coisas podem ficar exatamente como estão ou podem caminhar para uma turbulência de ações transformadoras. Quando se decide por algo é necessário descobrir tudo que é necessário para se chegar a este algo e nada vem sem algum sacrifício. É no momento do sacrifício e do passo a mais que você poderá medir seu potencial de suportar o peso que vai lhe acompanhar até sua conquista. Pagar o preço por seus Sonhos é submeter-se dia após dia na pratica e exercício dos meios necessários para que ele vá se materializando em sua vida. Se quiser um amor, ele pode até surgir, mas quando surgir você vai ter de aprender amar e corresponder este amor; se quiser uma posição de destaque, ela pode até surgir, mas você terá de desenvolver competências diárias para manter-se nesta posição; se quiser uma vida tranqüilidade com harmonia, vai ter de trabalhar suas reações interiores para consegui-la. Quem não tem coragem de pagar o preço é apenas um ponto que emite Sonhos, quem tem coragem é um ponto que materializa Sonhos. De onde você está até onde pretende chegar muita coisa tem de ser feita e vivenciada. Será necessário: muita disposição; disciplina; perseverança; vontade; paciência e compreensão para seguir quando o caminho estiver escuro. Se você desistir de seus sonhos, vai carregar a dor de não ter conseguido, se persistir, será uma pessoa alimentada pela esperança de um futuro melhor e sua esperança no futuro é que vai lhe dar força no seu presente.

 

Por: César Romão

AS 7 VERDADES DO BAMBU

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Depois de grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:

– Vovô, corre aqui! me explica como esta figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para abraçar seu tronco se quebrou, caiu com vento e com a chuva, e este bambu tão fraco continua de pé?

– Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

A primeira verdade que o bambu nos ensina e a mais importante: humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus e na oração.

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas, antes de crescer, ele permite que nasçam outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. E estão sempre grudados uns nos outros, tanto que, de longe, parecem uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade é que o bambu é cheio de nós` ( e não de eu`s). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a DEUS que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preencha, que roube nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é: ele só cresce para o alto, ele busca as coisas do Alto, essa é a sua meta.

Fonte: Ser Divino

O CARVALHO – UMA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

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O carvalho é uma árvore que, quanto mais temporais e tempestades enfrenta, mais forte fica.
Suas raízes penetram mais profundamente no solo e seu caule se torna mais robusto, sendo quase impossível uma tempestade arrancá-lo, ou derrubá-lo.
Sua aparência é, muitas vezes, triste.
Por absorver as conseqüências das tempestades a robusta árvore assume uma aparência disforme como se realmente tivesse feito muita força.
Numa grande tempestade, muitas árvores são arrancadas, mas o carvalho permanece firme .
Para o carvalho, cada tempestade representa mais um desafio a ser vencido e não uma ameaça.
Nós também temos a capacidade de ser como o carvalho. Podemos, e devemos, tirar proveito das situações difíceis da nossa vida e ficar mais fortes.
Um pouco marcados, sem dúvida. Muitas vezes, com aparência abatida.
Mas fortes!!!
Com raízes bem firmes e profundas na terra.
Se você está passando por dias de grandes lutas, pense no carvalho e encare como sendo só mais uma tempestade em sua vida.
Enfrente com garra e torne-se, à cada dia, mais firme, mais forte…
Como o carvalho.

“A provação vem, não só para testar nosso valor, mas para aumentá-lo; o carvalho não é apenas testado mas enrijecido pelas tempestades.” (Friedrich Nietzsche)

ORAÇÃO A MIM MESMO

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Que eu me permita
olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê
a admiração que eles me têm
e não a inveja que penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre
escutar aquilo que eu não tenho
me permitido escutar.
Saber realizar
os sonhos que nascem em mim
e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar,
sonhar o mar,
sonhar o amar,
sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental
(aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve
e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor,
experimentar a forma,
vislumbrar as curvas,
desenhar as retas,
e aprender o sabor da exuberância
que se mostra
nas pequenas manifestações
da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem
que entra pelos meus olhos
fazendo-me parte suprema da natureza,
criando-me
e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza
e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos
mas saiba recuperar meus destinos
com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada,
principalmente de mim mesmo:
– Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça
toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
sábio dentro de meus limites
pequenos e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas
tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas
minhas grandezas
e o quanto é valiosa
minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe,
ser pai,
e, se for preciso,
ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram
e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente
o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar
e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo
gentilezas.
Que eu jamais fique só,
mesmo quando
eu me queira só.
Amém.

(Oswaldo Antônio Begiato)

A MONTANHA

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Imagina um homem a caminhar por uma estrada. E a estrada tem contornos, tem curvas, tem subidas e descidas. Imagina também que esse homem encontra à sua frente um verdadeiro obstáculo. Grande. Alto. Largo. Uma montanha. O que é que ele faz? Tem três hipóteses. Ou fica a esmurrar a montanha até a transformar em pó. Ou volta para trás e segue um outro caminho. Ou, a hipótese mais difícil: sobe a montanha. Passa por ela sem sair do seu caminho.

Na primeira hipótese, o homem cansa-se, desgasta-se e se conseguir derrubar a montanha, nessa altura estará tão exausto que não terá forças para continuar o caminho. E o caminho acaba aí. Na segunda hipótese, o homem amedronta-se com a montanha, e volta. Sai, portanto, do seu caminho. Na terceira hipótese, o homem sobe a montanha. Só tem essa chance. Subir. Mas, para subir, ele precisa de se livrar da sua carga. Libertar-se de coisas, desapegar-se de elementos que julgava serem cruciais para essa jornada.

Para subir, o homem tem de aceitar «ser». E vai ficando mais leve. Quanto mais sobe, mais carga liberta e mais leve fica. E quando finalmente chega ao topo, está verdadeiramente liberto. Pode olhar lá de cima para todo o horizonte. E percebe que está diferente. Já não pode descer para voltar ao seu caminho inicial. Deverá continuar dali. E quando ele sentir verdadeiramente isso, eis que um caminho se anuncia a partir dali. Alto, leve, livre.

Quando ele aceitou subir a montanha não sabia que estava a subir de nível energético. E só quando chegou lá acima é que percebeu que já não era necessário descer. O caminho seria feito a partir dali. A vida é exactamente assim. Quando aparece um obstáculo, podes evitá-lo, mudando de caminho mas não de vibração. Ou podes encará-lo, confrontando-te com todas as tuas limitações.

E lembra-te de que confrontares-te com as tuas limitações não é criticá-las nem julgá-las. É aceitá-las e tentar fazer cada dia melhor… mas sem exagero. E é também deixares de te centrar nessas limitações para poderes procurar as tuas capacidades, pois onde há limitações também há capacidades. E quando tiveres encarado o obstáculo e libertado densidade através da aceitação das limitações, nessa altura, estarás a subir a tua frequência energética. E o caminho nunca mais será o mesmo.

Alexandra Solnado

Saiba mais: https://omundodegaya.wordpress.com/misttico/

ENCARE O SEU MEDO

São tantos os medos que temos de superar para penetrar no estado de consciência unificado. Medos não faltam, mas no fundo é um medo só, o medo da anulação do ego, o medo da perda de identidade conforme o ponto de vista de cada um. O homem não se anula abrindo-se ao amor de Deus, não se anula por servir, por dar o melhor de si aos outros. O homem não se anula de maneira alguma ao penetrar na Luz. Temos que deixar o medo de lado e tentar compreendê-lo como uma simples negação do amor e da unidade com Deus.

Como superar o medo? É o que todos querem saber. Enfrentando-o. Tudo o que se opõe, tudo o que parece intransponível precisa ser enfrentado. Esse é o movimento mais difícil, encarar o medo. Não fugir dele, não o evitar, encará-lo de frente e quando isso for feito, teremos dado o passo mais difícil. Quando olharmos para ele estaremos nos abrindo para a ajuda do Divino, porque encará-lo é dizer eu não quero o medo, quero o amor que esse medo me impede de sentir. Seguindo em frente com fé receberemos toda a ajuda de que precisamos.

O mundo tridimensional é tão ilusório. Temos que pensar que os medos são todos inventados, são todos criados por nós mesmos e, da mesma forma como são criados, podem ser transcendidos. Medo de que o dinheiro falte, medo de mergulhar num poço escuro, medo do futuro, da mudança, do desconhecido: todos esses medos partem do princípio de que há algo na realidade presente de que “eu não quero abrir mão; isso pode até me trazer sofrimento, angústias e desconfortos, mas é o que eu conheço e tenho medo de abrir mão dele.” Esse é o nosso raciocínio.

Devemos perceber  que a causa do medo é não querer abrir mão de algo. O medo maior, que há por trás de todos os outros, é o medo do desconhecido. Mas no conhecido não há crescimento. A vida é movimento e evolução sempre, sempre estaremos precisando abrir-nos para outras realidades, para outras experiências, e o medo aí só vai limitar e nos atrasar. Medo paralisa, medo estagna, é a mais limitadora das emoções. Temos que reconhecer o atraso que ele provoca nas nossas vidas. Nos dispondo a enfrentá-lo receberemos uma ajuda grandiosa da espiritualidade que nos apontará o caminho, colocará um tapete vermelho à nossa frente para que possamos seguir.

Muitos também têm medo de aceitar sua missão espiritual. Têm medo de que será preciso abrir mão de uma série de coisas de que gostem neste mundo material, medo de que sua vida mude muito e não gostem do que ela vai se tornar. Nada acontece à revelia do  coração e da vontade. Se isso está se apresentando, é porque em algum nível de nossa consciência multidimensional  assim o desejamos. A mente consciente e concreta  pode não perceber isso agora, pode não aceitar com facilidade, mas nada do que está vindo em nossas vidas vem sem nossa aceitação, vem sem nossa participação.

Devemos reconhecer que foi feita uma escolha em algum momento, reconhecer que houve a apresentação para o serviço em algum momento da nossa vida. Tudo está sendo acelerado e o momento se apresenta, é preciso nos mover na direção da Luz. Enfrentar a barreira do medo. Nesse nível de consciência em que fizemos nossas escolhas sinceras e devotadas, sabemos que tudo o que existe aqui nesse plano é ilusório. É ilusória a necessidade de dinheiro, ou melhor, a falta dele que todos tanto temem. É ilusório o medo da perda. Muito ao contrário, não perdemos nada, e sim seremos muito acrescentados com tudo o que vier a acontecer em nossas vidas.

Como enfrentar esse medo é coisa que muitos imaginam não saber fazer, mas desde que nos coloquemos diante dele, aceitando e reconhecendo, teremos feito tudo o que é preciso fazer.  E quando tivermos cruzado o túnel e chegado do outro lado, veremos como era ilusório o medo. Diremos a nós mesmos, mas era só isso, era isso que me prendia?.

Não devemos temer. Devemos ter a certeza de que estamos amparados. Por mais que possamos sentir  a dificuldade de transcender o momento, temos que compreender que é a única maneira de crescer e abandonar muitos dos conceitos errôneos que  nos alimentaram por tanto tempo. Tudo o que temos a fazer é  dar o primeiro passo, e então seremos tão inundados e amparados pela Luz que nos esqueceremos da razão do próprio medo. Mas para que isso aconteça é preciso tentar, é preciso perder o medo de se ter medo.

“Nossos medos são fruto do mundo de ilusões em que vivemos. Quando olhado de frente, o medo deixa de existir”.

 Gaya Lux

Saiba mais: https://omundodegaya.wordpress.com/misttico/