O caminho do Louco: O processo de Individuação e os 22 arcanos maiores do Tarot

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O Tarot é muito mais do que um jogo. Os 22 Arcanos maiores do Tarot nos contam uma história simbólica sobre o nosso próprio inconsciente, nosso próprio Processo de Individuação, isto é, nosso processo de evolução interior. Compreender os arquétipos presentes em cada carta é compreender várias partes de si mesmo e de sua jornada!

Um dos conceitos base da psicologia analítica é o conceito de arquétipo. arquétipo é um registro simbólico que existe em nosso inconsciente, sobre imagens e símbolos universais na historia da humanidade. Um exemplo: Mãe. Quando falamos a palavra “mãe” já vem milhões de idéias e informações na nossa mente, pois o nosso inconsciente tem uma ideia do que é “mãe”. A mãe é um arquétipo. Não importa se a nossa mãe não foi perfeita, nós com certeza temos um ideal, uma ideia na nossa mente do que é uma mãe perfeita. Da mesma forma existe o arquétipo do herói, do sábio, do rei, da rainha, da mulher bruxa, da mulher princesa, e de tantos outros infinitos ideais.

Jung percebeu que acessar esses arquétipos, através de contos de fada, de filmes, de imagens ou na clínica, ajudava muito o processo de autoconhecimento de uma pessoa, porque através do acesso a essa idéia, a pessoa sai do discurso racional diretamente para o inconsciente. Peça para uma pessoa que você mal conhece falar dela mesma, provavelmente ela vai ficar desconfiada, sem graça, se sentindo exposta. Agora peça para essa mesma pessoa que você mal conhece falar de um personagem de um filme ou de um conto de fada que ela mais gosta. Normalmente a pessoa fala sem problemas, e até se empolga contando detalhes daquele personagem, e assim ela está na verdade falando dela mesma.

Quando nos identificamos com uma historia ou personagem nos identificamos porque existe naquela historia elementos nossos, da nossa personalidade, da nossa vida, que muitas vezes estão inconscientes e aquela historia ou personagem em questão nos chama a atenção e nem sabemos direito porque. crianças fazem muito isso, brincam que “são” os personagens de uma historia. Se observarmos com atenção com certeza essa escolha de “quem são” diz muito sobre quem são de fato e o que sentem.

Por isso o Tarot é uma ferramenta incrível para o trabalho na clínica, os arcanos do Tarot são pura e simplesmente arquétipos, que acessam direto nosso inconsciente. E quando tiramos uma carta ainda estamos trabalhando com um outro conceito Junguiano o da sincronicidade.

Segundo Jung não existem coincidências, mas sim sincronicidades. Se dois eventos acontecem sem uma causa especifica e carregam um significado pessoal, isso é uma sincronicidade e o universo está querendo “falar com você”. Com o conceito de inconsciente coletivo, Jung nos traz a visão de que não estamos totalmente separados do universo, tudo está conectado. E a ampliação da nossa consciência depende desse mergulho dentro desse mundo não racional.

O inconsciente e o consciente existem num estado profundo de interdependência recíproca e o bem-estar de um é impossível sem o bem-estar do outro. Esta percepção talvez seja uma das mais importantes contribuições de Jung para uma nova e mais significativa compreensão da natureza da consciência: Só poderia ser renovada e ampliada, na medida em que a vida exigisse que ela fosse renovada e ampliada, pela manutenção de suas linhas não-racionais de comunicação com o inconsciente coletivo.

Por esse motivo Jung dava grande valor a todos os caminhos não-racionais ao longo dos quais o homem tentara, no passado, explorar o mistério da vida e estimular o seu conhecimento consciente do universo que se expandia à sua volta em novas áreas de ser e conhecer. Essa é a explicação do seu interesse, por exemplo, pela astrologia, e é também a explicação da significação do Tarot.

Ele reconheceu de pronto, como o fez em muitos outros jogos e tentativas primordiais de adivinhação do invisível e do futuro, que o Tarot tinha sua origem e antecipação nos padrões profundos do inconsciente coletivo, com acesso a potenciais de maior percepção à disposição desses padrões. Era outra ponte não-racional sobre o aparente divisor de águas entre o inconsciente e a consciência, que poderia ajudar a ampliar o crescente fluxo de movimento entre a escuridão e a luz.

Simbolicamente o Arcano de numero 0, O Louco, representa cada um de nós, viajando por todo esse mundo, interno e externo, dos outros 21 arcanos. O louco representa o arquétipo do andarilho, que se joga na vida por um impulso que vem da alma, muitas vezes sem saber racionalmente ao certo pra onde essa caminhada vai o levar, apenas sente que deve ir. Quem busca o autoconhecimento, ou na linguagem Junguiana a Individuação, sabe que é exatamente essa a sensação. Mergulhamos em nós mesmos em uma jornada sem volta, num processo que sentimos que precisamos seguir. Muitas vezes somos chamados por outros de loucos, inclusive.

Em alguns baralhos o arcano “O Louco” aparece como “The Fool”, que significa o tolo, essa tolice vem no sentido de ingenuidade, pois esse arcano representa o inicio de uma jornada onde estamos muito animados e empolgados, mas ainda não sabemos o que nos espera. Porém ao fim dessa jornada o tolo se torna o sábio, e é exatamente essa transformação que o autoconhecimento nos proporciona.

O Caminho do Louco é o caminho que todos nós fazemos na vida, dentro e fora de nós. É o “sair da caverna” do Platão, descobrir que existe todo um universo lá fora e uma jornada a seguir, caminhar e descobrir suas maravilhas e terrores. Se observarmos em seqüência todos os arcanos perceberemos que eles contam uma história semelhante à jornada do herói dos contos e mitologias, e assim como na jornada do herói, cada etapa desse caminho fala também sobre nossos processos internos nos deparando com o processo de autoconhecimento no caminhar da vida. Por isso o uso do Tarot dessa forma mais terapêutica é tão eficaz, pois nos ajuda a compreender padrões de comportamento e a nos direcionar na caminhada da vida.

Então boa caminhada para todos os loucos e heróis que seguem o árduo porém recompensador caminho da busca por se “re-conhecer” e simplesmente ser quem você é.

 

Vanessa Martins é formada em Psicanálise Freudiana e Pós Graduada em Teoria e Prática Junguiana na Universidade Veiga de Almeida no Rio. Trabalha com atendimento clínico individual, adulto e infantil, tendo ministrado diversos cursos e workshops no Rio e em Campos.

ORÁCULOS – O CAMINHO DO AUTO-CONHECIMENTO

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Na Terra, historicamente, os Oráculos foram uma das primeiras formas de relacionamento entre os seres humanos e a divindade. A função oracular é uma das primeiras exercidas pelo ser humano que despertou para a Luz. E também uma das mais perigosas e controversas.

O oráculo é a caráter de significado etmológico, a resposta dada por uma divindade a uma questão pessoal através de artes divinatórias. Por extensão, o termo oráculo por vezes também designa o intermediário humano consultado, que transmite a resposta e até mesmo, no Mundo Antigo, o local que ganhava reputação por distribuir a sabedoria oracular, onde era notada a presença Divina sempre que chamada, que passava a ser considerado solo sagrado e previamente preparado para tal prática. Todavia, nos dias de hoje, ele é igualmente atribuído a um objeto ou meio pelo qual alguém possa obter respostas para um esclarecimento maior. A isso, o Dr. Urban explica como sendo uma busca por uma compreensão inspirada inicialmente pelo self, ou “si mesmo” no seu próprio inconsciente por meio de arquétipos, de acordo com a teoria  junguiana de individuação, teoria esta aplicada em oráculos como o Tarot.

As civilizações antigas consultavam oráculos para diversas finalidades. Na mitologia escandinava, Odin levou a cabeça do deus Mimir para Asgard para ser consultada como oráculo. Na tradição chinesa, o I Ching foi usado para adivinhação na dinastia Shang, embora seja muito mais antigo e tenha profundo significado filosófico.

Os oráculos gregos constituem um aspecto fundamental da religião e da cultura gregos. O oráculo é a resposta dada por um deus que foi consultado por uma dúvida pessoal, referente geralmente ao futuro. Estes oráculos só podem ser dados por certas divindades, em lugares determinados, por pessoas determinadas e se respeitando rigorosamente os ritos: a manifestação do oráculo se assemelha a um culto. Além disso, interpretar as respostas do deus, que se exprime de diversas maneiras, exige uma iniciação.

Por extensão, o termo oráculo designa tanto a divindade consultada como o intermediário humano que transmite a resposta, e ainda o lugar sagrado onde a resposta é dada. A língua grega distingue estes diferentes sentidos: entre numerosos termos, a resposta divina pode ser designada por χρησμός – khrêsmós, literalmente o fato de informar. Pode-se também dizer φάτις – phátis, o fato de falar. O intérprete da resposta divina é freqüentemente designado por προφήτης – prophêtê, aquele que fala em lugar (do deus), ou ainda μάντις – mántis. Por fim, o lugar do oráculo é χρηστήριον – kherêstêrion.

Porque consultar os Oráculos

Ao consultar um oráculo, ele detecta a energia reinante e a que está plasmada para ser acessada.

Assim, oráculos identificam tendências.

A energia é neutra se manifestando em todas as direções e sentidos de Espaço. Ela apenas faz, materializa-se, direciona ou cria aquilo que nós determinamos.

Criamos nosso futuro hoje através de pensamentos, sonhos, tela mental, atitudes e metas direcionadas. No Universo, tudo é simultâneo e cada pessoa tem o seu tempo em sua dimensão consciencial.

Não esquecer que temos o Sagrado dom do Livre-Arbítrio.

O importante é saber dos oráculos, as tendências e, então, transmutar ou potenciar para acontecer concentrando energia psíquica para uma vontade dirigida.

Existem possibilidades plasmadas nos oráculos ou previsões, como há na astrologia e na numerologia. Há pessoas que mudam os padrões e acessam energias sutis mais rapidamente, outras, presas a condicionamentos ou medos têm maior dificuldade em acessar energias ou mudar crenças.

Oráculos ajudam muito para o autoconhecimento.

Não é adivinhação.

Qualquer oráculo, não é uma verdade absoluta, tudo é relativo.

Acredito em uma Verdade Absoluta, que não está manifestada completamente em nosso plano, talvez pudéssemos chamar essa Verdade Absoluta DEUS.

Se reconhecermos que estamos constantemente moldando nosso futuro, ao estabelecermos um contato mágico com nosso inconsciente, poderemos vir a conhecer muito sobre o futuro e, o que é mais importante, não só influenciar, mas alterá-lo, tornando-nos, até certo ponto, senhores de nosso destino e comandante de nossa alma.

O futuro é mistério que se cria a cada segundo, o passado é história com experiências e o presente é o movimento vivido programando o que virá em futuro. Isso é pessoal e intransferível.

Fonte: Biblioteca Gnóstica

Saiba mais: https://omundodegaya.wordpress.com/misttico/

ÁS DE ESPADAS

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SIGNIFICADO DA CARTA ÁS DE ESPADAS

A carta Ás de Espadas sugere-lhe que algo necessita de se exteriorizar, seja um conceito, uma realidade desagradável, um momento de reflexão e bom senso, ou até mesmo a necessidade de fazer algo com clareza e transparência.

No entanto, de uma forma geral poderá não ter ideia do que será exactamente que tem que manifestar, mas provavelmente estará a ser continuamente assombrado por uma sensação de desconforto para consigo mesmo que acaba por denunciar a sua situação.

Esta carta denota um outro significado importante para si, significado este que representa o conflito com qualquer novo desafio, refugiando-se no raciocínio e convicções firmes.

O Ás de Espadas indica-lhe que é uma altura de acreditar em si próprio, não duvide das suas capacidades, motivações ou intenções, pois a prontidão para entrar em acção serão cruciais para a realização dos seus objectivos.

Esta carta aconselha-o a encarar a realidade com lógica, deixe um pouco de parte o seu “eu” emocional deixando para trás a sua carga emotiva carregada de amargura e desilusões do passado, pois só assim conseguirá seguir em frente, em direcção à luz e claridade do seu destino.

Uma das características mais importantes em si que terá que realçar, quando esta carta lhe surgir num lançamento, é a de honestidade total. Esta é realmente uma parte importantíssima que o ajudará a dissipar as nuvens de dúvidas e confusões que o intimidam no percorrer do seu caminho.

Nesta altura de Presente é extremamente útil, conseguir analisar todos os seus problemas actuais de uma forma completamente lógica, e por vezes até com uma visão um pouco fria. Não quer dizer com isto que deixe de parte a sua parte emocional, mas convém nesta altura, retraí-la consideravelmente, pois caso contrário, irá fazer pior do que se não o fizesse.

Como situação de Obstáculo, torna-se uma situação oposta ao que foi visto até ao momento. Ou seja, neste caso, está a deixar que o seu raciocínio obcecado o influencie de tal forma, que o “coração” deixou de ter peso nas suas acções, e que agora age como se não tivesse instintos para o guiar.

Como carta de Futuro, o Ás de Espadas indica-lhe que está prestes a ser-lhe revelado novas oportunidades, que inicialmente até lhe poderão trazer mais esforço, mas que no final, terá um balanço positivo, pois conseguirão abrir-lhe portas para novas possibilidades.